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Parque das Águas recebe 200 novas mudas no Dia Internacional do Meio Ambiente

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) realizaram na manhã desta quinta-feira, 05 de junho, Dia Internacional do Meio Ambiente, o plantio de 200 mudas de árvores nativas no Parque das Águas, em Cuiabá.

A iniciativa integra a programação da Virada Sustentável Mato Grosso, que trouxe para o Parque das Águas ações culturais e uma capivara de quatro metros de altura e um filhote, criação do artista paulistano Eduardo Baum. O objetivo da intervenção urbana de grande escala é realçar o protagonismo silencioso desses seres na manutenção do equilíbrio ambiental.

O diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, participou do plantio e destacou que a ação faz parte de um projeto de revitalização do espaço. “A grande capivara e as nossas capivarinhas, aqui no Parque das Águas, representam o que a gente tem de mais belo na nossa cidade, que é essa união de cidade e meio ambiente. A Virada Sustentável traz também um movimento de integração da cidade com as pessoas e aqui estarão mais de 200 novas árvores”, afirmou.

A intenção, segundo ele, é de que daqui alguns anos, com a arborização do local e revitalização do espaço, o uso do parque também se estenda para o restante do dia, e não fique restrito apenas aos períodos matutino e noturno. “Teremos mais áreas de sombreamento para convivência entre as pessoas”, observou.

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A secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazzaretti esteve no Parque das Águas prestigiando a programação da Virada Sustentável. No Dia Internacional do Meio Ambiente, ela propôs uma nova reflexão: “Nós costumamos destacar na Semana do Meio Ambiente o quanto o homem interfere nas condições naturais. A minha mensagem hoje é para fazermos uma outra reflexão, pois também somos a única solução, precisamos entender como cada um de nós pode colaborar para que possamos de fato ter um futuro melhor com qualidade de vida, convivendo com o nosso meio ambiente”.

Programação

Outro destaque da Virada Sustentável, nesta quinta-feira, é a abertura da exposição do precursor da fotografia de natureza no Brasil, Araquém Alcântara, que ficará em cartaz entre os dias 5 e 8 de junho, atrás do coreto do Parque Mãe Bonifácia, das 6h às 18h. A mostra busca sensibilizar o público para a preservação da biodiversidade ao revelar em sua plena exuberância os três principais biomas presentes no território mato-grossense: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Também nesta quinta-feira, foram realizadas atividades no Parque Massairo Okamura, com trilhas de observação de vida silvestre e de aves e a performance “Ritual é Ancestral”, seguida de roda de conversa com a artista indígena Kaya Agari, no Centro de Educação Ambiental do parque.

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No período da tarde, outras atividades serão realizadas no Museu de História Natural e ainda, na Universidade Federal de Mato Grosso, às 16h, a curadora da exposição “Memória Biocultural”, Ruth Albernaz, realiza visita guiada. A mostra reúne 88 obras de 50 artistas e tem projeto expográfico que dialoga com as paisagens e cores do Cerrado, da Amazônia e do Pantanal, convidando o público a repensar suas relações com o ambiente, a arte e a memória.

A programação completa da Virada Sustentável está disponível no site oficial https://viradasustentavel.org.br/cuiaba/

Parceria

A Virada Sustentável Mato Grosso 2025 é uma realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Virada Sustentável, com apoio do Governo Federal via Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Rumo Logística, através do Instituto Rumo.

Recebe ainda apoio da Prefeitura de Cuiabá, Prefeitura de Rondonópolis, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), TV Centro América, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Museu de Arte e Cultura Popular, Cineclube Coxiponés, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Sesc e Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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