MATO GROSSO
Operação PC Retomada teve 531 presos e 725 ordens judiciais cumpridas em MT
MATO GROSSO
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu 725 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventivas e temporárias e de busca e apreensão, que resultaram na prisão de mais de 530 pessoas durante a operação PC Retomada, deflagrada para combate ao tráfico de drogas e crimes relacionados.
Coordenada pelas Diretorias Geral e Adjunta, a operação realizada no último trimestre de 2022 faz parte do planejamento operacional da Polícia Civil, que instituiu operações em âmbito estadual, com atividades investigativas e cumprimento de mandados em todo Estado, contando com a participação de todas as Regionais.
As diversas ações realizadas entre os meses de setembro a dezembro de 2022 resultaram em 415 mandados de prisão cumpridos, 310 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de 116 pessoas presas em flagrantes, nove menores infratores apreendidos, 82 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) lavrados.
As ações contaram com a participação de 1.088 policiais civis, entre investigadores, escrivães e delegados das Diretorias de Atividades Especiais, Metropolitana e do Interior, tendo sido planejada pela Diretoria Geral e executada entre os meses de setembro a dezembro de 2022, envolvendo todas as Regionais do estado de Mato Grosso.
Durante os trabalhos, foram 45 armas de fogo e centenas de munições tiradas de circulação e aproximadamente R$ 40 mil em dinheiro apreendidos, além da apreensão de porções de entorpecentes, apetrechos relacionados à atividade de tráfico, diversos objetos de origem ilícita como aparelhos celulares, maquininhas de cartão, ferramentas, entre outros.
A Diretoria Geral esclarece que as operações de âmbito estadual continuarão, principalmente em razão da expressividade do resultado atingido pela instituição, especialmente no combate à organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, furtos, roubos e homicídios.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Novo equipamento da Politec acelera análises de vestígios de crimes sexuais
Novo equipamento de alta tecnologia foi destinado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para acelerar as análises periciais de DNA forense de crimes sexuais feitas pela instituição.
Denominado QIAcube Connect, o aparelho realiza a extração diferencial, que consiste na separação da mistura de DNA contido nas células espermáticas do DNA presente no corpo da vítima da qual foi realizada a coleta para exames.
Na prática, isso significa que mais amostras genéticas serão processadas em menos tempo, com menos ocorrência de erros humanos e menos chance de contaminações decorrentes de manipulação, agilizando assim a emissão de laudos periciais.
O investimento em tecnologias para o processamento de amostras de crimes sexuais é peça vital no enfrentamento à violência contra a mulher, através da obtenção de evidências forenses, as quais são essenciais para a investigação, condenando agressores e inocentando os não envolvidos.
A obtenção de um perfil genético a partir de vestígios criminais é o objetivo final do processamento laboratorial realizado pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, sendo que diversas etapas anteriores, técnicas e equipamentos são necessários.
Conforme a coordenadora de perícias de Biologia Molecular, Rosângela Ventura, antes, o procedimento de lavagem diferencial era feito manualmente, o que restringia a capacidade de processamento de apenas de quatro a seis amostras por vez. “Este método demanda várias horas de trabalho e a supervisão constante de um perito forense com destreza e habilidade para a realização do método. A implementação do equipamento permite o processamento de 12 amostras em apenas 90 minutos, sem a necessidade de supervisão constante por um profissional. Essa automação não apenas reduz significativamente o tempo necessário para análise, mas também minimiza as chances de erros”, explicou a perita.
Rosângela pontua, ainda, que foram observados uma redução substancial no tempo de processamento das amostras de crimes sexuais, encurtando-o em até três horas, além de resultados de alta qualidade.
“Cerca de 300 amostras processadas no laboratório são de vestígios de crimes sexuais. Sendo assim, quando falamos de ganho de três horas com o suporte do equipamento, que antes era limitada pelo trabalho humano, nós estamos falando de ampliar essa tecnologia para toda a nossa demanda relacionada aos vestígios de crimes sexuais que possam conter material espermático, que representa a maioria das nossas buscas por DNA no setor”, analisou.
O equipamento teve o custo de cerca de R$ 250 mil e foi adquirido com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Fonte: Governo MT – MT
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