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Kajuru destaca queda da desigualdade em 2024

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Em discurso no Plenário nesta terça-feira (13), o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) comemorou a redução da desigualdade de renda no Brasil, registrada em 2024, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, o recuo do Índice de Gini para 0,506, menor nível desde o início da série histórica em 2012, demonstra avanço na distribuição de renda no país. O senador atribuiu o resultado ao fortalecimento do mercado de trabalho e à ampliação dos programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

— Mesmo assim, merece ser destacado que, em 2024, a renda média domiciliar per capita foi de R$ 2.020 por mês, dado que representa recorde. Há mais dinheiro nos lares brasileiros, graças à queda do desemprego e à alta histórica da renda média do trabalho — disse Kajuru, que afirmou ainda que a redução da desigualdade é uma das principais bandeiras do governo Lula.

O parlamentar destacou o papel das políticas públicas na saída de milhões de brasileiros da pobreza extrema. Segundo ele, o percentual de pessoas nessa condição caiu de 8,3% da população em 2023 para 6,8% em 2024. Ele defendeu a manutenção do equilíbrio fiscal sem comprometer o crescimento econômico, em linha com declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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— Nós estamos no melhor momento de distribuição de renda da nossa história recente. Nós estamos na melhor taxa de desemprego da nossa história recente. Nós estamos no maior incremento de renda da nossa história recente. E quero preservar isto — citou Kajuru, reproduzindo fala do ministro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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