SAÚDE
Ministério da Saúde amplia em 42% diagnóstico da hanseníase e fortalece resposta do SUS
SAÚDE
A atual gestão do Ministério da Saúde ampliou de forma expressiva o diagnóstico da hanseníase nos últimos anos. Entre 2022 e 2024, a proporção de casos novos identificados por meio do exame de contatos, principal estratégia para a detecção precoce da doença, cresceu cerca de 42% – passou de 9,6% para 13,3% no período. O avanço é resultado direto da ampliação da testagem e do fortalecimento das ações de vigilância ativa no Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as ações realizadas destaca-se o início da oferta de testes rápidos no SUS em 2023. Desde então, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 307 mil testes rápidos para avaliação de contatos. No ano seguinte, começou a implantação do exame PCR nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN), com habilitação de todos os estados e entrega de kits para atendimento de 1,4 mil pessoas. Agora, são 2,8 mil kits distribuídos.
O teste LPA para identificação de resistência antimicrobianos foi implantado em 2024, inicialmente em 11 LACENs, com expansão para Minas Gerais em 2025 e previsão de inclusão de, pelo menos, mais quatro estados neste ano.
A retomada da capacidade de diagnóstico foi fundamental para a melhora significativa dos indicadores de hanseníase após o período crítico da pandemia de Covid-19. De acordo com os dados epidemiológicos, a taxa de detecção, que havia despencado de 13,23 em 2019 para 8,49 em 2020, voltou a subir gradualmente, alcançando 10,41 em 2024.
A vigilância ativa com a testagem de contatos é uma das principais estratégias para a detecção precoce, reduzindo o agravamento da doença. Com o atraso diagnóstico acumulado durante a pandemia, que impactou no acesso aos serviços de saúde e interrompeu atividades assistenciais, o Brasil mantém elevado o percentual de grau 2 de incapacidade física (em 2024 foi registrado 11,5%, mesmo patamar de 2022). A expectativa é que o reforço das ações em curso desde 2023 impacte nesse percentual nos próximos anos.
Mais acesso a assistência e tratamento
Os atendimentos relacionados à hanseníase passaram de cerca de 140 mil, em 2022, para mais de 194 mil, em 2024, crescimento de 38%. As ações de prevenção de incapacidades físicas também avançaram, com mais de 16 mil atendimentos em 2024, frente a 12,5 mil em 2022. O número de pacientes em tratamento também aumentou, de 22,3 mil em 2022 para 27,4 mil em 2024, demonstrando maior acesso e continuidade do cuidado. Esses dados refletem o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde.
Em 2025, o Ministério da Saúde também distribuiu 3,4 milhões de medicamentos para o tratamento da hanseníase, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia (PQT), tratamento padrão e altamente eficaz.
A estabilidade e recuperação dos indicadores, aliadas à ampliação das estratégias de busca ativa, testagem e tratamento, confirmam que o país segue em trajetória positiva no enfrentamento da hanseníase.
Queda no número de casos em menores de 15 anos
No ano passado, o Brasil registrou 20,6 mil casos novos de hanseníase, segundo dados preliminares. Em um ano, o país reduziu em 3,86% os casos da doença em menores de 15 anos, que caíram de 958 em 2023 para 921 em 2024. Dados parciais de 2025, registraram 676 casos nessa população.
O enfrentamento da hanseníase é realizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, por meio de ações de vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e interrupção da transmissão.
A Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase 2024–2030, alinhada à Estratégia Global da OMS, estabelece metas de vigilância, prevenção, diagnóstico e cuidado. Entre os objetivos está alcançar 87,5% dos municípios sem casos novos autóctones em menores de 15 anos por pelo menos cinco anos consecutivos.
Em 2019, cerca de 73,1% dos municípios atingiram esse indicador, enquanto em 2024 esse percentual já alcança 80,6%, demonstrando avanços significativos e consistentes na redução da transmissão da doença.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde assina acordo e hospital privado de referência passa a atender pacientes do SUS em Guarulhos (SP)
O Governo do Brasil segue abrindo as portas de hospitais privados para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo mais atendimento em menor tempo de espera. Neste sábado (25), o Ministério da Saúde celebra a adesão do Hospital de Olhos CRO, em Guarulhos (SP), ao programa Agora Tem Especialistas, que ofertará mais de 8,6 mil cirurgias e procedimentos diversos por ano na área oftalmológica gratuitamente. Ao todo, são 2,9 milhões em serviços de média e alta complexidade em saúde para a rede pública.
A assinatura do acordo, contou com a presença do secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda. No hospital, pacientes do SUS encaminhados pela secretaria municipal de saúde poderão realizar consultas, exames oftalmológicos e diversos procedimentos cirúrgicos, como facoemulsificação com implante de lente intraocular (cirurgia de catarata), trabeculectomia (cirurgia contra o glaucoma), vitrectomia e aplicações de laser para tratamento de doenças da retina.
“A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal em ampliar o acesso à saúde e reduzir o tempo de espera. O Hospital de Olhos é um serviço consolidado na região e com a assinatura do termo de execução de crédito financeiro, a unidade passa a ofertar atendimentos de média e alta complexidade de forma gratuita pelo SUS, ampliando a rede pública”, detalhou o secretário-executivo Adriano Massuda.
Atualmente, o programa Agora Tem Especialistas já conta com 63 instituições de saúde privadas, com ou sem fins lucrativos, que garantem, por ano, R$ 314,8 milhões em procedimentos de média e alta complexidade para a população que utiliza a rede pública de saúde.
Viabilizada pela iniciativa do governo federal, a medida é possível graças à adoção de um modelo pioneiro no sistema de saúde brasileiro: a troca de atendimento especializado por créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer.
Mais atendimento especializado em São Paulo
No estado de São Paulo, 69 hospitais privados enviaram propostas para atender ao SUS gratuitamente. Quarenta deles foram aprovados e outros estão em fase de contratação, totalizando um potencial de mais de R$ 30,4 milhões em atendimentos. A adesão do hospital em Guarulhos integra esse esforço de expansão da oferta no estado, especialmente em áreas prioritárias como a oftalmologia.
O programa tem como foco ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade em áreas estratégicas como oncologia, cardiologia, ortopedia, ginecologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
Para participar, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, além de avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende às necessidades do SUS nos estados e municípios.
Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, que poderá ser consultada pelos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
As populações dos municípios paulistanos de Registro, São Caetano do Sul, Capão Bonito, Americana, Santos, Ribeirão Preto, Francisco Morato, Mauá, São José dos Campos, Araraquara e Itaquaquecetuba também receberam outra ação do programa: as carretas de saúde, equipadas com equipe médica e aparelhos de exames diagnósticos para descobrir precocemente doenças e cânceres.
Ao todo, mais de 6,5 mil pessoas dos municípios foram atendidas, realizando mais de 13 mil procedimentos que já esperavam, como mamografias, ultrassonografias mamária e pélvica, tomografias, avaliações oftalmológicas e cirurgias de catarata. Em Ribeirão Preto e Francisco Morato, por exemplo, mais de 1,1 mil pessoas voltaram a enxergar após realizar a cirurgia de catarata.
Mais serviços de saúde, menos espera
Para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado, o Agora Tem Especialistas também atua com mutirões em finais de semana; a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos; a ampliação do horário de atendimento em policlínicas; o provimento de mais médicos especialistas; o atendimento gratuito a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos que têm como contrapartida o recebimento de créditos financeiros para abatimento de tributos federais; entre outras iniciativas.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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