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Polícia Civil prende cinco envolvidos em roubo a supermercado de Várzea Grande

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Policiais civis da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande prenderam em flagrante, nesta semana, cinco envolvidos no roubo a um supermercado na cidade. Com os criminosos, os investigadores apreenderam também o veículo usado para cometer o assalto.

O crime foi registrado no fim da tarde de segunda-feira (23), em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Filinto Müller, no Jardim Marajoara. Na ocasião, três suspeitos invadiram o local se passando por clientes comuns. Armados com faca, dois deles renderam os funcionários sob ameaça e roubaram R$ 3.700,00, aparelhos celulares e dois litros de uísque.

Assim que foi comunicada sobre o roubo, a equipe de investigação iniciou as diligências e identificou os autores do crime, que foram presos com um veículo modelo HB20 e os produtos roubados. Os suspeitos foram flagrados em uma chácara no Distrito de Bonsucesso dividindo o dinheiro do roubo e planejando outro crime.

Três deles executaram o roubo e outros dois atuaram como pilotos dos veículos usados para dar cobertura e monitorar o local para avisar caso a polícia surgisse nas imediações do supermercado.

Planejavam outros roubos

Um dos suspeitos estava com a mesma roupa usada no momento do roubo. Eles usaram dois veículos de apoio, um deles o HB20 branco apreendido, e o outro um Chevrolet Corsa, cujos condutores permaneceram perto do supermercado dando suporte à execução do roubo e monitorando o local.

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Outro suspeito relatou em depoimento que locou o HB20 para trabalhar como motorista de aplicativo, mas foi recrutado pelo líder do grupo criminoso para atuar como piloto de fuga nas ações criminosas e receberia R$ 500,00 pelo “trabalho”. Ele confessou ainda que o supermercado foi monitorado pelo grupo desde a semana passada e, inclusive, entraram no local para estudar o ambiente e verificar se havia segurança.

O plano do grupo, conforme contou um dos criminosos, era roubar o supermercado na quinta-feira passada, mas avistaram um segurança no local e desistiram, adiando para segunda-feira, um dia de movimento e entrada de dinheiro.

Os cinco presos confessaram o roubo, sendo que um deles afirmou que “apenas deu suporte” à ação criminosa com o veículo Corsa.

Funcionários do supermercado reconheceram os três suspeitos que invadiram o estabelecimento. Um deles chegou a encostar a faca contra uma operadora e ordenou que ela abrisse o caixa e entregasse todo o dinheiro.

Outros crimes

Além do crime na segunda-feira, os três roubaram uma farmácia no dia 19 de dezembro, na Avenida Alzira Santana, quando também usaram o HB20. Um deles, que lidera o grupo, entrou na farmácia se passando por cliente para verificar se havia se segurança. Depois de ver que não havia vigilante, saiu e ordenou aos comparsas que efetuassem o roubo. Eles levaram R$ 760,00 reais, um aparelho celular e diversos frascos de perfumes.

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Funcionárias da farmácia reconheceram dois dos presos como os autores do roubo. Na chácara onde o grupo foi preso, os policiais civis apreenderam diversos vidros de perfumes reconhecidos como parte dos produtos roubados da farmácia.

No carro HB20 também havia um perfume, que um dos suspeitos afirmou que recebeu como parte do pagamento pelo roubo. Ele disse ainda que foi orientado a deixar o veículo bem sujo para confundir a polícia.

Além dos roubos em Várzea Grande, os mesmos autores teriam praticado outro crime semelhante no bairro Praeirinho, em Cuiabá.

Registros anteriores

O líder do grupo criminoso tem condenação por roubo e, inclusive, estava com um mandado de prisão preventiva decretado pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá. O mesmo criminoso cometeu um roubo, quando menor, no bairro Canelas, em 2023. Na ocasião, junto com um comparsa, desferiu disparo contra o proprietário da padaria.

“Os conduzidos são de altíssima periculosidade e acaso não fossem presos em flagrante, a onda de violência perpetuaria nesse final de ano”, destacou a delegada titular da Derf de Várzea Grande, Elaine Fernandes.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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