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Senado aprova indicado para chefiar embaixada brasileira na Arábia Saudita

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Com 40 votos a favor e 1 contrário, o Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (21), a indicação do diplomata Paulo Uchôa Ribeiro Filho para comandar a embaixada do Brasil na Arábia Saudita e, cumulativamente, no Iêmen. A indicação (MSF 11/2025) teve relatório do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O presidente da República será comunicado.

Durante sua sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE), o indicado falou sobre o papel exercido pela Arábia Saudita no Oriente Médio. De acordo com ele, o país se destaca como a principal liderança dos mundos árabe e muçulmano.

— A Arábia Saudita atravessa um momento de vigorosa atividade econômica e crescente influência política, tanto regional como global. Nossas relações têm sido marcadas pela amizade, colaboração e elevado grau de complementariedade econômica. Desde 2023, foram registradas sete visitas brasileiras e duas visitas sauditas de alto nível — pontuou o diplomata.

Perfil

Paulo Uchôa Ribeiro Filho é mestre em Cultura Comparada e Relações Internacionais pela Escola de Cultura Comparada da Universidade Sophia, no Japão, e ingressou na carreira diplomática em 1995.

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Entre as funções exercidas, foi ministro-conselheiro na embaixada brasileira na França (2019-2022), assessor internacional da Presidência da República (2017-2018), embaixador na República Democrática do Congo (2013-2017) e cônsul-geral adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Nova York (2011-2013).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Girão alerta sobre possível anulação geral de processos do caso Master

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Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) questionou uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, e alertou para o risco de anulação geral dos processos relacionados ao caso do Banco Master.

Na semana passada, Gilmar Mendes pediu vista no julgamento que analisa decisões de outro ministro do STF, André Mendonça, relacionadas à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Na operação, foram presos Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, respectivamente pai e primo do dono do Master, Daniel Vorcaro.

O senador também criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e apontou setores do STF e do Congresso como responsáveis por tentativas de impedir o avanço das investigações, repetindo no caso do Banco Master, segundo ele, o ocorrido com processos ligados à força-tarefa da Lava Jato.

— O ministro Gilmar Mendes está armando uma cama-de-gato para anular tudo. É importante que o brasileiro saiba disso. O pano de fundo não é o método lavajatista não, até porque as três instâncias confirmaram as decisões da força-tarefa da Lava Jato — disse.

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No mesmo discurso, Girão elogiou a atuação de André Mendonça, que, na avaliação do senador, tem conduzido as investigações sobre o Master “com responsabilidade e imparcialidade”. O parlamentar destacou que o magistrado rejeitou uma colaboração premiada de Vorcaro, que, segundo ele, deixaria de atingir integrantes dos três Poderes.

— A delação fake que o Vorcaro estava querendo fazer poupava o ministro [Dias] Toffoli, o ministro [Alexandre de] Moraes e outras pessoas poderosas dos três Poderes da República. Mas o Brasil precisa dessa delação. O brasileiro quer saber quem está por trás. Quem vai pagar essa conta, com taxas altas, com mais juros, é o brasileiro — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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