CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLITÍCA NACIONAL

Despesas orçamentárias permanecem estáveis desde 2024

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

A proposta do Orçamento de 2026 (PLN 15/25) prevê R$ 2,6 trilhões em despesas obrigatórias e discricionárias, o equivalente a 18,81% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o governo, esse percentual é o mesmo desde 2024. Antes da pandemia de Covid-19, superava 19%.

Do total previsto, R$ 2,43 trilhões estão sob controle do arcabouço fiscal. Esse limite representa R$ 168 bilhões a mais de gastos em 2026 em comparação com 2025. A maior parte será destinada à Previdência Social, seguida pelos gastos com pessoal.

A projeção do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aponta déficit de R$ 335,4 bilhões no ano que vem, ou 2,43% do PIB. O percentual é menor que o de 2025 em razão da reforma da Previdência.

Salário mínimo e programas sociais
Em 2026, pelo segundo ano, o salário mínimo terá reajuste acima da inflação limitado a 2,5%, chegando a R$ 1.631. Pela regra anterior, o aumento real seria de 3,4%, igual ao crescimento do PIB em 2024. A limitação valerá até 2030.

Assim como em 2025, não há previsão de reajuste para o Bolsa Família.

Leia Também:  Galípolo fala a senadores da CAE no dia 5 de maio

Emendas parlamentares
O projeto reserva R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares:

  • R$ 26,6 bilhões para emendas individuais;
  • R$ 14,2 bilhões para emendas de bancadas estaduais.

Cerca de R$ 1 bilhão que iria para bancadas estaduais foi alocado no Fundo Eleitoral. Nas eleições de 2024, o fundo teve R$ 4,9 bilhões.

O governo calculou que R$ 12,1 bilhões deveriam ser destinados a emendas das comissões permanentes da Câmara dos Deputados e do Senado, mas não reservou esse valor.

“A decisão do governo seguiu o que está na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A LDO faculta colocar a reserva ou não. E a decisão foi não fazer a reserva para esse grupo de emendas”, explicou o secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes.

A LDO de 2026 (PLN 2/25) ainda precisa ser votada pelo Congresso.

Fontes de receita
Para custear as despesas, o governo prevê arrecadação com:

  • dividendos de estatais;
  • renegociação de dívidas tributárias;
  • leilões de exploração de petróleo;
  • medidas em análise no Congresso (MP 1303/25 e PLP 182/25) no valor de R$ 145,8 bilhões.
Leia Também:  Comissão debate impactos de novas regras para medidas socioeducativas

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, há acordo político para aprovar a redução de benefícios fiscais. “Depende de aprovação, sem dúvida. Mas do ponto de vista político não há discordância. Sempre que tratamos do tema, há amplo entendimento sobre benefícios fiscais.”

O consultor de Orçamento da Câmara Giordano Ronconi destacou que a redução de benefícios precisa ser aprovada ainda em 2025 para valer em 2026. “Se você aumenta a alíquota de alguns tributos, precisa esperar 90 dias para aplicar. E no caso do Imposto de Renda, só vale no ano seguinte. Então é preciso discutir e aprovar neste ano”, afirmou.

Perspectivas econômicas
Na mensagem que acompanha a proposta, o governo prevê crescimento econômico próximo a 2,5% em 2026, influenciado pelas altas taxas de juros.

Para os anos seguintes, a expectativa é de ganhos com a reforma tributária e com inovações produtivas ligadas à transição energética.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

Publicados

em

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

Leia Também:  Comissão aprova criação do Farmácia Popular Digital com entrega em casa para idosos

Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

Leia Também:  Galípolo fala a senadores da CAE no dia 5 de maio

Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA