POLITÍCA MT
Avallone destaca a ascensão do Mixto à elite do futebol feminino
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O deputado Carlos Avallone (PSDB) entrou o ano novo destacando a conquista do futebol feminino de Mato Grosso que garantiu o acesso à Série A1 do Campeonato Brasileiro organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na virada do ano, a diretoria do Mixto Esporte Clube anunciou a conquista do acesso à elite do futebol brasileiro feminino em 2026. As “Tigresas”, como são conhecidas as jogadoras da equipe, que já conseguiram a façanha de serem campeãs invictas da Séria A3 em 2023, estavam disputando a Série A2 e foram beneficiadas pela desistência de Fortaleza (CE) e Real Brasília (DF). “É um novo marco histórico para o futebol mato-grossense”, destacou o CEO mixtense João Dorileo Leal, que agora se dedica ao reforço do elenco para disputar a Primeira Divisão do Brasileiro da CBF.
O deputado Avallone é o autor da Lei nº 11734/2022 que aprovou a destinação de recursos estaduais para as equipes do futebol feminino. O projeto encaminhado pelo Executivo à Assembleia em 2022 previa aportes financeiros apenas para as equipes masculinas. Com a mudança, as equipes femininas puderam investir e fortalecer seus elencos. Na época da aprovação do projeto em plenário, o deputado disse que a nova legislação fez justiça às mulheres, que já vinham apresentando um rendimento expressivo em todas as categorias do futebol, e precisavam de apoio. “Por isso asseguramos às mulheres os mesmos incentivos dados aos homens”, disse Avallone.
A lei, sancionada pelo governador, manteve o incentivo de R$ 3,5 milhões para a Série A masculina e concedeu o mesmo valor às equipes da Série A1 feminina, que agora beneficiará o Mixto. Para as séries B e A2, o valor passou a ser de R$ 2 milhões. Os clubes das séries C e A3 tem direito a R$ 1,5 milhão e os clubes na Série D recebem R$ 1 milhão.
Ao comentar em suas redes sociais o acesso histórico à Série A, o deputado parabenizou as atletas, a torcida e a diretoria do Mixto e destacou a importância da legislação de sua iniciativa aprovada no Parlamento. “As jogadoras responderam rápido ao incentivo, ganharam a Série A3, primeiro título nacional de uma equipe mato-grossense, ascenderam à Série A2 e agora estão na elite feminina, vão jogar aqui em Cuiabá contra as grandes equipes brasileiras graças ao apoio desta lei que aprovamos na Assembleia. Esse é o tipo de legislação que realmente muda realidades, gera resultados concretos e foi o que aconteceu com o futebol feminino de Mato Grosso. Estou muito feliz em ter contribuído para esses avanços”, disse Avallone.
Fonte: ALMT – MT
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Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água
A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.
O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.
Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.
Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.
Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.
O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.
“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.
Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.
Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.
Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.
Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.
O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.
Fonte: ALMT – MT
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