POLITÍCA NACIONAL
Com votação apertada, Senado aprova Antonio Moreira para Anac
POLITÍCA NACIONAL
Com votação apertada, o Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (19) a indicação de Antonio Mathias Nogueira Moreira (MSF 37/2025) para o cargo de diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Moreira, que vai substituir Ricardo Bisinotto Catanant, recebeu 28 votos favoráveis e 23 contrários. A aprovação dependia de maioria simples.
Durante a análise da indicação, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) citou notícias veiculadas na imprensa que indicam que Antônio Mathias Nogueira Moreira já foi demitido por justa causa do Banco do Brasil e alvo de um acordo de não persecução penal por prejuízo à Caixa Econômica Federal.
— O indicado foi demitido do Banco do Brasil por fraude e acusado de dano à Caixa Econômica. Meu voto é contrário — disse o senador.
O senador Sergio Moro (União-PR) concordou com o colega e afirmou que todos os indicados devem estar “acima de qualquer suspeita”.
Por outro lado, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) ponderou que o indicado já havia sido sabatinado pela Comissão de Infraestrutura (CI), que teria analisado a sua situação e decidiu que ele estaria apto a assumir a vaga na Anac.
— Ele foi submetido ao escrutínio. Não podemos negligenciar a votação que recebeu e o aval da comissão que aprovou seu nome para chegar ao Plenário. As suposições e questionamentos já passaram pelo crivo da própria Comissão de Infraestrutura — argumentou.
Antonio Mathias Nogueira Moreira é o presidente do Conselho de Administração da Infra S.A. — empresa pública criada a partir da fusão entre a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL). Formado em gestão financeira, também é o diretor de Governança Integridade e Riscos da Caixa Cartões, uma subsidiária da Caixa Econômica Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova uso de câmeras corporais em ações de fiscalização do ICMBio e do Ibama
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou proposta que torna obrigatório o registro audiovisual, por meio de câmeras corporais, das diligências de fiscalização ambiental. O texto aprovado padroniza as regras de transparência para todos os órgãos executores do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), abrangendo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A medida visa garantir a segurança jurídica nas abordagens, protegendo tanto o cidadão contra eventuais abusos quanto os servidores públicos no exercício de suas funções, por meio da documentação ininterrupta de imagem e som durante as operações.
Transparência e proteção de dados
Atualmente, não existe uma lei federal que obrigue o uso de equipamentos portáteis de gravação audiovisual (câmeras corporais) para agentes de fiscalização ambiental. O ICMBio já possui normas internas (Regimento Interno da Fiscalização) que preveem o uso desses dispositivos conforme a disponibilidade de recursos, mas o projeto transforma essa prática em uma obrigação legal com diretrizes nacionais.
As novas regras estabelecem o armazenamento seguro dos registros por no mínimo cinco anos e o a cesso garantido aos envolvidos mediante requerimento fundamentado. Além disso, o texto veda a divulgação a terceiros, assegurando a proteção de dados pessoais e o sigilo institucional.
Regras unificadas para fiscalização ambiental
O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), ao Projeto de Lei 1351/25, do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO). O relator fez algumas mudanças na versão original, que focava exclusivamente nas atividades do ICMBio e em ações consideradas “atividades externas”.
Uma mas mudanças feitas por Chico Alencar foi para ampliar o alcance da medida para o Ibama e demais órgãos executores do Sisnama, criando um marco único para a fiscalização ambiental federal.
O texto do relator também especifica que a obrigação se aplica apenas às atividades de fiscalização, poupando de gravação obrigatória funções de baixo risco, como educação ambiental, pesquisa ou gestão administrativa de unidades de conservação.
Para permitir a adaptação financeira e a compra dos equipamentos, o substitutivo amplia o prazo de vigência de 180 para 365 dias após a publicação.
Chico Alencar ressaltou que a proposta equilibra a necessidade de controle social com a valorização da missão institucional dos agentes.
“A proposta tem o potencial de trazer benefícios a todas as partes envolvidas, protegendo o cidadão contra eventuais excessos ou mal-entendidos, resguardando os servidores no exercício regular de suas funções e promovendo uma cultura de integridade, legalidade e profissionalismo na atuação estatal”, disse.
Próximas etapas
A proposta tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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