CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Ministério da Saúde e Harvard lançam edital de incentivo a projetos de inovação em saúde

Publicados

SAÚDE

O Ministério da Saúde lançou edital para que estudantes, profissionais e pesquisadores das áreas de Saúde e Tecnologia se inscrevam no HSIL Hackathon 2026 – Building High-Value Health Systems: Leveraging AI, evento que acontece em Brasília, nos dias 10 e 11 de abril, com objetivo desenvolver soluções baseadas em Inteligência Artificial para desafios da saúde pública. O projeto é realizado em parceria com o Health Systems Innovation Lab da Universidade de Harvard.

Um hackathon é uma maratona de inovação em que pessoas se reúnem de forma imersiva por um período curto, entre um e dois dias, buscando soluções inovadoras para um problema específico. O hackathon do Health Systems Innovation Lab (HSIL) é um projeto global que reúne inovadores para desenvolver soluções capazes de fortalecer sistemas de saúde pública.

A expectativa é que os participantes entreguem protótipos funcionais capazes de reduzir gargalos assistenciais, unindo a experiência clínica de profissionais que atuam diretamente no sistema de saúde a inovações tecnológicas. Para a secretária de Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, as soluções devem proporcionar melhorias no cuidado ao paciente, aumentar a eficiência operacional e tornar os sistemas de saúde mais adaptáveis. “Queremos trazer aos participantes as necessidades de a agenda do SUS para inspirar a inovação”, pontuou.

Leia Também:  Ministério da Saúde faz maior entrega da história do Novo PAC em Tocantins

Para a diretora de cooperação técnica, inovação e desenvolvimento em saúde do Ministério da Saúde, Aline Costa, a realização da maratona internacional, em parceria com a Universidade de Harvard, reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a inovação do sistema de saúde brasileiro.

“Com o envolvimento de diferentes setores da sociedade na proposição de soluções inovadoras para os desafios complexos do SUS, acreditamos que teremos o fortalecimento da gestão, o aprimoramento do cuidado e a melhoria da qualidade da saúde das pessoas”, explicou.

Serão disponibilizadas 120 vagas para o hub brasileiro. Podem participar profissionais e estudantes de diferentes áreas, entre elas: saúde (médicos, enfermeiros, especialistas em saúde coletiva e residentes); Tecnologia e Inovação (cientistas de dados, desenvolvedores, programadores e designers) e Gestão e Criatividade (economia, negócios, marketing e comunicação). Para participar de todas as etapas é recomendado que ao menos um a dois integrantes da equipe tenham proficiência em inglês. As inscrições podem ser feitas aqui.

O evento ocorrerá simultaneamente em mais de 30 países, conectando cerca de 40 hubs ao redor do mundo. No Brasil, Brasília será um dos centros dessa mobilização por meio do hub do Ministério da Saúde, com expectativa de reunir até 120 participantes presenciais. O país também contará com hubs em Natal (LAIS/UFRN) e São Paulo (InovaHC/USP).

Leia Também:  Pará tem sete médicos especialistas em atividade e recebe mais quatro profissionais

Futuro das soluções e conexões globais

As equipes vencedoras de cada hub local avançam para o Venture Incubation Program, um programa global de incubação com duração de oito semanas. A iniciativa inclui duas fases de Bootcamp, destinadas ao aperfeiçoamento dos pitches e ao fortalecimento dos conceitos inovadores dos projetos. Após o Bootcamp I, um painel do HSIL selecionará as 20 melhores equipes globais, que seguirão para o Bootcamp II com mentorias mais aprofundadas.

Na etapa seguinte, chamada Venture Building Immersion, as 10 equipes mais promissoras participam de quatro semanas de seminários especializados, workshops interativos e mentorias individualizadas para estruturar seus empreendimentos. O programa será encerrado com um Demo Day Global, evento em que as equipes apresentarão seus projetos a investidores, empresas de capital de risco e líderes da indústria, com o objetivo de obter financiamento e estabelecer parcerias.

Mais informações no Guia Oficial do Participante.

Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Pesquisa Nacional de Saúde Mental realiza coleta de dados em 197 municípios

Publicados

em

A primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil) está na etapa de coleta de dados em campo e já realizou atividades em 197 municípios de 26 unidades federativas. Ao todo, foram alcançados 619 setores censitários em diferentes regiões do país. O levantamento reúne informações sobre as condições de saúde mental da população adulta, fatores associados ao sofrimento psíquico, desigualdades sociais e acesso aos serviços de cuidado.

Até 28 de agosto, foram realizadas 1.011 entrevistas completas, segundo a equipe técnica responsável pelo estudo. O plano amostral prevê a abordagem de 1.626 setores censitários e 16.260 domicílios, com expectativa de aproximadamente 10 mil entrevistas válidas ao final da coleta. A pesquisa considera a população com 18 anos ou mais, tendo como referência, para a definição da população e do desenho amostral, os parâmetros adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A seleção dos participantes ocorre por amostragem probabilística, em etapas que envolvem municípios, setores censitários, domicílios e moradores.

A pesquisa é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), responsável pela execução técnico-científica do estudo. A coleta de dados iniciou em março de 2026.

Informações sobre saúde mental

A pesquisa investiga a ocorrência de transtornos mentais na população adulta e sua relação com diferentes condições sociais e econômicas. Entre os aspectos analisados estão experiências de violência, situações traumáticas, desigualdades sociais e vulnerabilidades econômicas.

Leia Também:  Ministério da Saúde apresenta resultados preliminares de pesquisas sobre o Programa Mais Médicos

O levantamento também busca identificar barreiras relacionadas ao acesso aos serviços de saúde mental. As informações produzidas poderão subsidiar análises sobre as necessidades de cuidado da população e contribuir para o planejamento e o monitoramento de ações de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os dados poderão ainda apoiar o acompanhamento de indicadores de saúde mental e a organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), considerando as características e necessidades identificadas na população brasileira.

Segundo Letícia Cardoso, diretora de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, os dados da pesquisa poderão ampliar o conhecimento sobre a situação de saúde mental no país e contribuir para o planejamento das ações de cuidado.

“A pesquisa também poderá servir como linha de base para o acompanhamento de indicadores de saúde mental ao longo do tempo, contribuindo para a organização da rede de cuidado e para as estratégias de vigilância em saúde mental no país”, afirma.

Coleta de dados

A coleta é realizada por equipes que visitam os domicílios selecionados pela amostra. Entre os desafios identificados durante o trabalho de campo estão a recusa de participação e a necessidade de esclarecer dúvidas sobre a pesquisa.

Leia Também:  Governo do Brasil entrega pacote de saúde para a BA: ambulâncias, unidades odontológicas móveis e equipamentos beneficiarão 11 milhões de pessoas

Parte dos moradores abordados relata desconhecer o levantamento e busca confirmar a legitimidade da atividade antes de responder à entrevista. A preocupação em fornecer informações pessoais a entrevistadores também pode estar relacionada ao contexto de golpes e fraudes. Os pesquisadores observam ainda que o estigma associado aos temas de saúde mental pode influenciar a disposição de algumas pessoas em conversar sobre suas experiências.

Durante a abordagem, os moradores recebem informações sobre a pesquisa e sobre a atividade realizada pelas equipes. O reconhecimento do levantamento por serviços de saúde, gestores locais, lideranças comunitárias e meios de comunicação pode contribuir para esclarecer dúvidas sobre a coleta realizada nos municípios selecionados.

Análise dos dados

Após a conclusão da coleta de dados, as informações serão submetidas a procedimentos de consistência, ponderação amostral e análise estatística.

 A pesquisa pretende produzir informações nacionais que permitam analisar diferentes aspectos da saúde mental da população adulta, incluindo a ocorrência de transtornos mentais, fatores associados ao sofrimento psíquico, condições sociais e econômicas e acesso ao cuidado.

João Moraes
Mistério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA