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Ministério da Saúde inicia Pesquisa Nacional de Saúde Mental para mapear a realidade da população adulta

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O Brasil dá um passo inédito na produção de informações estratégicas para o fortalecimento das políticas públicas em saúde mental com a realização da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil). Trata-se do primeiro grande estudo de base populacional voltado especificamente para conhecer a situação da saúde mental de pessoas com 18 anos ou mais em todo o território nacional. A fase piloto da pesquisa foi iniciada pelo Ministério da Saúde (MS) nesta segunda-feira (12) e ocorrerá em oito municípios.

A iniciativa tem como objetivo estimar a prevalência de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, uso de álcool e outras drogas, além de comportamentos relacionados ao suicídio. Os dados permitirão compreender como esses agravos se distribuem conforme sexo, idade, escolaridade, renda e região do país, bem como identificar fatores de risco e de proteção associados às condições de vida, experiências de violência, discriminação e adversidades na infância.

Além disso, a PNSM-Brasil permitirá uma avaliação do acesso e do uso dos serviços de saúde, como quantas pessoas buscam atendimento, quais tipos de cuidado recebem e quais barreiras enfrentam para acessar o tratamento. Desta forma, será possível contribuir diretamente para o planejamento, aprimoramento, ações de prevenção e promoção da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Serão realizadas entrevistas presenciais em domicílios, com amostra probabilística representativa da população adulta brasileira. Em cada localidade selecionada, apenas uma pessoa será sorteada para participar. Essa fase da pesquisa será guiada por uma ferramenta padronizada internacionalmente e terá duração média de 60 minutos, conduzida por entrevistadores capacitados e apoio de questionário eletrônico aplicado em tablets ou notebooks.

A fase piloto, iniciada na segunda semana de janeiro de 2026, é fundamental para assegurar a padronização dos procedimentos, a qualidade das entrevistas e o acolhimento adequado dos participantes. Os entrevistadores estão em processo de treinamento que abrange o uso do questionário eletrônico, as orientações de abordagem domiciliar, os cuidados éticos no manejo de temas sensíveis relacionados ao sofrimento psíquico, uso de substâncias e ideações suicidas.

O trabalho terá início em municípios dos estados do Amazonas, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, incluindo cidades como Manaus, Sobral, Jundiaí, São Paulo (capital), Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Campo Grande e Brasília. A participação na pesquisa é voluntária e ocorre somente após o consentimento livre e esclarecido das pessoas abordadas. Todas as informações coletadas são sigilosas, registradas em sistema seguro e analisadas de forma agregada, sem identificação individual, em conformidade com as normas éticas vigentes e com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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No Ministério da Saúde, a pesquisa é organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Segundo a diretora do DAENT, Letícia de Oliveira Cardoso, a pesquisa é uma oportunidade de contribuição direta dos brasileiros à saúde pública. “Ao participar da PNSM, a população contribui para dar visibilidade à realidade da saúde mental no Brasil, reduzir estigmas e fortalecer o SUS com informações qualificadas para ampliar e qualificar o cuidado”, explicou.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde alinha atendimento a indígenas no Cosems de Mato Grosso

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Representantes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde foram recebidos em Mato Grosso, nesta semana, para alinhamentos acerca do atendimento de saúde aos povos indígenas aldeados no estado. A secretaria esteve em Cuiabá, na terça-feira (29), a convite do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Mato Grosso (Cosems/MT) e da Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso (SES/MT). Neste mês, a Sesai já participou de agenda similar em Santa Catarina.

A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, explica que as agendas integram uma série de encontros interfederativos para alinhamentos técnicos entre as organizações, que visa aprimorar o atendimento às populações indígenas em todos os estados. “Estamos nesse processo de alinhar, com as secretarias de saúde municipais e estaduais, as tratativas e atribuições de cada um no atendimento de saúde aos povos indígenas aldeados nas respectivas localidades”, afirma.

“Em Cuiabá, nos reunimos com representantes dos seis Distritos Sanitários Especiais Indígenas que fazem a cobertura no estado do Mato Grosso, sendo um deles na fronteira com Rondônia, que é o Dsei Vilhena. Então é um momento de compartilhamento de experiências, expectativas e construção desse trabalho coletivo que ajustamos continuamente, conforme as necessidades das populações atendidas”, reforça a secretária.

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A Sesai reforça que a atenção à saúde indígena requer articulação permanente, escuta dos territórios e clareza quanto às responsabilidades de cada instituição. Nesse contexto, a aproximação entre municípios, estados, Cosems e o governo federal fortalece o diálogo interfederativo, amplia a capacidade de identificar desafios e favorece a construção conjunta de estratégias que considerem particularidades de cada território. 

Nos encontros, a Sesai orienta sobre atribuições, fluxos de tratamento fora do domicílio (TFD), organização da Atenção Primária de Saúde (APS), além de apresentar incentivos e financiamento da saúde indígena para os municípios.

Agenda em Mato Grosso 

Organizada pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Cuiabá, a agenda reuniu também representantes da Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso e dos sete Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) no estado e fronteira com o estado de Rondônia. São eles: Dsei Cuiabá, Dsei Xavante, Dsei Xingu, Dsei Araguaia, Dsei Kaiapó do Mato Grosso, Dsei Porto Velho e Dsei Vilhena, que fica em Rondônia e atende parte da população indígena aldeada na região de fronteira entre os dois estados. 

Da Sesai, a comitiva participante foi formada pela secretária Lucinha Tremembé, pela secretária adjunta, Putira Sacuena, pelo diretor de Atenção Primária à Saúde Indígena, Idjarrury Sompré, e pelo coordenador de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena, Leandro Nepomuceno. 

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Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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