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Ribeirinho Cidadão transforma realidade de comunidades distantes com serviços essenciais
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Em regiões onde o acesso aos serviços públicos ainda depende de longas viagens e altos custos, a chegada do Projeto Ribeirinho Cidadão representa mais do que atendimento: é a oportunidade de resolver pendências, garantir direitos e, muitas vezes, ser visto pelo poder público. Na edição 2026, a expedição percorreu o Distrito de Caramujo e os municípios de Vale de São Domingos e Reserva do Cabaçal, reunindo diversos órgãos em uma força-tarefa que transformou a realidade de centenas de moradores.
Entre os atendimentos oferecidos, a regularização eleitoral tem sido uma das demandas mais procuradas. Servidor requisitado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Divino Alexandre de Souza explica que a equipe leva serviços completos à população. “Estamos trazendo transferência de título, revisão de dados eleitorais e coleta biométrica, que muitos eleitores ainda não têm. Também emitimos o primeiro título para os mais jovens, que já podem tirar o documento a partir dos 16 anos”, detalhou.
Segundo ele, a presença da Justiça Eleitoral nessas regiões é fundamental, especialmente em ano de eleições. “Ainda temos muitos eleitores com títulos cancelados. Como a eleição será no dia 4 de outubro, é essencial que todos estejam regulares para exercer o direito da cidadania”, destacou.
Divino também chama a atenção para a importância da integração entre os órgãos participantes. “Se o eleitor tem algum problema com a Receita ou INSS, por exemplo, ele consegue resolver tudo no mesmo dia. Isso facilita muito e garante que o cidadão saia daqui com a situação regularizada”, afirmou.
Documento garante direitos
Outro serviço essencial oferecido durante a ação é a emissão da carteira de identidade. Coordenador de Identificação Civil da Politec, Carlos Eduardo José Silva destaca que o atendimento faz diferença direta na vida da população. “Estamos levando a solicitação de carteira de identidade para comunidades que muitas vezes não têm acesso a esse serviço. Em Reserva do Cabaçal, por exemplo, não há posto de atendimento, e a população precisa se deslocar até outras cidades, o que gera custos”, explicou.
A alta procura pelo documento revela a carência existente. “Para nós pode ser um documento simples, mas para o cidadão é um verdadeiro passaporte da cidadania, que permite acesso a diversos benefícios. A grande demanda mostra o quanto esse serviço é necessário”, afirmou.
Carlos Eduardo também adiantou uma novidade importante para a região. “Foi firmado um termo de cooperação e, em breve deve ser implantado um posto fixo na cidade, o que vai facilitar ainda mais o atendimento à população”, disse.
Ele ainda destacou a transição para a nova Carteira de Identidade Nacional. “Agora o documento passa a usar o CPF como número único. O prazo vai até 2032, e cerca de 35% da população de Mato Grosso já possuem o novo modelo”, pontuou.
Regularização fiscal e inclusão social
A atuação da Receita Federal também tem papel fundamental na expedição, levando orientação e regularização fiscal para comunidades distantes. Servidor do órgão, Gonçalo Gonçalves Duarte explica que cada localidade apresenta uma demanda específica. “Em Caramujo, tivemos muita procura para regularização de CPF e inscrição de crianças. Já em Vale de São Domingos, por ser uma região próxima à fronteira com a Bolívia, atendemos muitos estrangeiros, principalmente bolivianos, que buscavam a emissão de CPF”, relatou.m disso, a falta de informação sobre questões fiscais também aparece como um desafio. “Muitas pessoas tinham pendências no Imposto de Renda e aproveitaram a oportunidade para buscar orientação”, destacou.
Em Reserva do Cabaçal, a demanda se concentrou na regularização de documentação. “Cada município tem sua particularidade, e estamos aqui justamente para levar esclarecimento e informação para uma população que está distante dos grandes centros”, afirmou.
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Autor: Roberta Penha/Luiz Vieira
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio
A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



