CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLITÍCA NACIONAL

Fim das aulas de direção barateia CNH, mas pode aumentar acidentes, dizem especialistas

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

O fim das aulas obrigatórias de direção em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode aumentar o risco de acidentes, afirma a Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto) diante da proposta do Ministério dos Transportes. O assunto foi debatido nesta terça-feira (2) em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

Atualmente, são exigidas 45 horas de aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas registradas no Detran. Mas, segundo o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, a obrigatoriedade de tempo de aula não é regra no mundo. No Brasil, segundo ele, as aulas de direção realizadas nas autoescolas representam 70% do valor médio cobrado para tirar carteira de habilitação.

De acordo com a proposta do ministério, o candidato poderia estudar sozinho para a prova teórica e treinar com instrutores credenciados, familiares ou amigos antes do exame teórico e prático. Porém, o representante da Feneauto, Jean Rafael Sanches, teme um crescimento no número de demissões. “Se essa medida passar, vai gerar desemprego. Não tem como estabelecer uma concorrência nesse cenário. E serão R$ 2,24 bilhões em seguro desemprego que deverão ser pagos”, disse. De acordo com ele, existem hoje cerca de 15 mil autoescolas no Brasil.

Leia Também:  Senado vai homenagear instituições que promovem a vida e a dignidade humana

Modernização
Adrualdo Catão, do Ministério dos Transportes, afirmou ainda que a metodologia de ensino está desalinhada com novos formatos de aprendizagem. “A gente está propondo que esse número mínimo de aulas seja zero. Ou seja, o cidadão é que determina”, explicou.

O representante da Associação Nacional dos Detrans, Marcelo Soletti, informou que o assunto será discutido em encontro em Foz do Iguaçu. São 27 Detrans no Brasil, e as conclusões serão encaminhadas à Secretaria Nacional de Trânsito.

“Nós todos temos um alinhamento no sentido de que realmente o processo de formação precisa ser modificado. Ele precisa ser revisado, modernizado, e aí, quem sabe, a gente consiga fazer essa redução de custo”, ponderou.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito apontam que quase 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação. Para o Ministério dos Transportes, o custo do processo pode ser um dos motivos. Mais da metade dos motociclistas não têm carteira, e as motos passaram a liderar mortes em rodovias federais em 2024.

Leia Também:  Comissão aprova dispensa de multa pela rescisão do contrato de aluguel para vítima de violência

Debate na Câmara
O debate foi solicitado pelo deputado Leônidas Cristino (PDT-CE). Para ele, é preciso encontrar um caminho para diminuir o número de mortes, mas sem prejuízos financeiros e de empregos. Já o deputado Fausto Pinato (PP-SP) teme que a resolução seja publicada sem diálogo com os setores envolvidos. Mas o secretário Nacional de Trânsito garantiu que a minuta de resolução, que ainda não foi publicada, vai ser discutida internamente antes de uma consulta pública.

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

Projeto que combate ligações indesejadas de cobrança e telemarketing vai à Câmara

Publicados

em

Proteger o consumidor de ligações de telemarketing e cobrança indesejadas, principalmente quando as chamadas se destinam a pessoas desconhecidas. Esse é um dos objetivos do projeto de lei aprovado nesta quarta (8) pela Comissão de Fiscalização e Controle do Senado (CTFC).

O projeto (PL 2.616/2025), que passou por alterações e foi transformado num substitutivo, cria um cadastro para impedir que essas empresas continuem a ligar para quem já solicitou o bloqueio, além de impedir fraudes. O texto prevê multas de até R$ 50 mil para a empresa que desrespeitar isso.

Como a matéria foi aprovada pela comissão em decisão terminativa, ela não terá de passar por votação no Plenário do Senado (a não ser que seja apresentado recurso) e poderá seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados.

A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) é a autora da proposta, que recebeu parecer favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Foi ele quem promoveu mudanças no texto.

Ligações indesejadas

O projeto determina que empresas de telemarketing e cobrança terão de excluir de suas bases de dados os números de telefone dos consumidores que informarem não conhecer a pessoa procurada. E o pedido de exclusão terá de ser armazenado pelas empresas em registro eletrônico.

Leia Também:  Comissão aprova programa de estímulo ao empreendedorismo para pais e responsáveis de pessoas com deficiência

Além disso, a proposta considera prática abusiva as estratégias para dificultar a identificação ou o bloqueio de ligações de telemarketing (como o mascaramento de números e as chamadas automáticas de até três segundos, entre outras).

Relator da matéria, Laércio Oliveira disse que a iniciativa responde a uma demanda recorrente dos consumidores.

— O projeto se destaca por dar voz a uma demanda legítima da população, especialmente os consumidores que sofrem com o assédio de cobranças indevidas e ligações persistentes — destacou o senador.

Cadastro e fraudes

A proposta cria o Cadastro Único Telefônico e Validação de Numerações (CadÚnico Telefônico), a ser regulamentado e fiscalizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O sistema, que deverá reunir números vinculados ao CPF ou ao CNPJ dos titulares das linhas telefônicas, permitirá que as empresas consultem previamente o cadastro para verificar se o consumidor aceita receber contatos comerciais.

O texto também prevê regras mais rígidas para ativação e reativação de chips, portabilidade e troca de titularidade, com mecanismos de validação de identidade para reduzir o uso fraudulento de linhas.

Leia Também:  Comissão da Mulher aprova texto que proíbe vítima de violência de pagar pensão ao agressor

O projeto prevê entrada em vigor, se for transformado em lei, 360 dias após a sua publicação, com implantação gradual das novas regras.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA