POLITÍCA NACIONAL
Izalci Lucas pede investigação sobre operações do BRB com o Master
POLITÍCA NACIONAL
O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou, em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (4), que Banco de Brasília (BRB) enfrenta um grave problema financeiro e pediu investigação sobre investimentos realizados pela instituição. Segundo ele, operações que somam cerca de R$ 12 bilhões com o Banco Master, que teve a liquidação decretada pelo Banco Central, teriam sido feitas sem as garantias necessárias, o que, na avaliação do parlamentar, compromete a liquidez do banco e pode exigir medidas emergenciais para recompor o capital.
Izalci relatou que esteve recentemente no banco para buscar esclarecimentos junto à direção da instituição e afirmou que os investimentos teriam sido realizados por meio de mecanismos que dispensaram autorização do conselho. Ele também criticou proposta enviada à Câmara Legislativa do Distrito Federal para criação de um fundo imobiliário com a finalidade de captar recursos para capitalizar o banco.
— Vivemos, aqui no Distrito Federal, o maior escândalo da história da capital da República, que é o do BRB. Como um banco faz um investimento de R$ 12,2 bilhões sem checar se tem documento, se tem garantia? — questionou.
O senador afirmou ainda que o Banco Central teria estabelecido prazo para que o banco recomponha seu capital, estimado por ele em cerca de R$ 8 bilhões. Segundo Izalci, caso não haja solução, a instituição poderia enfrentar medidas como liquidação ou federalização. Ele destacou que o BRB é responsável pelo pagamento de diversos programas sociais do governo distrital, o que, segundo ele, aumenta a preocupação com a situação financeira da instituição.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF
A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.
A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.
A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.
Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.
Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.
Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.
Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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