MATO GROSSO
Primeira-dama de MT e Setasc entregam cestas, filtros e kits de higiene em aldeia indígena de Campinápolis
MATO GROSSO
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Haagsma, participaram nesta quarta-feira (16.7) de uma ação do programa SER Família Solidário na Aldeia Santa Clara, situada na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.
A ação, idealizada por Virginia Mendes e executada pela Setasc, contemplou a comunidade indígena com 130 cestas de alimentos, 130 kits de higiene, 60 filtros de água, além de cobertores e brinquedos para as crianças da aldeia.
Emocionada com a recepção calorosa da comunidade, a primeira-dama, que é madrinha dos povos indígenas em Mato Grosso, reforçou o respeito e o compromisso com os povos originários.
“Temos profundo respeito pela comunidade Santa Clara e por tudo que vocês representam, não apenas para o nosso estado, mas para todo o Brasil. A força da cultura e da história de vocês é um patrimônio que precisa ser valorizado e protegido. E é por isso que estamos aqui hoje. As entregas do SER Família refletem o compromisso da assistência social em garantir dignidade e qualidade de vida a quem mais precisa”, afirmou.
Virginia Mendes também destacou que os avanços sociais têm sido possíveis graças ao equilíbrio nas contas públicas e à atuação do governador Mauro Mendes.
“O governador tem trabalhado incansavelmente para levar dignidade e oportunidades aos mato-grossenses. A gestão eficiente dos recursos públicos tem permitido que ações como essa cheguem a comunidades que antes estavam esquecidas”, completou.
O secretário Klebson Haagsma reforçou o papel central da primeira-dama na condução das ações sociais do Estado.
“Virginia Mendes tem uma sensibilidade única e um olhar humano que fazem toda a diferença. Sua dedicação e comprometimento têm sido fundamentais para que as entregas do SER Família cheguem às famílias em situação de vulnerabilidade”, destacou.
O prefeito de Campinápolis, Jeovan Farias, agradeceu o empenho do Governo do Estado e valorizou a atuação da primeira-dama.
“Reconhecemos e valorizamos o trabalho do Governo de Mato Grosso, que tem sido um grande parceiro de Campinápolis. A presença da primeira-dama aqui, liderando mais essa entrega, mostra o compromisso com a nossa população. Isso nos fortalece para continuar trabalhando pelo bem da nossa gente”, disse.
O cacique Justino Xavante, da Aldeia Santa Clara, agradeceu a visita e deixou um convite especial.
“Estamos muito felizes e contentes em recebê-la. Agradecemos o apoio que a senhora tem dado à nossa comunidade. Volte sempre, pois será sempre muito bem-vinda”, disse o líder indígena.
A entrega contou ainda com a participação do presidente da Empaer, Suelme Fernandes; da secretária adjunta da Sinfra, Rafaela Damiani; do conselheiro titular da Sefaz, Yendis Costa; do promotor de Justiça de Campinápolis, Fabricio Miranda Mereb; do vereador e presidente da Câmara Municipal de Campinápolis, Celiomar Piaba; além de outras lideranças regionais.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Audiência da Corregedoria debate como atingir o poder econômico do crime organizado
Por trás de homicídios, tráfico de drogas e disputas por território existe uma engrenagem menos visível: o dinheiro. A avaliação foi compartilhada por especialistas que participaram do painel Lei Antifacção e Governança Corporativa: limites e deveres das pessoas jurídicas, realizado nesta sexta-feira (12), durante audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para discutir o novo marco legal de combate ao crime organizado.
O painel reuniu o expositor, o promotor de Justiça Renee do Ó Souza, o delegado da Polícia Civil Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o juiz Anderson Clayton Dias Batista. A mediação foi conduzida pelo conselheiro estadual da OAB-MT, Douglas Ibarra.
Ao longo das discussões, um ponto ganhou destaque: para enfraquecer as organizações criminosas não basta prender integrantes. É preciso atingir a estrutura financeira que sustenta essas atividades.
Segundo o promotor Renee do Ó Souza, uma das principais inovações da Lei Antifacção é justamente direcionar o foco para o patrimônio, os recursos financeiros e as empresas utilizadas para dar suporte ao crime organizado. “A única forma de inibir o envolvimento de alguém na criminalidade organizada é demonstrar que o crime não compensa”, afirmou.
De acordo com o expositor, a legislação cria mecanismos que permitem ao Estado alcançar bens, valores e até estruturas empresariais utilizadas para ocultar patrimônio ou movimentar recursos ilícitos. Entre as medidas previstas estão bloqueios patrimoniais, restrições de atividades econômicas e a possibilidade de intervenção judicial em empresas utilizadas para favorecer práticas criminosas.
O juiz Anderson Clayton Dias Batista observou que a nova legislação busca reduzir a tolerância com relações empresariais que possam beneficiar organizações criminosas.
“A nova legislação exige uma postura mais ativa das empresas. Não basta alegar desconhecimento. As organizações precisam verificar quem são seus parceiros comerciais e adotar mecanismos de controle para evitar relações que possam favorecer, direta ou indiretamente, o crime organizado”.
O mediador Douglas Ibarra chamou atenção para a linguagem corporativa presente na nova legislação. Para ele, a proposta do legislador foi ampliar o alcance do enfrentamento ao crime organizado, permitindo que a atuação estatal chegue também às estruturas econômicas e societárias que podem servir de suporte para atividades criminosas.
A perspectiva das investigações foi apresentada pelo delegado Caio Albuquerque. Com experiência na apuração de homicídios ligados a organizações criminosas, ele afirmou que o domínio territorial exercido por facções tem tornado a elucidação de crimes cada vez mais complexa. Segundo o delegado, o medo imposto às comunidades faz com que testemunhas deixem de colaborar com as investigações, dificultando a identificação de autores e a produção de provas.
Caio Albuquerque destacou que o fortalecimento das organizações criminosas observado nos últimos anos exige instrumentos mais eficientes de enfrentamento e defendeu que a nova legislação oferece mecanismos que podem contribuir para esse trabalho.
O painel integrou a audiência pública promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para debater os impactos da Lei nº 15.358/2026, conhecida como marco legal de combate ao crime organizado.
A íntegra da discussão está disponível no canal do TJMT no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=70cR1MxQkvs
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Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]

