POLITÍCA NACIONAL
Representantes de carreiras jurídicas pedem mais recursos para a atuação dos servidores
POLITÍCA NACIONAL
Várias entidades representativas de carreiras jurídicas defenderam na Câmara que o setor tem dado grande retorno de serviços para o país e precisa de mais investimentos. Eles participaram de audiência pública do Grupo de Trabalho sobre a Reforma Administrativa.
Alexandre Torres, do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, disse que a arrecadação tributária com a ação dos servidores da categoria passou de R$ 25 bilhões em 2020 para R$ 60 bilhões em 2024.
De acordo com Cláudio Luís Martinewski, da Associação dos Magistrados Brasileiros, o país tem 8,5 juízes para cada 100 mil habitantes, enquanto a Europa tem 21,5. Ele afirmou ainda que o serviço do Judiciário arrecada quase a metade do que gasta.
Defensoria pública
Liana Dani, da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais, disse que os defensores, que atendem a população que não pode pagar um advogado, recebem muito abaixo do teto constitucional, de R$ 46 mil, e não têm os benefícios dados a outras carreiras. Segundo ela, 60% das 276 seções judiciárias não têm defensores.

O deputado Zé Trovão (PL-SC) disse que a ideia do Grupo de Trabalho é justamente verificar essas distorções: “Quando eu falo em modernização, eu quero justamente pegar setores que se tornaram obsoletos, setores que se tornaram inexistentes e reorganizar isso tudo para que a senhora não tenha esse tanto de problema”, disse.
Vários representantes disseram que é importante manter a autonomia das carreiras, oferecendo condições de trabalho adequadas.
Fábio Ramiro, da Associação dos Juízes Federais do Brasil, disse que a produtividade tem aumentado, mas existem limites para o que pode ser feito. Segundo ele, a demanda hoje é de 6.300 processos para cada magistrado federal.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Cleitinho volta a defender fim da escala 6×1 e critica piadas sobre tragédia
Em pronunciamento nesta terça-feira (16), em Plenário, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) voltou a defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1 e adota o modelo 5×2. A PEC 221/2019 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em análise no Senado.
Cleitinho comparou a realidade dos trabalhadores, que enfrentam longas jornadas e recebem salários muitas vezes baixos, à da classe política. Ele criticou privilégios como pensões para filhas solteiras de servidores da Câmara dos Deputados e de militares, plano de saúde vitalício para ex-senadores, aluguéis de carros oficiais e aposentadoria compulsória como punição administrativa para juízes.
— Eu vou sempre bater nessa tecla aqui. Enquanto a gente não votar ao fim da escala 6×1 eu vou fazer algumas comparações, doa a quem doer. (…) O problema não é o fim da escala 6×1. A verdade que o problema está nos três Poderes, está aqui, e a gente tem cortado a própria carne para dar dignidade para o trabalhador — disse o senador.
Repúdio
No mesmo pronunciamento, o senador criticou as piadas feitas nas redes sociais usando o caso de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu ao ser atirada sem cordas durante um salto de rope jump, em Limeira (SP).
Na imagem mostrada pelo senador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece no lugar da jovem. Para o senador, é inadmissível que o caso seja usado como provocação política, seja contra quem for.
— Isso aqui não é política, isso aqui nunca foi política; é baixaria, nível baixo, e vocês estão desrespeitando de verdade não é nem o presidente da República, é a família dessa jovem que teve a vida interrompida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado

