MATO GROSSO
Provas do Saeb em Mato Grosso acontecerão no período de 27 de outubro a 7 de novembro
MATO GROSSO
Em Mato Grosso, 526 escolas da rede estadual participarão da edição 2025 do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), com aplicação das provas prevista para o período de 27 de outubro a 7 de novembro. Escolas municipais e privadas também integram a avaliação. Dentro desse intervalo, cada unidade poderá definir seu próprio cronograma de aplicação dos testes.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para aplicação das provas, nesta edição, farão os testes estudantes do 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental, e os da 3ª série do ensino médio da rede pública estadual.
Além de medir o desempenho dos estudantes em disciplinas como Língua Portuguesa e Matemática, o Saeb irá recolher informações contextuais de alunos, professores, diretores e famílias. Esta será a primeira vez que as famílias dos alunos responderão a questionários contextuais
Desde 2023, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza junto as escolas um trabalho de mobilização, batizado de programa “Movimenta SAEB”, com objetivo de elevar os níveis de proficiência em língua portuguesa e matemática.
O secretário de Educação, Alan Porto, destaca que o Saeb tem papel central no diagnóstico da educação básica, pois seus resultados, combinados com dados do Censo Escolar, ajudam a compor o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, indicador-chave para políticas educacionais e de financiamento
“O resultado será fundamental para que a rede estadual figure entre as cinco melhores do país até 2030, como determina o Plano EducAção 10 Anos. Para isso, a participação não se limita à mera presença. A qualidade do dado depende do número de respondentes e do preenchimento correto pelos questionários contextuais”, completa.
Segundo o secretário, nesta semana que antecede as provas, a Seduc intensificará a mobilização das escolas para assegurar o cumprimento das diretrizes logísticas e o ambiente adequado de aplicação com a máxima neutralidade”.
Para a Seduc, não basta apenas aumentar a participação das escolas nas provas do SAEB. A meta é continuar melhorando a aprendizagem para se obter melhores resultados no IDEB.
“No ensino médio nossa nota em 2023 foi 4,2, fazendo com que Mato Grosso saltasse de 22º para a 8ª posição no ranking nacional do MEC. Nos anos iniciais do ensino fundamental tivemos nota 5,7 e, nos anos finais, 4,8. Nesse ano, objetivo é superar esses resultados”, conclui Alan Porto.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Seduc reúne municípios para fortalecer ações de equidade racial na aprendizagem
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promoveu nesta terça-feira (30.6), em Cuiabá, o Encontro PNEERQ de Mato Grosso) , voltado ao fortalecimento das ações da Política Nacional de Equidade, da Educação para as Relações Étnico-Raciais e da Educação Escolar Quilombola.
O evento ocorreu no auditório da Seduc, com a participação de secretários municipais de Educação, agentes de governança regional e local, pontos focais da política antirracista das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e representantes da Diretoria Metropolitana de Educação (DME).
A programação incluiu mesa-redonda, diálogo sobre a função dos integrantes da PNEERQ, orientações sobre a aplicação dos recursos e discussões voltadas à redução das desigualdades na aprendizagem de estudantes negros, indígenas e quilombolas. Também foram apresentados ações já executadas e planos em andamento nos municípios prioritários.
Neste ano, a iniciativa teve foco especial nos municípios de Campinápolis, Campo Verde, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Nobres, Poxoréu, Santo Antônio do Leste, Sinop, Tapurah e Várzea Grande, que não atingiram a Condicionalidade III do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR). Outros municípios também foram convidados a participar.
Durante o encontro, as agentes de formação local apresentaram os planos e as ações desenvolvidos junto aos municípios prioritários. As atividades práticas tiveram como objetivo apoiar as redes municipais na elaboração de estratégias pedagógicas contextualizadas, capazes de considerar as realidades dos territórios e das comunidades tradicionais.
Para a Seduc, esse trabalho fortalece o sentimento de pertencimento, amplia o engajamento dos estudantes e ajuda a enfrentar barreiras históricas que afetam o desempenho escolar. A proposta é que a escola avance como espaço de aprendizagem, convivência, respeito às diferenças e formação integral.
A secretária adjunta executiva da Seduc, Christina Barbosa Guimarães, destacou que Mato Grosso avançou, mas ainda enfrenta desafios importantes para garantir a aprendizagem com equidade.
“Sabemos que melhoramos, mas também sabemos que há um longo caminho pela frente. Esse caminho só será percorrido com a participação de cada município, de cada gestor e de cada professor que está na sala de aula”, afirmou.
Segundo Christina, a mudança dos resultados depende diretamente do compromisso dos profissionais da educação com os estudantes que ainda não aprenderam.
“Enquanto houver um professor que não aceita ver um aluno sem aprender, independentemente da cor, da raça ou do credo, e que busca todas as alternativas para garantir essa aprendizagem, nós teremos condições de mudar os resultados”, disse Christina Barbosa.
A coordenadora-geral para as Relações Étnico-Raciais do MEC, Lara Vilela, ressaltou a importância da mobilização dos profissionais e gestores presentes no encontro. “É muito importante ver tantas pessoas focadas e comprometidas com a implementação de uma política de equidade racial na educação. Fico muito contente em contar com a presença e o trabalho de todos vocês”, disse.
Para a superintendente de Equidade e Inclusão da Seduc, Paula Souza Cunha, a discussão sobre desigualdade de aprendizagem precisa partir da compreensão de que os estudantes têm necessidades diferentes.
“Quando olhamos os dados e identificamos quais estudantes ainda não tiveram assegurado o direito à aprendizagem, precisamos agir. Se um aluno precisa de algo a mais, nós temos a obrigação de oferecer esse algo a mais. Isso é equidade. Não podemos entregar a mesma coisa para todos, porque nem todos têm a mesma necessidade”, pontuou.
Fonte: Governo MT – MT


