SAÚDE
Abrascão 2025 destaca papel estratégico do SUS, afirma Adriano Massuda
SAÚDE
A abertura do Congresso de Saúde Coletiva 2025 (Abrascão) aconteceu neste sábado (29), às 18h30, em Brasília. A cerimônia reuniu pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e representantes de entidades científicas em um evento marcado por apresentações culturais, homenagens e debates sobre os desafios atuais da saúde pública.
Um dos pontos altos da noite foi a conferência magna do secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, que apresentou uma análise sobre o momento vivido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre os rumos necessários para seu fortalecimento.
Durante sua fala, Massuda destacou que o Brasil vive uma encruzilhada histórica em relação às políticas públicas de saúde. Para ele, o fortalecimento do SUS deve ser entendido como elemento estratégico para o desenvolvimento nacional, não apenas como um conjunto de serviços, mas como projeto civilizatório.
Segundo o conferencista, “o Brasil precisa reafirmar o SUS como projeto de país, baseado na equidade, na solidariedade e na garantia de direitos”. Massuda reforçou que os avanços conquistados desde a redemocratização mostram a potência do sistema, mas alertou para riscos de retrocesso caso não haja investimento contínuo, coordenação nacional e valorização da ciência.
O secretário executivo também ressaltou a importância da pesquisa científica nas decisões em saúde. Ele afirmou que “nenhuma política de saúde pública se sustenta sem base científica sólida e sem capacidade de gestão”, apontando que crises recentes, como a pandemia, que evidenciaram tanto o potencial quanto as fragilidades das estruturas públicas brasileiras. Para ele, um dos principais desafios é fortalecer a articulação entre universidades, serviços de saúde e governos: “Produzimos conhecimento de alto nível, mas ainda precisamos convertê-lo em políticas efetivas, capazes de impactar a vida das pessoas”.
Massuda reforçou ainda, que a desigualdade social é o maior determinante das iniquidades em saúde no Brasil. Ele destacou que o Brasil tem investido em políticas intersetoriais que enfrentem pobreza, racismo estrutural e desigualdade regional, fatores que, segundo ele, “se traduzem diretamente em adoecimento e morte evitável”.
Programação
O Congresso segue até dia 03 de dezembro, com mesas-redondas, sessões científicas, lançamentos de livros e debates que abordam temas como financiamento do SUS, inovação em saúde pública, vigilância epidemiológica, educação permanente e participação social. O Ministério da Saúde é organizador de cerca de 40 atividades e convidado em outras 40.
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde realiza segunda edição do Dia B – Dia da Saúde Bucal, nesta sexta-feira (29)
O Ministério da Saúde realiza em todo o Brasil, nesta sexta-feira (29), a segunda edição do Dia B – Dia da Saúde Bucal, uma grande mobilização nacional voltada à promoção, prevenção e ampliação do acesso ao cuidado em saúde bucal no Sistema Único de Saúde (SUS). Coordenada no âmbito do programa Brasil Sorridente, a ação reúne equipes de saúde bucal, gestores, escolas, universidades e comunidades em todo o país para fortalecer o enfrentamento da cárie dentária, especialmente entre crianças.
A iniciativa tem como eixo principal a Odontologia de Mínima Intervenção (OMI), uma estratégia baseada em evidências científicas que prioriza abordagens mais humanizadas e acessíveis no cuidado odontológico. Entre as principais técnicas utilizadas está o Tratamento Restaurador Atraumático (ART), procedimento que permite tratar a cárie sem motor, sem dor e, na maioria das vezes, sem anestesia.
Além de preservar a estrutura dentária, o ART amplia o acesso ao atendimento em territórios vulneráveis e contribui para reduzir o medo do cuidado odontológico, principalmente entre o público infantil. O foco na infância é estratégico: o cuidado precoce evita dor, complicações futuras e reduz a necessidade de tratamentos mais complexos na vida adulta.
Mais do que tratar dentes, o Dia B reafirma a saúde bucal como parte essencial do cuidado integral, da dignidade e da qualidade de vida da população brasileira. A mobilização também fortalece a integração entre saúde e educação por meio da articulação com o Programa Saúde na Escola (PSE), permitindo que ações preventivas e de promoção da saúde cheguem diretamente às crianças no ambiente escolar.
A expectativa é de que milhares de municípios participem da ação em todo o país, promovendo atendimentos, escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor, atividades educativas e ações coletivas de prevenção. Além das escolas, as ações do Dia B serão realizadas em diferentes locais, a depender do município. Para saber mais sobre os locais de realização e atividades de cada local, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa.
Para o coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan, o Dia B é um evento importante para ampliar o acesso da população às ações de saúde bucal. “O Dia B do Brasil Sorridente tem mobilizado municípios de todo o país em defesa da valorização da saúde bucal e da ampliação do acesso para nossa população. Vamos unir esforços e fazer desse dia mais uma grande demonstração do compromisso do SUS com o cuidado, a prevenção e a promoção da saúde”, afirma o coordenador-geral de Saúde Bucal.
Acesso e promoção da saúde
A primeira edição do Dia B – Dia da Saúde Bucal foi realizada no dia 20 de março de 2026 em mais de 3.800 municípios, além da participação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), e se consolidou como uma das maiores mobilizações já realizadas no SUS na área da saúde bucal.
Durante a semana da mobilização, foram realizados 76.759 Tratamentos Restauradores Atraumáticos (ART) e 116.799 procedimentos preventivos. Além disso, mais de 300 mil crianças foram atendidas em todo o país.
Com a segunda edição do Dia B, o Ministério da Saúde reforça o compromisso do Brasil Sorridente com a ampliação do acesso ao cuidado em saúde bucal, a redução das desigualdades e a consolidação de um modelo de atenção mais humanizado, resolutivo e sustentável no SUS.
Brasil Sorridente
Este ano, o Programa Brasil Sorridente completa 22 anos e está presente em 29 mil UBS em todo o país. A rede de cuidado ampliada conta com 1.190 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), 278 Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (SESB) e 3.805 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), além de 34.678 equipes de Saúde Bucal (eSB) presentes na Atenção Primária à Saúde (APS).
Em três anos, as transferências federais do Brasil Sorridente para municípios e estados passaram de R$ 1,5 bilhão em 2022 para R$ 4,1 bilhões em 2025. Somam-se também os investimentos realizados por meio do PAC Saúde para a ampliação física do programa por meio da distribuição de 928 Unidades Móveis Odontológicas (UOM), cujo orçamento gira em torno de R$ 350 milhões, mas com previsão de ampliação para 1.300 unidades a serem distribuídas até o fim do ano.
Conheça o Brasil Sorridente e veja como o SUS cuida da saúde bucal dos brasileiros
Priscila Viana
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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