SAÚDE
Ministério da Saúde fortalece preparação do SUS para desastres e emergências
SAÚDE
O Ministério da Saúde realizou, ao longo de 2025, uma série de oficinas do Programa Nacional de Vigilância dos Riscos Associados a Desastres (Vigidesastres) em seis estados brasileiros: Roraima, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Amapá. A iniciativa integra a estratégia nacional de fortalecimento da capacidade de preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante de emergências sanitárias decorrentes de desastres naturais ou tecnológicos.
As atividades foram estruturadas a partir de avaliações multirriscos, que orientaram a formulação de ações adaptadas às particularidades de cada território. Participaram gestores e profissionais das secretarias estaduais de saúde, envolvidos em momentos de formação teórica e prática voltados ao aprimoramento da vigilância, mitigação e resposta em situações de crise.
Segundo a coordenadora-geral de Preparação para as Emergências em Saúde Pública do MS, Taynná Vernalha Rocha, “o processo representa um marco institucional, ao fortalecer a cultura de reconhecimento dos desastres como emergências em saúde pública, qualificar profissionais e aprimorar a capacidade de proteção da população em situações de risco”.
Os estados contemplados desenvolveram planos de contingência e matrizes de responsabilidade adequados às realidades locais, que foram avaliados pelos instrutores das aulas como resultados decorrentes da formação. Entre os avanços mais relevantes, destacam-se a definição de indicadores integrados para monitoramento de riscos e impactos na saúde, além da execução de ações práticas e estratégicas nos territórios.
As oficinas também contribuíram para ampliar a integração entre áreas técnicas e setores governamentais, consolidando uma rede de vigilância mais robusta e preparada para antever cenários críticos.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde abre inscrições para observatório de boas práticas de equidade no SUS
Uma iniciativa dedicada à troca de experiências dos profissionais de saúde, com foco em fortalecer a equidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é objetivo do Observatório de Boas Práticas de Equidade, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (1º). As inscrições para a divulgação das iniciativas de já estão abertas e seguem até 20 de maio.
O observatório possibilitará a análise e a divulgação de projetos de gestão do cuidado já realizados em diferentes localidades. A ideia é que as trabalhadoras e os trabalhadores compartilhem seus conhecimentos produzidos na prática profissional do dia a dia e, assim, contribuam para a melhoria do atendimento e da organização dos serviços.
Para a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, esse espaço valoriza as iniciativas dos profissionais e incentiva o compartilhamento de saberes. “O observatório vai revelar as inovações da atenção primária que acontecem no cotidiano dos serviços. O papel do Ministério da Saúde é justamente dar visibilidade a essas experiências e criar condições para que elas ganhem escala, contribuindo para um SUS mais resolutivo e equitativo”, detalha.
As experiências selecionadas terão seus relatos disponibilizados no site “APS nos territórios”, além de compor uma publicação institucional do Ministério da Saúde.
Eixos temáticos
As iniciativas inscritas, além de apresentarem soluções relevantes para o SUS, deverão estar obrigatoriamente vinculadas a um dos três eixos temáticos seguintes: equidade e acesso; cuidado integral e saúde mental; e participação social.
O primeiro abarcará ações e estratégias para diminuir desigualdades em saúde e superar barreiras geográficas, institucionais e sociais no acesso da população ao cuidado. Já o segundo terá ações intersetoriais de cuidado e acolhimento e de atenção em saúde mental com ênfase para populações em situação de vulnerabilidade. O terceiro reunirá iniciativas de fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e o território.
Quem pode se inscrever
Todos os profissionais de saúde da atenção primária que trabalham em espaços de saúde cadastrados e ativos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) poderão participar. As propostas, que devem ser inovadoras e originais, precisam estar adequadas às diretrizes do SUS.
Confira os profissionais que atuam em equipes e serviços da atenção primária à saúde que podem participar:
- equipes de Saúde da Família (eSF);
- equipes Multiprofissional (eMulti);
- equipes de Consultório na Rua (eCR);
- equipes de Atenção Primária Prisional (eAPP);
- equipes de Saúde da Família que atuam com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas;
- equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR) ou eSF vinculadas às Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF);
- equipes de Saúde da Família que atuam em território quilombola;
- equipes de Saúde Bucal (eSB);
- equipes que atuam nas Unidades Odontológicas Móveis (UOM);
- Centros de Especialidades Odontológicas (CEO*);
- Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD*);
- Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb*).
*Nos casos de experiências realizadas nos CEO, LRPD e Sesb, as inscrições devem ser realizadas por pelo menos um dos profissionais que atuam nesses estabelecimentos.
Acesse a página de inscrição do Observatório de Boas Práticas de Equidade na APS
Acesse também o passo a passo para a inscrição.
Acesse o cronograma completo, critérios de análise e outros detalhes nas orientações.
Agnez Pietsch
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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