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Sesp implanta sistema de videomonitoramento em parceria com moradores do bairro Santa Rosa

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária, implantou nesta quinta-feira (07.04) o piloto do projeto Comunidade Inteligente, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

O projeto, que foi uma sugestão da própria comunidade e não gera custos para o Estado, consiste no compartilhamento das imagens captadas pelas câmeras de segurança dos próprios moradores com a base da Polícia Comunitária.

“É um sistema de viodeomonitoramento normal, porém o aplicativo permite que cada integrante do projeto compartilhe suas imagens dentro do sistema com outras pessoas do bairro e com as forças de segurança”, explicou o coordenador da Polícia Comunitária, tenente-coronel PM  Sebastião Carlos. “A partir do momento que a comunidade entende o problema, ela não só cobra as autoridades, mas também oferece soluções. Esta é a base da filosofia da Polícia Comunitária, e que também sustenta o projeto Comunidade Inteligente”, completou.

No bairro, o sistema de videomonitoramento conta com 106 câmeras, instaladas em diferentes ruas, que permitem a vigilância e interação entre os moradores. Eles podem se comunicar e até acionar a base da PM mais próxima, em caso de ocorrência criminosa. Segundo o coordenador da Polícia Comunitária, a projeção é que o sistema apresente redução nos índices de criminalidade na região na faixa de 80%.

Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Alexandre Mendes, o projeto vai auxiliar o trabalho ostensivo da PM. “Tendo acesso às imagens do bairro onde convive, a sociedade poderá auxiliar a polícia em situações suspeitas. Essa integração é muito importante, e a meta é reduzir, ou até mesmo extinguir, determinados crimes no bairro. É um projeto piloto que vai dar muito certo”, avaliou.

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O secretário adjunto de Integração Operacional de Segurança Pública (Saiop), coronel PM Juliano Chiroli, também destacou que a sociedade será a maior beneficiada, pois o sistema vai auxiliar a atuação dos operadores de segurança. “Além do trabalho preventivo da PM, as imagens dessas câmeras vão auxiliar a Polícia Civil, que terá subsídio para identificação de prova em investigações. Então, é um sistema que favorece tanto o serviço ostensivo quanto o investigativo da polícia”, pontuou.

O próximo bairro a receber o projeto Comunidade Inteligente em Cuiabá é o Morada do Ouro, onde serão instaladas mais de 200 câmeras. Além disso, 14 municípios do estado também já manifestaram interesse em aderir ao projeto. No entanto, o morador que quiser participar voluntariamente do projeto, implantando uma câmera em sua rua, poderá compartilhar a imagem e ajudar a ampliar a região monitorada.

O coordenador da Polícia Comunitária, tenente-coronel PM Sebastião Carlos Rodrigues da Silva destacou que esse projeto aproxima a sociedade das forças de segurança. “É um sistema de viodeomonitoramento normal, porém o aplicativo permite que cada integrante do projeto compartilhe suas imagens dentro do sistema com outras pessoas do bairro e com as forças de segurança”, explicou.

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O serviço colaborativo já apresenta resultados positivos durante os quatro meses de implantação no bairro, que foi o registro queda drástica das ações criminais no bairro. “Em janeiro, fizemos uma análise dos registros e verificamos que houve redução de mais de 80% dos crimes na região e nos últimos 45 dias não houve registro de roubo, que é o crime mais comum na cidade”, disse Sebastião Carlos.

O projeto é uma sugestão da própria comunidade, sem custo para o Estado, a partir de uma parceria entre a sociedade e a Polícia Comunitária. “A partir do momento que a comunidade entende o problema, ela não só cobra as autoridades, mas também oferece soluções. Esta é a base da filosofia da Polícia Comunitária e que também sustenta o projeto Comunidade Inteligente”, lembrou o tenente-coronel PM, Sebastião Carlos.  

O sistema de videomonitoramento também está sendo implantado no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, onde serão instaladas mais de 200 câmeras. Além disso, 14 municípios do estado já manifestaram interesse em aderir ao projeto Comunidade Inteligente. 

Fonte: GOV MT

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MPMT pede prisão preventiva de três denunciados por morte de advogado

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O Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão que negou a prisão preventiva de Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, denunciados por integrarem uma organização criminosa investigada no assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá. O novo pedido de prisão foi apresentado por meio de recurso em sentido estrito, com o objetivo de reformar a decisão que indeferiu a medida quando a denúncia foi recebida. O recurso é assinado pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, titular da 21ª Promotoria Criminal de Cuiabá, Vinícius Gahyva Martins, da 1ª Promotoria Criminal, e Élide Manzini de Campos, da 2ª Promotoria Criminal.De acordo com a denúncia do Ministério Público, as investigações identificaram uma organização criminosa estruturada, supostamente liderada por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. O grupo teria sido contratado por Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo para executar Roberto Zampieri em razão de uma disputa patrimonial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões. Nove pessoas foram denunciadas.Embora não sejam acusados de participação direta no homicídio, Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater respondem por integrar a organização criminosa. Segundo o MPMT, Peterson teria atuado na aquisição de armas, monitoramento de alvos e recrutamento de integrantes. Já Salézia e Mario Bucater teriam prestado apoio financeiro ao grupo, com a finalidade de assegurar o silêncio dos executores e dificultar a identificação dos mandantes do crime.No recurso, o Ministério Público sustentou que estão presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva, especialmente diante da necessidade de garantia da ordem pública e da preservação da instrução criminal. “Existem fundamentos o bastante para a decretação da prisão preventiva, ancorados na necessidade de proteção à ordem pública e conveniência da instrução criminal. A prisão preventiva, portanto, perfaz necessária e proporcional, pois presentes as condições de admissibilidade, requisitos e fundamentos da medida extrema”, destaca trecho da peça.Para os promotores, há elementos que demonstram a participação concreta dos três denunciados na dinâmica operacional da organização criminosa. “Não se está diante de integrantes periféricos de uma associação criminosa comum. Os autos revelam que os recorridos integram organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas e comandada por agente com formação militar, voltada, entre outras finalidades, para a prática de homicídios sob encomenda”, afirmaram os integrantes do Ministério Público no recurso.

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Processo 1004223-30.2024.8.11.0042.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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