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Polícia Civil apura denúncias de crimes de violência contra idosos em Cuiabá

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A Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa de Cuiabá iniciou, nesta sexta-feira (14.06), um trabalho de apuração de denúncias de crimes que tem como vítimas pessoas idosas.

A ação integra os trabalhos da Operação Virtude, deflagrada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em todo o país, entre os dias 10 de junho a 12 de julho, para intensificação de ações preventivas, educativas e de combate à violência contra idosos.

Em Mato Grosso, os trabalhos são coordenados pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, da Polícia Civil.

O início dos trabalhos que apuram denúncias marcam o ‘dia D’ da operação, 15 de junho, em que é comemorado o Dia Mundial de Conscientização e Combate à Violência contra a Pessoa Idosa. As ações serão realizadas por policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Pessoa Idosa com apoio de equipes de outras delegacias da Regional de Cuiabá.

As informações dos casos apurados foram recebidas em diferentes canais de denúncias como, Disque 100, do Ministério da Justiça e pelo 197, número de denúncias da Polícia Civil, via Ciosp, Conselho Estadual do Idoso, Ministério Público e Secretaria Municipal de Serviço Social de Cuiabá.

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Segundo o delegado titular da Delegacia do Idoso, Marcos Veloso, a previsão é que durante o período da operação sejam verificadas mais de 40 denúncias de situações de violência contra idosos, somente na Capital.

Nesses 30 dias também serão realizadas palestras orientativas, e visitas técnicas a Instituições de Longa Permanência de Pessoas Idosas (ILPI) de Cuiabá.

Além dos policiais da Delegacia do Idoso de Cuiabá, participam das ações, equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Especializada do Consumidor e 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá.

Denúncias

Em Cuiabá, a Polícia Civil conta com a Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), situada na avenida Dante Martins de Oliveira, no bairro Planalto, para denúncias de maus-tratos e outros crimes contra idosos. Os telefones são (65) 3613-8940 e 98173-0594.

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As denúncias de violência contra a pessoa idosa também podem ser feitas em qualquer Delegacia de Polícia Civil, na Delegacia Virtual, por meio do 197, da Polícia Civil, ou Disque Nacional 100.

Fonte: Governo MT – MT

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Curso sobre letramento racial promove equidade no ambiente institucional do PJ

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Banner do Curso de Letramento Racial e Antirracismo do TJMT. A arte tem tons de marrom e sépia e tem as imagens de uma mulher preta de perfil, de uma mão negra de punho cerrado, da balança da Justiça e do mapa de Mato Grosso.Um ambiente institucional com equidade vai além do tratamento igualitário. Reconhece as necessidades individuais, oferecendo suporte para que todos tenham oportunidades reais de desenvolvimento. Buscando transformar a cultura organizacional da instituição em um modelo que promova justiça, acolha a diversidade e garanta que as barreiras estruturais sejam superadas, o Poder Judiciário de Mato Grosso vem adotando práticas e políticas antirracistas. Entre elas, cursos e capacitações sobre Letramento Racial e Práticas Antirracistas.
Um novo módulo da capacitação online teve início nesta segunda-feira (15/06) e prossegue até quinta (19), das 8h às 12h. Voltado a magistrados, servidores e colaboradores da Justiça Estadual, o curso é ministrado pela professora e pesquisadora Silviane Ramos Lopes da Silva, doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A pesquisadora lembrou que para falar de racismo estrutural é preciso primeiro revisitar a história do Brasil, a fim de se compreender que o racismo não é apenas um preconceito, mas uma base sobre a qual instituições, a economia e a cultura foram organizadas. A colonização e a escravidão deixaram ao país uma herança histórica e econômica, já que, após a abolição, o Estado não promoveu políticas de inclusão, o que resultou na marginalização da população negra. “Foram usadas diferenças corporais, como fenótipo, cor da pele e textura de cabelo, para criar desigualdades e legitimar a superioridade de um grupo sobre o outro”, pontuou.
Silviane destacou ainda o que chamou de “ponto cego nacional por conta do analfabetismo racial “ essa ideia equivocada da coisificação dos corpos negros e indígenas , e o discurso de que somos todos iguais não coadunam . Essa narrativa que suaviza a não existência de racismo no Brasil, é uma estratégia da branquitude para enfraquecer os movimentos negros , indígenas a não se organizarem . Nada foi dado a população negra e indígena. Os povos indígenas são donos da terra e os negros foram arrancados de África sem escolhas, a organização da comunidade e imprescindível em para garantir vida digna, ressaltou.
Corpo branco, pele clara, traços finos, cabelo liso são vistos como norma ou padrão, sem mistura. Já negros e indígenas são vistos como diferentes. Esse conceito de branquitude define a identidade racial, o lugar de privilégio e a posição de poder ocupada por pessoas brancas em uma sociedade estruturada pelo racismo. A pesquisadora deu como exemplo dessa branquitude os bairros nobres da cidade de São Paulo, considerados locais “de branco”. Nesses lugares, observou Silviane, o corpo negro só é normalizado se estiver exercendo uma função subalterna.
Letramento e dupla consciência
Pessoas brancas podem desenvolver letramento racial por meio da “Dupla Consciência”. Isso ocorre quando o indivíduo adquire a capacidade de olhar para a sociedade e para os próprios privilégios, através das lentes da experiência negra. Conforme pesquisa trazida por Silviane, apesar de ser impossível “vestir a pele do outro”, é possível vivenciar a empatia profunda sem apropriação. Essa identificação estética e política pode vir, por exemplo, do engajamento com produções intelectuais, musicais e artísticas negras.
A capacitação traz ainda um conjunto de recursos para quem deseja ser um aliado na luta antirracista. Entre eles, reconhecer privilégios e o racismo internalizado, escuta qualificada e não universal, descentralizar-se, além de educação continuada.
O curso Letramento Racial e Práticas Antirracistas é promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Promoção da Equidade Racial, que tem entre suas atribuições coordenar e executar as ações previstas no Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, fomentar a representatividade racial no Judiciário, estimulando cursos e capacitações e disseminando práticas de combate ao racismo e de promoção da equidade racial.

Autor: Nadja Vasques

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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