MATO GROSSO
Sema intensifica fiscalização na região da baixada cuiabana
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A Coordenadoria de Fiscalização de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) intensificou o patrulhamento fluvial no trecho urbano do Rio Cuiabá no período de defeso da piracema. Nas últimas duas semanas foram apreendidos 29 redes de emalhar, 12 espinhéis, 15 tarrafas, 4 anzóis de galho, 3 varas com molinete e 61 quilos de pescado na região.
Com embarcações diárias, as equipes percorreram o trecho entre o bairro Novo Terceiro, em Cuiabá, até a praia da Vereda em Santo Antônio de Leverger. O foco principal, são os pontos de pesca predatória, sendo eles a região da Ponte Sergio Mota/Praeirinho, Carrapicho, São Gonçalo, Parque Atalaia, Engordador/Iate Clube, Bonsucesso/Ponte Imigrantes, Pai Andre, Engenho Velho e Valo Verde.
Nesses locais são realizadas buscas no leito do rio e nas margens, realizando a apreensão dos petrechos proibidos. Além do trabalho embarcado, também há equipes terrestre realizando o patrulhamento, abordagens, barreiras e vistorias.
Outra fiscalização
Também esta semana ocorreu apreensão de pescado e petrechos como redes em Rondonópolis, após denúncia anônima de pesca predatória. Equipe de fiscais de Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUDs) do município e Polícia Militar encontrou pescado vivo e com ovos na barriga e devolveram ao rio para reproduzirem no período da piracema. Os peixes que voltaram ao rio são das espécies amarelo, mandi, bico de pato e jiripoca.
O que é piracema?
Piracema é a migração dos peixes rio acima para a reprodução. Em determinada época do ano, os peixes que estão fisiologicamente prontos para esse evento sobem o rio para regiões onde as características físico-químicas da água garantem a fecundação dos óvulos e a sobrevivência das larvas.
Determinadas espécies de peixes precisam desovar em locais com águas mais oxigenadas ou com características gerais que favoreçam a sobrevivência dos ovos e das larvas. Neste período de migração para reprodução, os peixes ficam mais suscetíveis à captura, por isso é importante respeitar a proibição de pesca para preservar as espécies que vão povoar os rios.
Denúncia
A pesca ilegal e outros crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou whatsapp), pelo email [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão ou Fale Cidadão da CGE ou em uma das regionais da Sema.
Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.
Veja vídeos da operação:
Apreensão Pesca Predatória Rio Cuiabá: https://www.youtube.com/shorts/FiZj6Lxy4-E
Peixes devolvidos ao rio em Rondonópolis durante fiscalização no Rio Vermelho: https://www.youtube.com/shorts/qG8sSQ-zpKM
Fonte: Governo MT – MT
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Painel aponta redução da letalidade policial em Mato Grosso
Mato Grosso registrou redução de 33,2% no número de mortes decorrentes de intervenção policial entre 2024 e 2025, passando de 214 para 143 casos. Os dados integram um painel desenvolvido pelo Ministério Público Estadual (MPMT) para ampliar a transparência das informações sobre o tema e subsidiar a formulação de políticas públicas, o aperfeiçoamento da atuação institucional e o fortalecimento do controle externo da atividade policial. Para acessar, clique aqui.O coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) Criminal e do Controle Externo da Atividade Policial, promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, destacou que a iniciativa está alinhada às ações do Comitê Interinstitucional instituído pelas Portarias Conjuntas nº 1/2025 e nº 1/2026-PGJ-SESP.O comitê atua no aprimoramento da prevenção, da persecução penal e das políticas públicas relacionadas à letalidade policial e à vitimização de profissionais da segurança pública em Mato Grosso. Entre os objetivos estão a produção de diagnósticos, o aperfeiçoamento de protocolos integrados e o fortalecimento do compartilhamento de dados. Os trabalhos foram prorrogados para aprofundamento técnico e consolidação das estratégias interinstitucionais.O coordenador ressaltou que “é fundamental avaliar a qualidade da base de dados. O painel foi concebido justamente para garantir transparência com rigor metodológico, permitindo uma leitura mais qualificada e responsável dos indicadores”.A coordenadora adjunta do CAO Criminal e do Controle Externo da Atividade Policial, promotora de Justiça Nathalia Moreno Pereira, observou que “a redução de 214 para 143 registros é relevante, mas a análise não se esgota no número absoluto. Para compreender o fenômeno, é essencial considerar a série histórica, as taxas e a distribuição territorial das ocorrências”.A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, enfatizou que os indicadores estatísticos devem ser interpretados dentro de seu alcance técnico. “Os indicadores descrevem a ocorrência do evento, mas não explicam suas circunstâncias. Eles não antecipam juízo sobre licitude ou responsabilidade, aspectos que atualmente não integram a estatística e dependem de análise jurídica e probatória do caso concreto”, ressaltou.Para o Ministério Público de Mato Grosso, a sistematização das informações contribui para qualificar o debate público, fortalecer a cooperação com os órgãos de segurança pública e aprimorar a atuação institucional baseada em evidências. A expectativa é que a publicação do painel amplie a transparência dos indicadores e contribua para a preservação da vida, o aperfeiçoamento das políticas de segurança pública e o fortalecimento dos mecanismos de controle externo.A ferramenta deverá passar por atualizações periódicas e receber novos recortes analíticos, ampliando a confiabilidade dos dados e subsidiando a atuação institucional na área da segurança pública.
Fonte: Ministério Público MT – MT



