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Wilson Santos articula diálogo entre Sinfra e comerciantes sobre impactos das obras do BRT
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As obras do BRT no trecho entre a Avenida Tenente-Coronel Duarte, conhecida como Prainha, e a Avenida 15 de Novembro, no sentido Porto, têm causado prejuízos significativos ao comércio local, com queda de até 60% nas vendas. A falta de estacionamento e as constantes interdições promovidas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) motivaram a intervenção do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que articulou uma reunião entre representantes dos comerciantes e a equipe técnica da gestão estadual.
O encontro foi realizado na última sexta-feira (6) e reuniu o secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra, Issac Nascimento Filho, dirigentes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá e comerciantes da região, com o objetivo de esclarecer o andamento das obras e apresentar o cronograma de execução.
“Fizemos a interlocução entre os comerciantes da Prainha, trouxemos a CDL de Cuiabá para dialogar diretamente com a equipe técnica da Sinfra. Esperamos que tudo tenha sido esclarecido e que as obras ganhem um ritmo mais célere. É uma obra complexa, com pessoas trabalhando no local, sem estacionamento, o que gera impaciência nos comerciantes. A Sinfra prestou informações importantes e esclareceu dúvidas”, destacou Wilson Santos.
Um dia antes da reunião, o parlamentar esteve na região acompanhado do presidente da CDL de Cuiabá, Júnior Macagnam, para verificar in loco os impactos causados pelas intervenções. “Acompanhamos essas obras desde o início e nossa preocupação é muito grande. Essa região central envolve cerca de nove mil empresas e aproximadamente 36 mil trabalhadores. É uma população expressiva que acaba sendo diretamente impactada pelas dificuldades de acesso e mobilidade”, ressaltou o dirigente.
Atualmente, o tráfego de veículos está sendo desviado provisoriamente pelas ruas 13 de Junho e Dom Bosco. Na sequência, as intervenções devem avançar para a pista contrária, no sentido do CPA. Segundo o representante dos comerciantes, Assan Fouad Salim, há quase um mês as obras vêm interferindo de forma direta no funcionamento dos estabelecimentos. Ele avaliou que a reunião trouxe alívio ao setor. “Os esclarecimentos da equipe técnica nos deram mais segurança de que não haverá interrupções maiores no futuro”, afirmou.
Durante a reunião, a Sinfra informou que, após a identificação de falhas estruturais no trecho da Prainha, foi necessária uma intervenção emergencial no sistema de drenagem. De acordo com o secretário adjunto Issac Nascimento Filho, o prazo estimado para a conclusão das obras no trecho debatido é de até 30 dias, sem possibilidade de bloqueio total da via.
A apresentação do cronograma e o diálogo intermediado por Wilson Santos reforçam o compromisso de buscar soluções que garantam o avanço da obra sem comprometer ainda mais a atividade econômica da região central de Cuiabá.
Fonte: ALMT – MT
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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará
A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.
A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.
Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.
Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.
“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.
De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.
Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.
O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.
Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.
A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.
“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.
Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.
“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.
O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.
“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.
A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.
Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.
A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.
Fonte: ALMT – MT



