MATO GROSSO
“Vozes Ancestrais dá espaço e visibilidade a histórias silenciadas”, diz magistrada
MATO GROSSO
A abertura do
Projeto Vozes Ancestrais 2026 – Riqueza Cultural dos Povos Quilombolas, realizada nesta quarta-feira (21) na Escola Estadual de Desenvolvimento Integral de Educação Básica Professor Antônio Cesário de Figueiredo Neto, em Cuiabá, destacou a importância da educação estar aliada ao Poder Judiciário na promoção da equidade racial e na valorização das culturas tradicionais brasileiras.
“Participar da abertura do Projeto Vozes Ancestrais é, acima de tudo, reconhecer a importância de dar espaço, voz e visibilidade às histórias que, durante muito tempo, foram silenciadas ou contadas apenas por um único olhar”, afirmou a juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, coordenadora do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e representante da instituição junto ao Pacto Nacional de Equidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O evento de lançamento reuniu estudantes, professores, lideranças educacionais e representantes do Comitê, reforçando o compromisso institucional com ações voltadas à construção de uma sociedade mais inclusiva, plural e antirracista.
Segundo a magistrada, o projeto ultrapassa o conteúdo curricular e se consolida como uma prática de transformação social dentro do ambiente escolar. “Quando falamos sobre povos indígenas, quilombolas, afro-brasileiros e imigrantes, não estamos apenas falando do passado. Falamos das raízes que formam a identidade do nosso povo, da nossa cultura e da nossa sociedade. O respeito à diversidade é uma prática diária”, completou.
A juíza também destacou o papel da escola na formação de valores e na construção da consciência social. “É na escola que muitas consciências são despertadas, que valores são construídos e que aprendemos que ninguém deve sentir vergonha de sua origem, cor, ancestralidade ou cultura”, disse.
Idealizado em 2025 pela equipe pedagógica da unidade escolar, o projeto Vozes Ancestrais tem como objetivo valorizar as contribuições dos povos indígenas e quilombolas na formação da identidade brasileira, promovendo reflexões sobre ancestralidade, pertencimento, diversidade e enfrentamento ao racismo.
Durante a programação, os estudantes participarão de rodas de conversa, oficinas, apresentações culturais e atividades pedagógicas voltadas ao fortalecimento da identidade étnico-racial e ao reconhecimento da riqueza cultural dos povos tradicionais.
Leonardo Loures Tavares, gestor de gabinete da presidente do Comitê, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, também destacou a relevância da iniciativa. “É indescritível perceber o brilho no olhar das crianças ao se reconhecerem acolhidas em um ambiente que valoriza sua identidade, cultura e ancestralidade”, afirmou Tavares.
Ele reforçou ainda o compromisso institucional do Tribunal de Justiça com ações de equidade racial. “Ao apoiar iniciativas como o Vozes Ancestrais, o TJMT reafirma sua política institucional antirracista, inclusiva e pautada no respeito à diversidade”, completou.
O projeto, idealizado pelo diretor da escola, Wagner Montanha Sousa Morais, atende às Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
Segundo o diretor, a iniciativa nasceu de uma construção coletiva e vem se consolidando como instrumento de transformação social. “Nosso objetivo é romper paradigmas e enfrentar estruturas racistas ainda presentes na sociedade e no ambiente escolar”, disse.
Ao longo dos últimos anos, o projeto promoveu imersões culturais em comunidades quilombolas e aldeias indígenas, proporcionando experiências práticas de aprendizado. Mais de 150 estudantes já participaram de visitas ao Quilombo Mata Cavalo e a aldeias indígenas em Campo Novo do Parecis.
O diretor Wagner Morais destacou ainda o apoio de instituições parceiras, como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Assembleia Legislativa, Ministério Público e Secretaria de Estado de Educação (Seduc), fundamentais para a continuidade da iniciativa.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Polícia Civil recupera 33 cabeças de gado furtadas de propriedade rural em Cocalinho
Trinta e três cabeças de gado da raça nelore, furtadas de uma fazenda no município de Cocalinho, foram recuperadas pela Polícia Civil, foram recuperadas pela Polícia Civil, na quarta-feira (20.5), em outra propriedade rural no município de Araguaiana.
A recuperação das cabeças de gado, sendo 30 machos e três fêmeas, avaliados em mais de R$ 100 mil, ocorreu dentro de ação integrada realizada pelas equipes da Delegacia de Cocalinho, Delegacia de Água Boa com apoio da Polícia Militar dos municípios de Nova Nazaré e Araguaiana e do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT).
As investigações iniciaram no dia 13 de maio, logo após o gerente da fazenda procurar a Delegacia de Cocalinho para registrar boletim de ocorrência, relatando o furto de gado na propriedade. Nos dias 18 e 19 de maio a intensa troca de informações entre as equipes envolvidas permitiu apurar que os animais foram subtraídos no município de Cocalinho e transportados até o município de Nova Nazaré.
No município, mediante novos atos ilícitos, o rebanho recebeu aparência de licitude e foi comercializado, sendo em seguida transportado até o município de Araguaiana. De posse dessas informações, no dia 20 de maio de 2026, a equipe de investigação da Delegacia de Cocalinho deslocou-se até o município de Araguaiana, ocasião em que os animais foram localizados em propriedade rural no município, sendo reconhecidos pelas vítimas.
Segundo o delegado de Cocalinho, Carlos Alberto Silva, as investigações apontam que os animais foram adquiridos por terceiros de boa-fé. “Diante da circunstância foi formalizada a apreensão dos bens e constituição de depósito em favor de pessoa idônea, até ulterior deliberação da autoridade competente”, explicou o delegado.
Conforme o delegado, o resultado positivo da investigação, conduzida pela Polícia Civil, somente foi possível graças à atuação integrada e colaborativa das instituições envolvidas. Entre os trabalhos realizados, o Núcleo da Polícia Militar de Nova Nazaré prestou apoio presencial às diligências realizadas e município e contribuiu de forma decisiva com a troca de informações que possibilitou o rastreamento do rebanho.
Já o Núcleo da Polícia Militar de Araguaiana desempenhou papel fundamental nas diligências que culminaram com a efetiva localização dos animais. O Indea-MT contribuiu com o fornecimento de informações institucionais que se mostraram determinantes para o rastreamento e a localização do rebanho subtraído.
A Delegacia de Polícia Civil de Cocalinho, responsável pela condução das investigações, coordenou todas as diligências empreendidas, procedeu ao levantamento de informações sobre os suspeitos da prática criminosa, identificou os sucessivos destinos do rebanho subtraído e conduziu pessoalmente as diligências no município de Araguaiana. que resultaram na apreensão dos animais.
As investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar os autores e outros possíveis envolvidos no crime.
Fonte: Governo MT – MT
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