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Cemaden aumentará número de municípios monitorados para desastres para 2.095

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No segundo dia de mesas redondas da Casa da Ciência, o tema debatido foi Desastres Climáticos no Brasil e no Mundo, com um momento para conversas sobre os Sistemas de Alertas para Ameaças Múltiplas. A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Alvalá, afirmou que a meta é aumentar o número de municípios monitorados até 2026.

Segundo a especialista em meteorologia, atualmente a unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação acompanha 1.133 municípios do território nacional, com levantamento de informações de todas as áreas de riscos mapeadas, além de dados sobre a vulnerabilidade dos riscos de deslizamentos de terra. A área estudada abriga 60% dos brasileiros, “A meta é monitorar, até o final de 2026, 2.095 municípios, onde vivem 75% da população brasileira”, completou.

Além de Regina Alvalá, representaram o Cemaden na mesa redonda o coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento, José Marengo, e o pesquisador Victor Marchezini. Também participaram do debate a coordenadora-geral de Monitoramento Ambiental do Ministério da Defesa, Edileuza de Melo Nogueira, e o pesquisador e professor do Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Enner Alcântara.

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Criado em 2011, o Cemaden tem como função monitorar e emitir alertas de desastres naturais que subsidiem ações que salvam vidas e diminuam a vulnerabilidade social, ambiental e econômica decorrente desses eventos.

Ameaças múltiplas

Tema da mesa redonda, os Sistemas de Alerta Precoce para Múltiplos Riscos de Desastres (MHEWS, na sigla em inglês) e os Sistemas de Alerta Precoce (EWS, na sigla em inglês) são componentes importantes das estratégias de redução de risco de desastres. Eles auxiliam as comunidades na preparação e resposta a diversos riscos climáticos, fornecendo informações oportunas e precisas, permitindo que as pessoas evacuem ou tomem medidas de proteção antes que dos acontecimentos.

Segundo José Marengo, o aumento na frequência e intensidade dos extremos climáticos é uma das consequências do aquecimento global. “Quando falamos dos extremos meteorológicos ou climáticos, estamos falando da ameaça. O extremo climático não é o desastre. O extremo climático, combinado com a alta vulnerabilidade e a alta exposição, esse é o desastre”, afirmou.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), dos 32 países latino-americanos membros da organização, 16 estão atualmente fornecendo serviços climáticos em capacidades essenciais/plenas. “Evidências do uso eficaz dos alertas reduzem significantemente as taxas de mortalidade e o número de pessoas afetadas por desastres”, finalizou.

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Casa da Ciência

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paranaense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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