MATO GROSSO
Polícia Civil prende 5 integrantes de organização criminosa em residência alugada em Juína
MATO GROSSO
Entre os presos estão três homens e uma mulher que foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Uma adolescente, de 17 anos, que também integra o grupo responderá pelos atos infracionais de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A desarticulação do grupo criminoso ocorreu durante diligências da Polícia Civil com objetivo de monitorar a movimentação de facções criminosas na cidade de Juína. Segundo as investigações, após a prisão de diversos membros de um grupo criminoso na região, a facção tem enviado integrantes de outras cidades para atuar com a distribuição de drogas na região, assim como impor a filosofia da organização.
Durante as diligências investigativas, a equipe de investigadores da Delegacia de Juína identificou uma residência alugada pelo grupo, onde integrantes da organização criminosa estariam se reunindo para a prática de crimes. Durante monitoramento do local, os policiais realizaram a abordagem de um dos suspeitos, no momento em que ele saía da residência com uma mochila nas costas.
Durante a revista pessoal, os policiais encontraram dentro da mochila, meio tablete de maconha. Diante da situação de flagrante, os policiais realizaram buscas na residência, onde foram encontradas mais porções de entorpecentes, entre elas, um tablete de maconha e uma porção de cocaína pura, além de balança de precisão e outros apetrechos relacionados ao tráfico.
Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e todos os cinco suspeitos que estavam na casa, foram conduzidos à Delegacia de Juína, onde foi lavrado o flagrante.
No interrogatório, os suspeitos confessaram que a casa, bem estruturada e localizada na região central da cidade, foi alugada pelos criminosos em uma tentativa de despistar investigações policiais.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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