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Ministério da Saúde reforça parceria público-privada para ampliar acesso ao SUS

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O secretário-executivo e ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, afirmou nesta quarta-feira (15), durante a abertura do Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp), em São Paulo, que a prioridade da pasta é implementar o programa Agora Tem Especialistas em todo o país. A iniciativa tem por objetivo ampliar o acesso da população a serviços especializados de saúde e diminui o tempo de espera para atendimento no SUS. 

“A prioridade que o governo do presidente Lula deu à saúde garantiu que, no ano passado, atingíssemos um recorde histórico no número de cirurgias eletivas realizadas no país: 14 milhões, um aumento de 40% em relação ao último ano do governo anterior”, afirmou Massuda. 

O ministro ressaltou o histórico de parcerias público-privadas, como o Programa Farmácia Popular e o Proadi-SUS (com hospitais filantrópicos de excelência), e classificou o programa Agora Tem Especialistas como a maior expressão dessas parcerias nos 35 anos de história do SUS. “O programa abre a perspectiva de um credenciamento universal de serviços e de criar uma moeda para o SUS, que é o pagamento de serviços por meio de tributos federais, antigos, na forma de dívida, ou futuros”, explicou. 

O Agora Tem Especialistas se estrutura em eixos principais: aproveitamento da capacidade instalada, uso de estruturas públicas e privadas já existentes e novos modelos de financiamento e credenciamento; envio de equipes volantes de especialistas, que atendem regiões com estrutura física, mas sem profissionais; e a utilização de unidades móveis, as chamadas carretas do SUS, voltadas especialmente à saúde da mulher, oferecendo exames preventivos e pequenos procedimentos em locais sem infraestrutura ou equipes fixas. 

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Massuda explicou que o programa contempla ações de formação e contratação de profissionais, incluindo a criação de 3 mil novas bolsas de residência médica e multiprofissional, e depende de um sistema de informação robusto para aprimorar a gestão e a eficiência na aplicação dos recursos. Ele ressaltou também a importância de aperfeiçoar o financiamento do SUS, lembrando que as emendas parlamentares já representam cerca de 12% do orçamento do Ministério da Saúde, o equivalente a R$ 240 bilhões, e defendeu a criação de regras mais claras para garantir o uso estratégico desses valores.  

“O Ministério da Saúde projeta um futuro baseado na ampliação do acesso, no fortalecimento da atenção primária, na digitalização e integração dos sistemas, na redução das desigualdades regionais e na modernização da gestão, com foco em eficiência, equidade e sustentabilidade do SUS”, destacou. 

FIIS-Saúde

Durante a abertura do evento, o ministro reforçou o lançamento do Fundo de Investimentos em Infraestrutura de Saúde (FIIS-Saúde), criado pelo governo federal para ampliar e modernizar a rede pública de saúde e educação. O programa disponibilizará R$ 20 bilhões em crédito subsidiado para financiar obras, aquisição de equipamentos e veículos. 

Operado pelo BNDES, o FIIS-Saúde oferece juros reduzidos e carência de dois anos para governos estaduais e municipais, além de contemplar o setor privado que atua em parceria com o SUS. “São recursos destinados à construção e à compra de equipamentos, que vão impulsionar a modernização da nossa capacidade tecnológica”, explicou Massuda. O período de inscrições já está aberto e segue até 7 de novembro de 2025.  

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Participação do Ministério da Saúde no Conahp 

Outros representantes do Ministério da Saúde também estão presentes em diferentes painéis ao longo do evento, abordando temas como políticas de inovação e incorporação de terapias celulares e genéticas, formação médica e o uso do Acordo de Compartilhamento de Riscos (ACR) para terapias gênicas no SUS.  

Conahp 

O Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp) é um dos principais eventos do setor de saúde no Brasil. Organizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), o congresso reúne gestores, profissionais, autoridades e especialistas para discutir os desafios e inovações na gestão hospitalar e na assistência à saúde. 

A programação aborda temas como sustentabilidade, tecnologia, qualidade assistencial, políticas públicas e regulação, funcionando como um espaço de troca de experiências, networking e divulgação de iniciativas. Reconhecido como um dos maiores fóruns de debate da saúde privada no país, o Conahp tem como objetivo fortalecer a integração entre os diferentes atores do sistema de saúde e promover o desenvolvimento de práticas mais eficientes e sustentáveis. 

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Brasil atinge metas para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicita certificação à OPAS/OMS

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O Brasil atingiu, por dois anos consecutivos, os critérios internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública. Nesse período, menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus, resultado que atende ao parâmetro internacional estabelecido para a certificação. Nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o país entregará à OPAS/OMS o dossiê com as evidências que embasam o pedido de certificação. 

“O dia de hoje é muito importante para uma luta que travamos há décadas contra as hepatites virais. Hoje estamos entregando formalmente ao diretor da OPAS e ao diretor-geral da OMS o relatório do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde brasileiro que demonstra, com base no nosso monitoramento, que o Brasil alcançou as metas para eliminação da transmissão vertical da hepatite B”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Um dos principais indicadores é a prevalência de infecção ativa pelo vírus em crianças de até 5 anos, identificada pelo exame HBsAg. Para a eliminação da transmissão como problema de saúde pública, esse índice deve ser inferior a 0,1%. Essa meta considera o último ano completo de dados, 2025, quando a prevalência estimada foi de 0,0111% — abaixo do limite de 0,1% estabelecido para a eliminação. A modelagem matemática atualizada em 2026 também confirma que o país atende a esse critério. 

Outro indicador é a cobertura de pré-natal, que deve ser igual ou superior a 95%. No Brasil, mais de 98% das gestantes realizaram acompanhamento pré-natal em 2024 e 2025. Os resultados refletem medidas de cuidado ofertadas no SUS durante a gestação e após o nascimento. 

Segundo critérios da OPAS/OMS, as metas de cobertura vacinal precisam ser mantidas por pelo menos dois anos consecutivos. A vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou cobertura de 97% em 2024 e 100% em 2025, acima do mínimo de 90% estabelecido. Na infância, a proteção é ampliada com a vacina pentavalente, administrada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. A cobertura da terceira dose foi de 90,4% em 2024 e de 88,7% em 2025, dado ainda preliminar que deve superar a meta. 

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A eliminação da transmissão vertical da hepatite B faz parte de uma estratégia internacional de enfrentamento às infecções. Após receber, em dezembro de 2025, a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV, o Brasil assumiu o compromisso de, até 2030, eliminar como problemas de saúde pública as demais quatro infecções de transmissão vertical: hepatite B, sífilis, doença de Chagas e HTLV, consolidando o país como referência mundial na prevenção dessas doenças. 

A elaboração do dossiê brasileiro foi concluída em julho de 2026. Com a entrega, o pedido será submetido à avaliação interna da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à revisão de um comitê externo de especialistas e, posteriormente, à análise do Comitê Global de Validação da OMS. 

Como o Brasil chegou a esses resultados 

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B resulta de uma rede de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento no SUS. A testagem para hepatite B é realizada durante o pré-natal, com testagem na maternidade para gestantes que não fizeram o exame. Quando necessário, o SUS oferece tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez. 

Após o nascimento, os bebês recebem a vacina contra a hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Filhos de mães com hepatite B também recebem imunoglobulina (HBIG) no mesmo período. A combinação das duas medidas evita cerca de 99% das infecções perinatais. 

Desde 2016, 100% das doações de sangue realizadas no SUS são testadas para hepatite B por meio de testagem molecular (NAT), tecnologia desenvolvida pela Fiocruz. 

Em 2024, a notificação obrigatória foi ampliada para casos de hepatite B em gestantes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical, permitindo o acompanhamento dos casos e a adoção das medidas necessárias. 

A prevenção e o cuidado também incluem vacinação, testes rápidos, tratamento e capacitação de profissionais de saúde. As medidas são ofertadas em diferentes contextos, incluindo áreas remotas e populações em situação de maior vulnerabilidade. 

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Novo boletim aponta avanços no cenário epidemiológico 

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou redução no número de casos e óbitos por hepatites virais, segundo dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026. 

Entre 2015 e 2025, os casos de hepatite B diminuíram 25,5%, de 14,8 mil para 11 mil registros. Na hepatite C, a redução foi de 34%, de 25,8 mil para 17 mil casos. Já os registros de hepatite D caíram 57,9%, de 202 para 85 notificações. 

No mesmo período, o número de óbitos por hepatite B caiu 31,9%, de 451 para 307 mortes. Na hepatite C, a redução foi de 61,5%, de 2.028 para 780 óbitos. 

Prevenção e tratamento 

O SUS oferece vacinação contra as hepatites A e B e tratamento para as hepatites B e C. A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população, com vacinação iniciada ao nascer e continuidade conforme o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto também podem receber a vacina. 

A vacina contra a hepatite A faz parte do calendário infantil e é aplicada em dose única aos 15 meses. Também é indicada para pessoas com condições específicas, como doenças crônicas do fígado, hepatites B ou C, coagulopatias, pessoas vivendo com HIV, em uso de PrEP, imunodeprimidas e candidatas ou submetidas a transplante, entre outras situações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde. 

Para a hepatite C, o SUS oferece antivirais de ação direta (DAA) para adultos e crianças a partir de 3 anos. O tratamento apresenta taxas de cura superiores a 95%. 

Para a hepatite B, o SUS oferece tratamento contínuo às pessoas com indicação clínica, reduzindo o risco de progressão da doença e de complicações, como cirrose e câncer de fígado. 

Deborah Novais 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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