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CTFC fará auditoria sobre atuação do BB com foco na Moratória da Soja

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A Comissão de Fiscalização e Controle (CFTC) aprovou nesta quarta-feira (2) a realização de auditoria junto ao Banco do Brasil sobre a aplicação do Plano Safra com foco na chamada Moratória da Soja. O requerimento nesse sentido (REQ 36/2025 – CTFC) é do senador Marcos Rogério (PL-RO). O pedido inclui, além do Plano Safra, os recursos dos Fundos Constitucionais e de Crédito Rural com isenção fiscal. De acordo com o pedido aprovado, o trabalho da comissão será feito em parceria com Tribunal de Contas da União (TCU).

Ele argumenta que o Senado deve monitorar o impacto das políticas públicas sobre setores estratégicos, como o agronegócio: “A atuação do Banco do Brasil, como principal operador do crédito rural subsidiado ou vinculado a benefícios fiscais relacionados ao Plano Safra e aos Fundos Constitucionais, conforme previsto na Lei 4.829, de 1965, e sua eventual adesão a critérios derivados da Moratória da Soja, exige uma análise rigorosa quanto à sua conformidade com as normas constitucionais e legais vigentes”, escreveu o senador.

Para Marcos Rogério, “a Moratória da Soja, embora apresentada como uma iniciativa ambiental, atua como instrumento de restrição econômica ao impedir que produtores que converteram áreas legalmente após julho de 2008 acessem financiamento rural”. O senador afirma que a adesão à Moratória da Soja pelo BB impõe aos produtores “critérios não previstos em normas regulamentares competentes”, como do Manual de Crédito Rural, sujeitando-os à fiscalização por entidades que não integram o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), “o que pode configurar desvio de finalidade na execução de políticas públicas”.

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A Moratória da Soja é um pacto ambiental entre entidades representativas de produtores, ONGs e governo com medidas contra o desmatamento da Amazônia.

Gilberto Carvalho

Outro requerimento aprovado (REQ 37/2025 – CTFC) foi apresentado pelo presidente da comissão, senador Dr. Hiran (PP-RR), para que o secretário Nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, seja convidado para falar sobre todos os contratos da pasta com organizações não-governamentais.

Pelo requerimento, Dr. Hiran quer informações sobre o contrato que suspendeu repasses de recursos destinados à retirada de lixo da terra indígena Ianomâmi, em Roraima. Segundo o parlamentar, notícias veiculadas na imprensa apontam a recorrência de “várias irregularidades financeiras” envolvendo contratos firmados pelo Ministério do Trabalho e organizações não-governamentais.

“No último dia 4 de maio, o jornal Folha de S. Paulo em sua versão impressa veiculou notícia […] com o seguinte título: ‘Ministério do Trabalho quintuplica verba e contrata ONGs ligadas a sindicatos e entidade investigada’, registrando que “o dinheiro total contratado saltou de R$ 25 milhões em 2023 para R$ 132 milhões no ano passado””, diz Dr. Hiran no requerimento.

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A data da audiência com Gilberto Carvalho ainda será agendada.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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