POLITÍCA NACIONAL
Prisão federal para condenados por matar policiais: projeto está na pauta de quarta
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O Plenário do Senado pode analisar na quarta-feira (3) o projeto de lei que determina a transferência preferencial para presídios federais de acusados ou condenados por homicídio de policiais e outras autoridades (PL 5.391/2020).
A proposta, apresentada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL–RJ), tramita em regime de urgência. A matéria conta com parecer favorável do senador Sergio Moro (União–PR).
Pelo texto, presos (provisórios ou condenados) por homicídio de policiais federais, rodoviários, ferroviários, civis, militares ou penais, além de bombeiros, integrantes das Forças Armadas, da Força Nacional ou parentes dessas autoridades até o terceiro grau deverão ser recolhidos preferencialmente em estabelecimentos penais federais.
O projeto também prevê a submissão desses detentos e de reincidentes em crimes cometidos com violência, grave ameaça ou crimes hediondos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Nesse regime, as celas são individuais; as visitas são quinzenais, monitoradas e sem contato físico; a correspondência é fiscalizada; a saída da cela se limita a duas horas diárias; e as audiências judiciais ocorrem por videoconferência.
Além disso, o parecer de Sergio Moro incluiu no texto uma emenda para determinar que todos os presos custodiados em presídios federais participem de audiências por videoconferência, salvo em caso de impossibilidade técnica. Para o senador, a medida reduz custos, acelera os processos e aumenta a segurança ao evitar deslocamentos de internos.
Poda de árvore
Outro projeto de lei na pauta prevê alterações na Lei de Crimes Ambientais: o PL 542/2022 descriminaliza o corte ou a poda de árvore quando houver risco de acidente e o órgão ambiental não responder ao respectivo pedido em até 45 dias.
De acordo com a proposta, o risco deverá ser atestado por profissional habilitado, que também poderá executar o serviço. A matéria conta com parecer favorável de Sergio Moro e será votada em regime de urgência.
Safristas
Também pode ser votado o PL 715/2023, projeto de lei que permite que trabalhadores rurais sazonais, os chamados safristas, recebam remuneração de contratos temporários sem perder benefícios sociais como o Bolsa Família.
O texto exclui os rendimentos obtidos em períodos de safra do cálculo da renda familiar utilizado para manutenção dos programas sociais, permitindo a esses trabalhadores aceitar atividades sazonais sem risco de cancelamento dos benefícios. O senador Jaime Bagattoli (PL–RO) é o relator da matéria.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Comissão aprova projeto que obriga plano a pagar despesa de acompanhante no parto
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2570/22, que obriga os planos de saúde a cobrirem as despesas do acompanhante durante os períodos de trabalho de parto, no parto e no pós-parto imediato.
A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprovação da proposta, que é da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB).
“No campo da saúde suplementar, a obrigatoriedade de cobertura das despesas do acompanhante elimina barreiras financeiras que hoje podem inviabilizar o exercício desse direito”, avaliou Laura Carneiro.
O texto altera a Lei Orgânica da Saúde e a Lei dos Planos de Saúde.
Infração sanitária
O projeto caracteriza como infração sanitária o descumprimento do direito de a gestante poder ter um acompanhante nessas situações e em atendimentos com sedação, tanto em hospitais públicos como privados.
O texto determina, por outro lado, que a eventual renúncia a esse direito deverá ser feita por escrito, após prestação de informações à paciente, em termo de consentimento arquivado no prontuário.
“Ao fazer esta exigência, a proposta protege a gestante contra pressões institucionais ou decisões desinformadas, assegurando que o protagonismo do parto permaneça com a mulher”, observou Laura Carneiro.
Ainda conforme a proposta, o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá disponibilizar as informações aos pacientes indígenas em linguagem adequada às diversas realidades sociais e culturais que vivenciam.
Próximos passos
Também já aprovada pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, a proposta ainda será analisada pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.
Já aprovado também pelos senadores, o texto irá diretamente à sanção presidencial se não for modificado pelos deputados.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados


