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TRE-MT promove curso sobre julgamentos eleitorais com foco em gênero e raça

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A Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), deu início, nesta quarta-feira (04.06) ao curso “Julgamentos Eleitorais com foco nas Perspectivas de Gênero e Étnico-racial”. A capacitação, que ocorre de forma online, tem carga horária de 12 horas e seguirá nos dias 06, 09 e 11 de junho, sempre das 8h30 às 11h30 (horário de Mato Grosso).

Aproximadamente 200 pessoas participam do curso, entre magistrados, magistradas, promotores, promotoras, servidores e servidoras do TRE-MT. A formação tem como objetivo ampliar o conhecimento e a sensibilidade dos operadores da Justiça Eleitoral quanto à aplicação das normas com olhar atento às desigualdades de gênero e raça, reforçando o compromisso institucional com os direitos humanos e a equidade no processo eleitoral.

Durante a abertura, a secretária da EJE-MT, Janis Eyer Nakahati, afirmou que a iniciativa vai ao encontro da Resolução nº 492/2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que torna obrigatória a adoção de perspectiva de gênero e étnico-racial no julgamento de casos. “O julgamento na perspectiva de gênero e étnico-racial se tornou uma prioridade institucional. Agradecemos mais uma vez a presença dos palestrantes que nos ajudam a construir uma Justiça mais igualitária e sensível às diferenças”.

A aula inaugural foi conduzida pelo professor Volgane Oliveira Carvalho, mestre em Direito, doutorando em Políticas Públicas e membro da Comissão de Promoção de Participação Indígena no Processo Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Volgane, que já havia coordenado uma capacitação no TRE-MT em 2021 sobre competências penais na Justiça Eleitoral, destacou que aplicar a perspectiva de gênero e raça não significa direcionar a decisão judicial, mas sim “compreender que a pessoa envolvida altera a dinâmica dos fatos, de acordo com o contexto específico em que vive”.

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O palestrante apresentou o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero, que envolve seis etapas fundamentais: conhecer o processo e as personagens envolvidas; avaliar a necessidade de medidas protetivas pré-instrutórias; analisar a instrução com atenção à reprodução de violências institucionais; valorar provas sem estereótipos; identificar as normas e precedentes aplicáveis; e, por fim, aplicar e interpretar o direito de maneira equitativa. Volgane também ressaltou a importância da aplicação de tratados internacionais, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e a Convenção de Belém do Pará, por exemplo, em julgamentos que envolvam fraudes às cotas de gênero.

O protocolo apresentado inclui ainda elementos práticos que ajudam a identificar contextos que podem justificar a ausência de participação plena de candidatas em campanhas eleitorais, como adoecimento próprio ou de familiares, barreiras estruturais, dificuldade de conciliação com atividades profissionais, responsabilidades com filhos e episódios de violência política.

Para a chefe de cartório da 6ª Zona Eleitoral, Daniele Cavalcante Dias, o curso busca fomentar reflexões sobre como o Direito pode ser instrumento de promoção da equidade e justiça social, contribuindo para o fortalecimento da democracia no Brasil. “A aula de hoje sobre a temática dos julgamentos sob uma perspectiva de gênero, brilhantemente ministrada pelo colega e professor Volgane, além de muito interessante, mostra-se extremamente necessária diante de um Poder Judiciário predominantemente masculino. Acertou a EJE com essa proposta de curso e muito ganha o TRE-MT com a conscientização de seus servidores e servidoras, juízes e juízas eleitorais, a fim de que possamos ter um olhar mais atento às questões de gênero e étnico-raciais, muitas vezes bem distantes da nossa própria realidade”.

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Continuidade

Na próxima sexta-feira (06.06), a mestre e doutoranda em Direito Político Sabrina de Paula Braga assume a condução do curso. Ela é integrante da Comissão de Promoção de Igualdade Racial na Justiça Eleitoral e já atuou no TRE-MT ministrando um curso sobre letramento racial. Sabrina abordará os fundamentos jurídicos das desigualdades estruturais a partir de uma abordagem interseccional de gênero e raça, além de apresentar casos reais julgados pela Justiça Eleitoral. Ao final, também será coordenada a atividade prática do curso: elaboração de uma sentença baseada nos conteúdos discutidos.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma captura de tela de uma reunião virtual, realizada por videoconferência, com diversos participantes, incluindo magistrados, servidores e palestrantes. No destaque estão os participantes com vídeo ativado, entre eles o professor Volgane Carvalho, que aparece ministrando a aula. A reunião é parte do curso “Julgamentos Eleitorais com foco nas Perspectivas de Gênero e Étnico-racial”, promovido pela Escola Judiciária Eleitoral do TRE-MT. A tela apresenta os nomes dos participantes, a maioria com os microfones silenciados.

Fonte: TRE – MT

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MPMT participa de seminário nacional sobre educação inclusiva

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A promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), participou do 1º Seminário Nacional: Educação Especial Inclusiva, realizado nos dias 17 e 18 de junho, em Cuiabá. Promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e instituições parceiras, o evento reuniu mais de 700 participantes de todo o país para discutir estratégias voltadas à garantia do direito à educação das pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades e superdotação.Representando o Ministério Público de Mato Grosso e a Comissão Permanente de Educação e Cultura do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Patrícia Dower integrou a mesa de debates “A perspectiva pedagógica da educação especial inclusiva diante da centralidade do laudo e da judicialização”. O painel abordou os desafios enfrentados pelas redes de ensino para assegurar a inclusão escolar com foco no desenvolvimento e na aprendizagem dos estudantes, evitando que decisões pedagógicas sejam condicionadas exclusivamente à apresentação de laudos médicos.Durante os debates, especialistas destacaram a necessidade de fortalecer a atuação interinstitucional entre educação, saúde, assistência social, órgãos de controle e sistema de Justiça, de modo a construir soluções mais eficazes para os desafios da educação especial inclusiva. Também foi ressaltada a importância de que as avaliações pedagógicas realizadas pelas escolas ocupem papel central na definição das estratégias educacionais destinadas aos estudantes público-alvo da educação especial.Além de Patrícia Dower, participaram da mesa a presidente-executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti, que atuou como mediadora, a juíza do Trabalho Noemia Porto, a representante do Ministério da Educação Olga Freitas e a conselheira do Conselho Nacional de Educação (CNE) Mariana Rosa.Acessibilidade – Com o propósito de assegurar a participação plena e equitativa de todos os presentes, o seminário contou com a adoção de medidas voltadas à acessibilidade comunicacional. O Ministério Público de Mato Grosso distribuiu aos participantes a cartilha sobre Educação Inclusiva produzida pelo CAO de Educação e disponibilizou uma prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), ampliando as possibilidades de interação, expressão e compreensão durante o evento.Como parte dessa estratégia, todos os palestrantes receberam orientações específicas para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual e baixa visão, abrangendo práticas como audiodescrição pessoal, verbalização de conteúdos apresentados visualmente, identificação prévia dos participantes em debates e outros cuidados relacionados à comunicação acessível. As iniciativas reforçaram o compromisso das instituições parceiras com a eliminação de barreiras comunicacionais e com a promoção da autonomia, da acessibilidade e da efetiva participação de todos os públicos.Carta de Cuiabá – O seminário foi encerrado com a formalização da Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva: compromissos interfederativos e interinstitucionais, documento construído de forma colaborativa por representantes de diversas instituições. A carta estabelece 16 compromissos voltados ao fortalecimento das políticas públicas inclusivas e à garantia do direito à educação dos estudantes da educação especial em todo o país.Entre as diretrizes firmadas estão a realização de um levantamento nacional sobre os desafios da educação especial inclusiva, o fortalecimento do uso de dados educacionais para subsidiar políticas públicas, a implementação de estratégias de busca ativa de estudantes fora da escola, a criação de núcleos intersetoriais permanentes e a previsão de metas e recursos específicos para a área nos instrumentos de planejamento e orçamento dos entes federativos. Leia aqui a Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva. Coordenado pelo conselheiro Antonio Joaquim, presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT e coordenador do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT), o seminário consolidou uma agenda nacional voltada ao aprimoramento das políticas de educação especial inclusiva. O documento resultante dos debates servirá como referência para a formulação, implementação e monitoramento de ações em diferentes estados e municípios brasileiros.Promovido pelo TCE-MT em parceria com o Gaepe-Brasil, Gaepe-MT, Instituto Articule, Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa (IRB) e Governo do Estado, o encontro reforçou o compromisso das instituições participantes com a construção de uma educação cada vez mais inclusiva, equitativa e acessível.(Com informações do TCE-MT).
Fotos: TCE-MT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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