CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Ministério da Saúde fortalece Rede Nacional de Saúde Mental, Arte, Cultura e Economia Solidária da RAPS

Publicados

SAÚDE

O Ministério da Saúde (MS) está consolidando a Rede Nacional de Saúde Mental, Arte, Cultura e Economia Solidária, uma iniciativa estratégica que amplia o alcance da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e fortalece o princípio do cuidar em liberdade no Sistema Único de Saúde (SUS).

A rede integra ações de reabilitação psicossocial, geração de trabalho e renda e promoção cultural, reafirmando o compromisso do governo federal com uma política pública inclusiva, humanizada e antimanicomial, que reconhece a arte, o trabalho e a cultura como dimensões fundamentais do cuidado e da cidadania.

A proposta do Ministério da Saúde é valorizar experiências que unem trabalho, arte, produção cultural e economia solidária, reconhecendo o papel central dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e de outros dispositivos da RAPS na construção de práticas emancipatórias e coletivas, capazes de promover autonomia, protagonismo e inclusão social das pessoas em sofrimento mental.

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é formada por um conjunto articulado de serviços que garantem atenção integral e comunitária às pessoas em sofrimento psíquico e àquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Esses serviços incluem Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), Unidades de Acolhimento (UA), Programa de Volta para Casa (PVC), atenção básica, hospitais gerais, SAMU, UPAs, consultórios na rua e centros de convivência e cultura.

Leia Também:  Ministério da Saúde descontinua temporariamente estratégia atual de vacinação do Butantan contra dengue

Fundamentada em valores como respeito aos direitos humanos, equidade, combate ao estigma e à exclusão, a RAPS busca garantir o cuidado integral, a humanização e a redução de danos, princípios que sustentam as políticas de saúde mental do país.

Ao incorporar o eixo da economia solidária, da arte e da cultura, o Ministério da Saúde amplia o sentido da reabilitação psicossocial, estimulando práticas de autonomia e participação social. Essa integração estimula o trabalho coletivo, a autogestão e a geração de renda solidária, fortalecendo a inclusão produtiva e o protagonismo das pessoas acompanhadas pela rede pública de saúde mental.

Encontro nacional marca nova etapa de construção da Rede

Em novembro, o Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (DESMAD) do MS, em parceria com a Fiocruz Brasília, realizou um encontro online de boas-vindas e apoio à construção da Rede Nacional de Saúde Mental, Arte, Cultura e Economia Solidária da RAPS.

O evento reuniu gestores, trabalhadores, usuários dos serviços e representantes de todo o país, com o propósito de fortalecer ações integradas e estabelecer diretrizes conjuntas para o campo da saúde mental e da inclusão produtiva.

Leia Também:  Ministro da Saúde lança Super Centro para Diagnóstico de Câncer com laudos cinco vezes mais rápidos no SUS

O diretor do DESMAD, Marcelo Kimati, representou o Ministério da Saúde e ressaltou a importância da iniciativa para o fortalecimento da Política Nacional de Saúde Mental. Para ele, a economia solidária, a arte e a cultura formam um eixo estratégico capaz de ampliar as possibilidades de reinserção social, autonomia e liberdade das pessoas em sofrimento mental.

“Esta política precisa ser construída a várias mãos. A saúde mental é intersetorial e dialoga diretamente com a cultura, com o cotidiano e com as desigualdades estruturais do país. A geração de renda e a economia solidária são caminhos potentes para a inclusão e para a democracia”, afirmou.

Kathlen Amado
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Brasil atinge metas para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicita certificação à OPAS/OMS

Publicados

em

O Brasil atingiu, por dois anos consecutivos, os critérios internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública. Nesse período, menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus, resultado que atende ao parâmetro internacional estabelecido para a certificação. Nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o país entregará à OPAS/OMS o dossiê com as evidências que embasam o pedido de certificação. 

“O dia de hoje é muito importante para uma luta que travamos há décadas contra as hepatites virais. Hoje estamos entregando formalmente ao diretor da OPAS e ao diretor-geral da OMS o relatório do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde brasileiro que demonstra, com base no nosso monitoramento, que o Brasil alcançou as metas para eliminação da transmissão vertical da hepatite B”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Um dos principais indicadores é a prevalência de infecção ativa pelo vírus em crianças de até 5 anos, identificada pelo exame HBsAg. Para a eliminação da transmissão como problema de saúde pública, esse índice deve ser inferior a 0,1%. Essa meta considera o último ano completo de dados, 2025, quando a prevalência estimada foi de 0,0111% — abaixo do limite de 0,1% estabelecido para a eliminação. A modelagem matemática atualizada em 2026 também confirma que o país atende a esse critério. 

Outro indicador é a cobertura de pré-natal, que deve ser igual ou superior a 95%. No Brasil, mais de 98% das gestantes realizaram acompanhamento pré-natal em 2024 e 2025. Os resultados refletem medidas de cuidado ofertadas no SUS durante a gestação e após o nascimento. 

Segundo critérios da OPAS/OMS, as metas de cobertura vacinal precisam ser mantidas por pelo menos dois anos consecutivos. A vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou cobertura de 97% em 2024 e 100% em 2025, acima do mínimo de 90% estabelecido. Na infância, a proteção é ampliada com a vacina pentavalente, administrada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. A cobertura da terceira dose foi de 90,4% em 2024 e de 88,7% em 2025, dado ainda preliminar que deve superar a meta. 

Leia Também:  Ministro da Saúde lança Super Centro para Diagnóstico de Câncer com laudos cinco vezes mais rápidos no SUS

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B faz parte de uma estratégia internacional de enfrentamento às infecções. Após receber, em dezembro de 2025, a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV, o Brasil assumiu o compromisso de, até 2030, eliminar como problemas de saúde pública as demais quatro infecções de transmissão vertical: hepatite B, sífilis, doença de Chagas e HTLV, consolidando o país como referência mundial na prevenção dessas doenças. 

A elaboração do dossiê brasileiro foi concluída em julho de 2026. Com a entrega, o pedido será submetido à avaliação interna da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à revisão de um comitê externo de especialistas e, posteriormente, à análise do Comitê Global de Validação da OMS. 

Como o Brasil chegou a esses resultados 

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B resulta de uma rede de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento no SUS. A testagem para hepatite B é realizada durante o pré-natal, com testagem na maternidade para gestantes que não fizeram o exame. Quando necessário, o SUS oferece tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez. 

Após o nascimento, os bebês recebem a vacina contra a hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Filhos de mães com hepatite B também recebem imunoglobulina (HBIG) no mesmo período. A combinação das duas medidas evita cerca de 99% das infecções perinatais. 

Desde 2016, 100% das doações de sangue realizadas no SUS são testadas para hepatite B por meio de testagem molecular (NAT), tecnologia desenvolvida pela Fiocruz. 

Em 2024, a notificação obrigatória foi ampliada para casos de hepatite B em gestantes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical, permitindo o acompanhamento dos casos e a adoção das medidas necessárias. 

A prevenção e o cuidado também incluem vacinação, testes rápidos, tratamento e capacitação de profissionais de saúde. As medidas são ofertadas em diferentes contextos, incluindo áreas remotas e populações em situação de maior vulnerabilidade. 

Leia Também:  Ministério da Saúde anuncia construção de maternidade em município do Paraíba com R$ 103 milhões do Novo PAC

Novo boletim aponta avanços no cenário epidemiológico 

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou redução no número de casos e óbitos por hepatites virais, segundo dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026. 

Entre 2015 e 2025, os casos de hepatite B diminuíram 25,5%, de 14,8 mil para 11 mil registros. Na hepatite C, a redução foi de 34%, de 25,8 mil para 17 mil casos. Já os registros de hepatite D caíram 57,9%, de 202 para 85 notificações. 

No mesmo período, o número de óbitos por hepatite B caiu 31,9%, de 451 para 307 mortes. Na hepatite C, a redução foi de 61,5%, de 2.028 para 780 óbitos. 

Prevenção e tratamento 

O SUS oferece vacinação contra as hepatites A e B e tratamento para as hepatites B e C. A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população, com vacinação iniciada ao nascer e continuidade conforme o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto também podem receber a vacina. 

A vacina contra a hepatite A faz parte do calendário infantil e é aplicada em dose única aos 15 meses. Também é indicada para pessoas com condições específicas, como doenças crônicas do fígado, hepatites B ou C, coagulopatias, pessoas vivendo com HIV, em uso de PrEP, imunodeprimidas e candidatas ou submetidas a transplante, entre outras situações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde. 

Para a hepatite C, o SUS oferece antivirais de ação direta (DAA) para adultos e crianças a partir de 3 anos. O tratamento apresenta taxas de cura superiores a 95%. 

Para a hepatite B, o SUS oferece tratamento contínuo às pessoas com indicação clínica, reduzindo o risco de progressão da doença e de complicações, como cirrose e câncer de fígado. 

Deborah Novais 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA