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CAS adia votação de projeto que regulamenta profissão de condutor de ambulância

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) adiou a votação de seis projetos de lei que estavam na pauta da reunião desta quarta-feira (27). Entre eles, o PL 2.336/2023, que regulamenta a profissão de condutor de ambulância, e o PL 5.497/2023, que obriga a divulgação de cuidados com tromboembolismo venoso em aeroportos. Alguns projetos foram retirados da pauta a pedido dos próprios relatores, enquanto outros tiveram o tempo de análise ampliado por solicitação de alguns senadores.

Condutor de ambulância

O Projeto de Lei 2.336/2023, que regulamenta a profissão de condutor de ambulância, é de autoria do deputado Vermelho (PP-PR) e tem voto favorável da relatora, Professora Dorinha Seabra (União-TO). O senador Humberto Costa (PT-PE) considerou a regulamentação fundamental, mas disse que o Ministério da Saúde insistiu para o Senado revisar a matéria. Segundo Humberto Costa, que é médico, a intenção é ouvir representantes da categoria até a próxima semana, com vistas a um “equilíbrio no projeto”. O parlamentar ressaltou ainda que, ao aprofundar a discussão, os senadores evitarão vetos quando da sanção presidencial da matéria.

Dorinha Seabra disse compreender o pedido de adiamento “por ser medida regimental”, mas lamentou o atraso na votação do texto. Segundo a relatora, o assunto já foi amplamente discutido pelos parlamentares e nenhuma entidade representativa do setor a procurou.

A proposta deve voltar à pauta da CAS na próxima semana, segundo o presidente da CAS, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Tromboembolismo

Também com a votação adiada, o PL 5.497/2023 torna obrigatória a divulgação de mensagens sobre os riscos e as formas de prevenção do tromboembolismo venoso nos aeroportos. A proposta foi apresentada pela senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB) e tem voto favorável do senador Otto Alencar (PSD-BA).

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O relatório foi lido na CAS pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), que elogiou a iniciativa. No entanto, ele apresentou um pedido de vista ao texto, em atendimento a entidades representativas do setor de transportes. Marcelo Castro adiantou que o texto deverá ser incluído na pauta da próxima reunião.

Mulheres dependentes de álcool

Foi adiada também a votação do projeto de lei que cria um programa de assistência multiprofissional para mulheres usuárias e dependentes de álcool. Proposto pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), o PL 2.880/2023 tem voto favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A senadora Jussara Lima (PSD-PI), no entanto, pediu mais tempo para analisar o assunto.

A proposta altera a Lei 11.343, de 2006, que cria o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), para prever atendimento interdisciplinar e promover políticas específicas de saúde pública a essas pessoas. 

Segundo Capitão Alberto Neto, as mulheres tendem a apresentar maiores riscos de desenvolver problemas de saúde relacionados ao álcool, como doenças hepáticas, câncer, doenças cardiovasculares e danos neurológicos, mesmo consumindo quantidades menores em comparação aos homens.

Já Damares lembrou que as mulheres enfrentam barreiras adicionais ao buscar ajuda: além do estigma social e da culpa culturalmente atribuída à mulher que consome álcool, muitas são responsáveis pelo cuidado de filhos e familiares, o que dificulta ou inviabiliza sua permanência em programas convencionais de tratamento. Para a relatora, o projeto vai garantir maior segurança jurídica, continuidade das ações governamentais, previsibilidade orçamentária e uniformidade no atendimento à população-alvo, além de conferir ao tema o status normativo compatível com sua gravidade social e sanitária.

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Exposição ao mercúrio

A pedido da senadora Leila Barros (PDT-DF), foi adiada a votação da proposta do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) que cria a Política Nacional de Prevenção da Exposição ao Mercúrio. Leila Barros é autora do relatório, que é um substitutivo ao PL 1.011/2023.

O texto tem objetivo de reduzir a contaminação humana pelo mercúrio, considerado altamente tóxico e responsável por causar danos neurológicos e cardiovasculares.

Vacinas

O presidente da CAS, Marcelo Castro, comunicou também o adiamento da votação de outros dois projetos de lei, a pedido da relatora de ambos os textos, a senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA). Um deles (PL 2.992/2022) deduz da base de cálculo do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF) as despesas com vacinas.

Já o PL 1.018/2024 cria o Programa Nacional de Prevenção à Insegurança Alimentar no Ensino Infantil e no Ensino Fundamental. Alunos identificados com quadros de subnutrição poderão passar a ter direito a receber suplementação alimentar gratuitamente. A proposta é de autoria do senador Alan Rick (União-AC).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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No Maio Laranja, Senado analisa projetos sobre crimes sexuais contra menores

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No mês do Maio Laranja, que é uma campanha contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, o Senado analisa projetos de lei que combatem tais crimes ou tornam mais rígidas suas penas. Um deles é o PL 6.382/2025, que torna inafiançável esse tipo de delito.

Atualmente, o estupro de vulnerável já é inafiançável. O que o PL 6.382 faz é impedir que outros delitos contra menores (mais especificamente, “crimes com conotação sexual praticados contra crianças ou adolescentes”) tenham a possibilidade de fiança. Com esse objetivo, o texto altera o Código de Processo Penal.

O projeto, que está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), surgiu a partir de uma ideia legislativa apresentada ao Portal e-Cidadania por Claudio Garcia, morador do estado de São Paulo.

Ao justificar a iniciativa, ele disse que a fiança dá aos acusados a possibilidade de permanecer em liberdade e voltar a cometer os crimes. Claudio argumenta que “o caráter de impunidade diante do crime agrava o quadro da vítima” e lembra que crianças submetidas à violência sexual podem enfrentar consequências psicológicas e físicas ao longo de suas vidas.

A ideia legislativa de Claudio recebeu 55 mil apoios populares, mais que o dobro do necessário para se tornar uma sugestão legislativa (SUG). Em seguida, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) acolheu a proposta e a transformou, em dezembro passado, no PL 6.382.

Para oferecer um panorama da situação no país, a proposta cita dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2023. Segundo o levantamento, o Brasil registrou cerca de 203 mil notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes entre 2015 e 2021 — uma média de quase 80 casos por dia.

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Desse total, cerca de 84 mil notificações envolviam crianças de até 9 anos, enquanto quase 120 mil envolviam vítimas com idades entre 10 e 19 anos.

Aliciamento pela internet

Além dessa iniciativa, também estão em análise no Senado o PL 4.484/2025, projeto de lei do senador Jorge Kajuru (PSB-GO). O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para criminalizar o aliciamento sexual de menores pela internet.

A proposta de Kajuru proíbe contatos por meios digitais com o objetivo de exploração sexual, especialmente quando houver dissimulação de identidade, manipulação psicológica ou coação.

Além disso, amplia os tipos penais existentes para incluir a chamada exposição sexualizada de crianças e adolescentes em redes sociais e aplicações de internet.

Essa matéria está em análise na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).

Relativização do estupro

Outros três projetos de lei impedem interpretações judiciais que relativizem o crime de estupro de vulnerável em casos com menores de 14 anos.

São eles:

  • o PL 654/2026, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que aguarda ser distribuído às comissões do Senado;
  • o PL 799/2026, da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), está em análise na Comissão de Direitos Humanos (CDH);
  • o PL 717/2026, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que aguarda ser distribuído às comissões do Senado.

Todas as três propostas alteram o mesmo artigo do Código Penal para determinar que a vulnerabilidade de menores de 14 anos deve ser considerada absoluta nesses casos. O artigo em questão é o 217-A, que trata do ato de “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos”.

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Esses textos deixam claro que o crime deve ser reconhecido independentemente de consentimento da criança ou do adolescente, da existência de relacionamento entre os dois e da vida sexual anterior da vítima.

Atendimento psicológico

O PL 1.096/2023, do deputado federal Raimundo Santos (PSD-PA), determina que os menores vítimas de abuso, violência ou exploração sexual terão prioridade no atendimento psicológico nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), sejam próprios ou conveniados.

Para garantir a prioridade, o projeto prevê alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente. A matéria está em tramitação na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Denúncias

O Maio Laranja é uma campanha nacional. A mobilização tem como principal data o dia 18 de maio — em memória de Araceli Crespo, menina de 8 anos que sofreu abuso sexual e foi assassinada em 1973.

Em casos de suspeita ou confirmação de violência, denúncias podem ser feitas pelo Disque 100. O serviço funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e anônima.

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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