POLITÍCA NACIONAL
Progressão de pena e polícias municipais são pontos polêmicos no debate da PEC da Segurança Pública
POLITÍCA NACIONAL
A criação de polícias municipais e restrições à progressão da pena estão entre as divergências apontadas pelos deputados no debate em Plenário sobre a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25). Será votado um substitutivo do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), que faz diversas mudanças no texto encaminhado pelo Poder Executivo.
O deputado Kim Kataguiri (União-SP) elogiou as alterações feitas pelo relator. “A legislação vai determinar um procedimento específico contra faccionados e milicianos, penas específicas e processo penal diferente das leis penais aplicadas para um cidadão comum. O texto constitucionaliza considerar facções criminosas e milícias inimigos do Estado da mesma maneira como hoje se considera terroristas”, afirmou.
Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) teme que as mudanças na PEC levem a um regime prisional rigoroso, como o de El Salvador. “O sistema penal e penitenciário é sim para ressocializar, embora hoje ele seja basicamente uma escola superior de criminalidade. Nós vemos com preocupação as restrições de institutos como progressão de regime e liberdade provisória”, alertou. “Será que isso só vai valer para crimes de colarinho branco?”, questionou.
Polícia municipal
Para Kim Kataguiri o reconhecimento de guardas municipais como polícia vai impedir que apreensões de drogas em operações de forças municipais sejam posteriormente anuladas na Justiça por questionamentos na abordagem. “Agora há um reconhecimento desse profissional que troca tiro com bandidos”, comemorou.
Em contraponto, Chico Alencar teme que a criação de polícias municipais saia do controle. “Lembra um pouco a guarda municipal do Brasil Império, em que cada coronel e fazendeiro tinha a sua trupe para assassinar e matar”, comparou.
O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) se manifestou a favor da criação das polícias municipais. “A criminalidade acontece nos municípios, e a polícia municipal vai ter condições de trabalhar para diminuir a criminalidade. Estados Unidos e Europa têm as suas polícias municipais, que fazem um trabalho ostensivo comunitário”, declarou.
Hildo Rocha destacou que o texto apresentado pelo relator da PEC estabelece critérios para que os municípios criem uma força policial, com creditação permanente do Conselho Estadual de Segurança, condições financeiras e formação de policiais.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) demonstrou preocupação com o treinamento das polícias municipais. “Queremos que a creditação não seja feita pelos estados, mas por um sistema nacional”, sugeriu.
Ela elogiou o texto do relator por garantir direito de proteção a vítimas, o que deve beneficiar mulheres.
CNJ
O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) manifestou-se contra as restrições ao poder regulatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), previstas no texto do relator. Para ele, essas restrições contrariam a separação dos Poderes. “O relator quer, de fato, sustar atos do Poder Judiciário. Que ele faça uma nova Constituição, porque a separação de Poderes é cláusula pétrea”, afirmou.
Mais informações em instantes
Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Sessão desta quarta-feira terá votação de dez autoridades
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (19) a realização de esforço concentrado para sabatina e votação de autoridades na sessão deliberativa desta quarta-feira (20). Davi destacou a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, indicado para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no cargo de corregedor nacional de Justiça, no biênio 2026/2028.
Em 13 de maio foi lido no colegiado o relatório do senador Cid Gomes (PSB-CE) para o Ofício (OFS) 4/2026, do próprio STJ. Na sequência da votação na CCJ, a indicação do ministro deverá ser encaminhada a Plenário.
Também deverão ser sabatinados na Comissão de Relações Exteriores (CRE) sete diplomatas indicados para chefiar embaixadas, e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ouvirá os indicados a presidente e diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Indicado |
Cargo |
Relator |
| Benedito Gonçalves | Corregedor nacional de Justiça | Cid Gomes (PSB-CE) |
| João Batista do Nascimento Magalhães | Embaixador no Omã | Tereza Cristina (PP-MS) |
| Marcelo Paz Saraiva Câmara | Embaixador no Vietnã | Tereza Cristina (PP-MS) |
| Paulo Roberto Sores Pacheco | Embaixador no Japão | Fernando Dueire (PSD-PE) |
| Olyntho Vieira | Embaixador em Belize | Esperidião Amin (PP-SC) |
| Ricardo André Vieira Diniz | Embaixador nas Bahamas | Sergio Moro (PL-PR) |
| Fábio Vaz Pitaluga | Embaixador na Albânia | Hamilton Mourão (Republicanos-RS) |
| Ricardo de Souza Monteiro | Delegado junto à Organização das Nações Unidas e organismos internacionais em Genebra | Nelsinho Trad (PSD-MS) |
| Otto Eduardo Fonseca de Albuquerque Lobo | Presidente da CVM | Eduardo Braga (MDB-AM) |
| Igor Muniz | Diretor da CVM | Rogério Carvalho (PT-SE) |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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