MATO GROSSO
Unemat conquista medalhas e domina pódios no Nacional de Parabadminton em SP
MATO GROSSO
A delegação de parabadminton do Centro de Referência Paralímpico da Universidade do Estado de Mato Grosso (CRP/Unemat) encerrou sua participação na 1ª Etapa Nacional da modalidade com um saldo positivo de medalhas e pódios. A competição, realizada em São Paulo entre os dias 1 e 6 de maio, reuniu os principais nomes do país e serviu como vitrine para a nova geração de paratletas do estado.
Destaques no Pódio
O principal resultado veio com Lucas Gabriel, acadêmico de Educação Física, que conquistou a medalha de ouro na categoria Dupla Masculina Sub-23 (classe SL3). Além dele, o Centro de Referência Paralímpico (CRP-Unemat) marcou presença constante nas premiações:
Classe SL3: Prata para Vitor Dutra e bronze para Lucas Oliveira no Simples Masculino.
Classe SU5: Dobradinha feminina com Gabriely Silva (prata) e Jamilly Aguilhera (bronze).
Classe SH6: Bruna Sabino garantiu duas pratas (Simples e Duplas), além de um bronze em Duplas Mistas com Gustavo Moura.
Classe WH2 (Cadeira de Rodas): Gonçalina Delfino, também estudante de Educação Física, assegurou o 3º lugar no Simples.

O caminho para o “Top 8” em Cuiabá
Para a coordenação do projeto, o desempenho atual ratifica a Unemat como polo de referência no desenvolvimento do esporte paralímpico. Segundo o professor Riller Reverdito, os resultados evidenciam que o investimento na estruturação das atividades é o que assegura ao aluno-atleta atingir a excelência nos níveis estadual, nacional e internacional, consolidando o amadurecimento técnico do grupo no cenário competitivo.
Agora, a equipe retoma os treinamentos com foco nas próximas duas etapas do circuito. O objetivo final é o ranking brasileiro: os oito melhores atletas de cada categoria garantem vaga no Top 8, competição de elite que está prevista para acontecer em Cuiabá, em novembro de 2026.
| Quem são os medalhistas? Trajetória e Conquistas |
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O sucesso em São Paulo é fruto de um trabalho iniciado em 2022, que transformou talentos locais em nomes de peso no cenário nacional e internacional. O CRP/Unemat também tem sido fundamental para a democratização do acesso ao ensino superior, com atletas como Lucas Gabriel e Gonçalina Delfino, utilizando o esporte como porta de entrada para a graduação em Educação Física.
Lucas Gabriel (Classe SL3): Foi o primeiro medalhista da história do projeto em 2022. Ingressou no curso de Educação Física após conhecer a universidade pelo esporte e, nesta etapa, tornou-se o primeiro atleta do projeto a conquistar um ouro nacional. Vitor Dutra (Classe SL3): Um dos atletas mais experientes, foi o primeiro do grupo a competir fora do Brasil, conquistando medalhas de prata e bronze no Sul-Americano da Colômbia. Também possui convocação para o Parapan-Americano da modalidade. Bruna Sabino (Classe SH6): Iniciou no atletismo em 2023, mas migrou para o badminton após resultados expressivos. Foi a primeira atleta do projeto a se sagrar campeã das Paralimpíadas Escolares e foi convocada para participar das etapas do Camping Escolar. Gabriely Silva (Classe SU5): Com pódios constantes desde 2024, faz parte da elite do projeto e já acumula convocação para representar o Brasil no Parapan-Americano em São Paulo. Gonçalina Delfino (Classe WH2): Atleta de destaque no ranking Sub-23, a estudante do 2º semestre de Educação Física encontrou na Unemat uma oportunidade de ensino superior que não previa antes de ingressar no paradesporto. Gustavo Moura (Classe SH6): Veterano no projeto, foi o pioneiro a conquistar uma medalha na categoria adulta para a instituição (em 2024), demonstrando sua evolução técnica desde a base. Jamilly Aguilhera (Classe SU5): No projeto desde 2022, mantém uma das trajetórias mais regulares da equipe, com medalhas frequentes em competições escolares e etapas do circuito nacional. Lucas Oliveira (Classe SL3): Consolidou sua posição no cenário nacional ao garantir o bronze nesta etapa, reforçando a hegemonia da Unemat na classe SL3. |
Fonte: Governo MT – MT
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Nova lei amplia prazo para denúncia de crimes de violência doméstica e fortalece direitos das vítima
“Eu fui fazendo uma etapa, depois a outra. Não consegui fazer tudo de uma vez. Se o prazo é curto, às vezes ele acaba passando e depois a mulher entende tudo o que aconteceu, mas já não consegue mais agir. Esse prazo é importante para que ela tenha coragem e consciência do que está vivendo”. O relato da dona de casa C.S.A.C., assistida pelo Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV), resume a realidade enfrentada por muitas mulheres vítimas de violência doméstica. Entre o medo, a dependência financeira, os vínculos afetivos e o impacto emocional causado pelas agressões, nem sempre denunciar é uma decisão imediata.
Pensando nessa realidade, uma nova legislação ampliou de seis para 12 meses o prazo para o exercício do direito de queixa ou de representação nos casos de crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A mudança fortalece os mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha e busca garantir que mais vítimas tenham condições de acessar a Justiça no momento em que estiverem preparadas para denunciar.
Para a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, a ampliação do prazo contempla uma necessidade observada diariamente nos atendimentos às vítimas. “Primeiramente, muitas vítimas demoram para compreender que estão numa situação de violência. Muitas demoram para entender que estão dentro de um ciclo de violência e, depois disso, ainda precisam de tempo para romper esse ciclo. Esse aumento de prazo para 12 meses facilita porque, muitas vezes, a mulher só consegue refletir melhor sobre a situação quando já não está tão pressionada emocionalmente dentro daquele relacionamento”, explica.
Tempo para compreender e buscar ajuda
A magistrada destaca que a alteração vale para crimes que dependem da manifestação da vítima, como perseguição (stalking) e crimes contra a honra, entre eles calúnia, difamação e injúria. Já delitos como lesão corporal, estupro e feminicídio não dependem da representação da vítima para que o Estado dê continuidade ao processo.
Segundo Tatyana, o prazo maior pode contribuir diretamente para ampliar o acesso das mulheres à Justiça. “Aumentando esse prazo, ela tem mais condições de refletir e apresentar a representação entre seis meses e um ano. Muitas vezes, a vítima precisa de apoio psicológico e de uma rede de acolhimento para compreender o que está acontecendo antes de conseguir formalizar a denúncia”, afirma.
A própria experiência de C.S.A.C. demonstra como esse tempo pode ser decisivo. Ela levou meses para compreender a gravidade da violência que vivia e acredita que o prazo anterior poderia impedir muitas mulheres de exercerem seus direitos. “Acho que foi muito importante esse aumento (de prazo). Tem muitas coisas que influenciam para que a mulher não procure ajuda de imediato. Precisa de tempo para entender o que está acontecendo, para aceitar o que aconteceu e para ter coragem. O medo atrapalha demais”, relata.
A cozinheira M.I.L.E., também acompanhada pelo CEAV, considera a mudança um avanço necessário. “O tempo não pode ser um obstáculo. Até você perceber que está num problema sério e que precisa resolver aquilo, leva tempo. Quando eu vi que o prazo passou para 12 meses, achei muito importante. Em 12 meses você consegue pensar, repensar e buscar ajuda. Acho que vai melhorar bastante”, avalia.
Rede de proteção faz a diferença
Além da ampliação do prazo, especialistas reforçam a importância do acolhimento psicológico e do apoio familiar para que as vítimas consigam romper o ciclo da violência.
A juíza Tatyana orienta que mulheres em situação de violência procurem familiares, amigos ou qualquer integrante da rede de proteção disponível. “É importante buscar ajuda. Muitas vezes, a vítima está tão pressionada emocionalmente que não consegue enxergar todas as possibilidades. Aqui em Cuiabá existe uma rede de enfrentamento à violência preparada para acolher, orientar e encaminhar essas mulheres aos serviços necessários”, destaca.
A mensagem, segundo ela, é clara: nenhuma mulher precisa enfrentar a violência sozinha. Com mais tempo para denunciar e uma rede de apoio estruturada, as chances de romper o ciclo da violência, buscar proteção e garantir o acesso à Justiça tornam-se ainda maiores.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias e Rodrigo Moura
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]


