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CST do Empreendedorismo recebeu presidente da Desenvolve MT em reunião nessa quinta (7)
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A Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas recebeu a presidente da Desenvolve MT (Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso), Mayran Beckman, em reunião na tarde dessa quinta-feira (7). Foram apresentadas as linhas de crédito oferecidas e dadas explicações sobre o funcionamento da agência.
“Nós estamos hoje com a Linha Jovem e Mulher Empreendedora como carro-chefe, voltada para quem está começando seu negócio. É possível pegar um crédito de até 15 mil reais com taxa de juros de 0,37% ao mês. Temos também de linhas de crédito para quem está precisando de um recurso um valor um pouco maior, trabalhamos com até 1,5 milhão, todos com juros super baixos”, resumiu Beckman.
Ela explicou que interessados devem acessar o site da Desenvolve MT para dar início ao pedido do crédito. “Todos os empreendedores MEI, micro, pequenos podem acessar o site, fazer a sua simulação de crédito, ver se encaixa dentro da sua necessidade, ver qual linha se enquadra melhor no teu negócio e fazer a solicitação de crédito conosco”, afirmou a presidente da agência. Mayran Beckman ainda disse que em 2024 a meta é conceder R$ 65 milhões em crédito para negócios de 90 municípios do estado e que, em breve, será oferecido também crédito rural.
“Hoje foi nos trazido aqui todas as opções que a Desenvolve MT tem para apoiar os micro e pequenos empresários, tanto na questão da linha de crédito quanto também na questão de fundo de aval. Às vezes o difícil não é só tomar o crédito, mas também conseguir apresentar as garantias necessárias para tomar de crédito. A Presidente Mayran foi muito didática aqui conosco. Queremos, junto com a Desenvolve MT, repercutir todo esse trabalho em todo o estado de Mato Grosso para facilitar a vida dos empreendedores”, avaliou o presidente da CST, Cléber Ávila.
No encontro, também foi apresentada iniciativa dos jovens empreendedores Wender Santos e Vinicius Bertotto, criadores de software vencedor de prêmios de inovação chamado “Brave Tech”. O programa visa o combate da evasão escolar por meio de reconhecimento facial, faz gestão da merenda para evitar desperdícios e também tem função de localizar a presença de armas na escola para tornar mais ágil a tomada de ações em caso de ataques. A ideia já está sendo colocada em prática na Escola Estadual Militar Tiradentes, em Cuiabá.
“Eu acredito que, trazendo isso aqui pra Câmara Setorial Temática, a gente consegue, de fato, agregar o real valor que tem aquilo que a gente criou para quem ele foi criado, que foi, de fato, não só para as empresas privadas, mas também o público-alvo sendo o poder público”, destacou Wender Santos, que também agradeceu pela oportunidade de apresentar o software.
O presidente da CST conta que os jovens buscaram a CST para fazer a apresentação. “Esses jovens vieram nos procurar na região passada, quiser expor sua ideia, e nós achamos que eram merecedores em função não só da premiação que eles receberam pelo projeto, mas também pela iniciativa”, lembra Cléber Ávila. “Hoje, principalmente nessa área de startups, de inovação, encontrar jovens com esse perfil é muito difícil, então quando a gente encontra a gente tem que valorizar, tem que trazer para perto e também criar mecanismos dentro da própria Assembleia Legislativa para apoiar essas iniciativas”, completou.
A Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas foi requerida pelos deputados estaduais Max Russi (PSB), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB). O próximo encontro está previsto para o próximo dia 1º. A CST ainda vai realizar um seminário nos dias 24 e 25 deste mês.
Fonte: ALMT – MT
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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT


