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TRE-MT participa de encontros sobre racismo no STJ

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A presidente do Comitê de Gestão de Políticas para Promoção da Equidade Racial do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), juíza Kátia Rodrigues de Oliveira, e o segundo secretário do Comitê, servidor Carlos Henrique Cândido, participam do 8º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros (ENAJUN) e do 5º Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e todas as formas de Discriminação (FONAJURD). Os eventos ocorrem nesta terça-feira (09.12), no auditório externo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília (DF). 

 

Com o tema “Vivências negras: justiça, identidade e pertencimento no Sistema de Justiça”, as iniciativas reúnem magistradas, magistrados, servidoras, servidores, especialistas e representantes de diversas instituições para debater desafios, avanços e perspectivas na promoção da igualdade racial. O objetivo é, também, reafirmar o compromisso institucional do Sistema de Justiça com o enfrentamento ao racismo, a valorização da identidade negra e o fortalecimento de políticas de igualdade racial em todo o país. 

 

“O TRE-MT reafirma seu compromisso com a promoção da equidade racial e o combate a todas as formas de discriminação ao indicar representantes para o 8º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros e o 5º Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e todas as formas de Discriminação. Estão sendo debatidos temas fundamentais como justiça, identidade, pertencimento, saúde física e mental da população negra, racismo ambiental e o direito de existir. Nossa participação representa o engajamento institucional do TRE-MT na preparação de magistrados, magistradas, servidores e servidoras para os desafios deste tema”, ressaltou a juíza Kátia Rodrigues de Oliveira. 

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O segundo secretário do Comitê frisou a importância do assunto debatido para a garantia de uma sociedade mais democrática. “São muitos temas relevantes discutidos e que colaboram para a construção de uma democracia plural e representativa. Ao assegurar a participação nestes encontros, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso demonstra a preocupação com o combate ao racismo e todas as formas de discriminação”, avaliou. 

 

Programação 

 

A programação teeve início às 8h30, com o credenciamento dos participantes. Às 9h, autoridades do Sistema de Justiça deram as boas-vindas, entre elas: o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin; o diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM), ministro Benedito Gonçalves; o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Phillipe Vieira de Mello Filho; a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia; a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha; e a juíza federal Adriana Alves dos Santos Cruz. Às 9h30, ocorreu o lançamento da Rede Nacional de Coletivos Negros das Carreiras Jurídicas, conduzido pela juíza Adriana Alves dos Santos Cruz (TRF2). 

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A partir das 10h, iniciaram-se os painéis temáticos. O primeiro discutiu “Infâncias Negras e Plurais: Afetos, Territórios e Saberes”, em homenagem ao juiz Edinaldo César Santos Júnior, com a participação de pesquisadoras e especialistas em educação, direitos e identidade negra. Às 11h, o segundo painel abordou “Saúde Física e Mental da População Negra: (Des)proteções, Cuidado e Resistência”, reunindo psiquiatras, psicólogos, pesquisadores e magistrados envolvidos na temática. 

 

Após o intervalo para almoço, às 12h, a programação retorna às 14h30, com o terceiro painel: “Racismo Ambiental, Memória e Fé: Territórios, Resistências e Justiça”. Em seguida, às 15h30, o quarto painel discute “Envelhecer Sendo Negra e Negro: Sabedoria, Invisibilização e o Direito de Existir”, contando com especialistas em saúde pública, psicologia e políticas para a população idosa. 

 

Às 16h30, será apresentada a divulgação dos resultados do Mutirão de Julgamento e Impulsionamento de Processos com Ênfase na Temática Racial, iniciativa coordenada pelo CNJ. O encerramento do encontro ocorre às 17h, com a participação do juiz Fábio Francisco Esteves, cofundador do ENAJUN. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra duas pessoas posando para a foto em frente a um banner do 8º ENAJUN e 5º FONAJURD, eventos realizados pelo STJ. Ao fundo, vê-se o painel do evento, e o banner destaca informações sobre o encontro. Ambos estão vestidos de forma formal e sorriem levemente para a câmera. 

Fonte: TRE – MT

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Corregedoria desenvolve automação para tornar decisões judiciais mais uniformes

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Captura de tela do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). À esquerda, lista com vários processos; à direita, painel de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), está desenvolvendo uma série de automações voltadas à modernização das rotinas judiciais da Primeira Instância.

A primeira delas é uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente processos que podem estar relacionados a precedentes qualificados, entendimentos já consolidados pelos tribunais sobre processos semelhantes. A inciativa contribui para a uniformização da jurisprudência e para maior eficiência na gestão processual.

Chamada de LegalFlow, a solução faz a leitura da petição inicial logo após a distribuição no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e compara seu conteúdo com uma base de dados de precedentes qualificados. Quando a ferramenta identifica possível correspondência, o sistema cria no PJe uma tarefa denominada “Analisar Precedentes”, permitindo que o usuário avalie a sugestão apresentada pela inteligência artificial.

Na tela, o magistrado ou assessor visualiza um resumo da petição inicial, o precedente identificado e informações sobre o grau de similaridade entre os temas. Caso concorde com a indicação, pode vincular uma etiqueta ao processo para facilitar sua identificação e tratamento. Se entender que não há relação entre o caso concreto e o precedente apontado, basta encerrar a tarefa e o processo segue sua tramitação normal.

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Segundo o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a iniciativa busca enfrentar um desafio recorrente da atividade jurisdicional, a identificação de demandas submetidas a precedentes qualificados.

“Atualmente essa análise exige consultas em diferentes bases de dados e fontes de informação, o que impacta tanto no tempo necessário para pesquisa como na qualidade das respostas. Com a automação, conseguimos agilizar esse trabalho, favorecer a uniformização da jurisprudência e contribuir para uma gestão mais eficiente dos processos”, explica.

Nesta primeira etapa, a ferramenta está voltada à identificação de processos relacionados aos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs), mecanismo utilizado pelos tribunais para uniformizar o entendimento sobre questões jurídicas que se repetem em diversas ações.

A gestora administrativa do DAPI, Milena Valle Rodrigues, explica que a ferramenta vem sendo utilizada em processos que tramitam nas Varas com competência em Fazenda Pública em todo o Estado. A expectativa, segundo ela, é que a solução seja disponibilizada para todas as unidades judiciais a partir de agosto.

“Também estamos trabalhando na expansão da base de consulta. Até o fim do mês, a ideia é incluir precedentes qualificados do Supremo Tribunal Federal, o STF, e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Ampliando o alcance da automação e o suporte oferecido às unidades judiciais”, detalha.

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Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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