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Com tema Segurança Alimentar e mudanças climáticas, Prêmio Mercosul 2025 vai reconhecer trabalhos de pesquisa
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançam nesta sexta-feira (30) o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2025. A iniciativa tem como objetivo reconhecer e premiar pesquisadores dos países membros do bloco. O tema nesta edição é “Segurança Alimentar no Contexto das Mudanças Climáticas”. O prazo de inscrição inicia em 13 de junho.
O edital está sendo lançado simultaneamente na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A premiação é uma iniciativa da Reunião Especializada de Ciência e Tecnologia do Mercosul (RecyT) e dos organismos de ciência e tecnologia dos países-membros. No Brasil, é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
“É um prêmio que busca promover a integração entre os países por meio da difusão das realizações da ciência e busca a discussão por soluções de problemas comuns aos países. Nesse ano, o tema é a segurança alimentar no contexto das mudanças climáticas. O prêmio é uma forma de contribuir para a pesquisa científica desde o nível médio com a categoria iniciação científica até a pesquisa madura com o pesquisador sênior”, disse o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida.
“Nós sabemos que, em várias partes da América do Sul, o aquecimento global vai impactar fortemente na produção de alimentos. Por isso estamos lançando o Prêmio Mercosul sobre segurança alimentar no contexto das mudanças climáticas. Eu tenho absoluta certeza que a comunidade científica latino-americana saberá responder com propostas baseadas na ciência e novos cultivos resilientes”, afirma o presidente do CNPq, Ricardo Galvão.
Dentro do tema Segurança Alimentar no Contexto das Mudanças Climáticas, podem ser abordadas as seguintes linhas de pesquisa:
1. Resiliência dos Agricultores Familiares e Comunidades Tradicionais às mudanças climáticas. 2. Preservação da Biodiversidade Alimentar frente às mudanças climáticas.
3. Uso de Tecnologias da Informação incluindo Inteligência Artificial na Agricultura para enfrentamento às mudanças climáticas.
4. Monitoramento das Mudanças Climáticas e Transformação das Paisagens.
5. Exigibilidade do Direito Humano a Alimentação e Nutrição adequadas de populações vulnerabilizadas pelas mudanças climáticas.
6. Estratégias em Segurança Alimentar de Proteção e Defesa aos Desastres Naturais agravados pelas mudanças climáticas.
Podem concorrer pesquisadores em cinco categorias: Iniciação Científica, Estudante Universitário, Jovem Pesquisador, Pesquisador Sênior e Integração (grupos de pesquisa). Os prêmios variam entre R$ 20 mil e R$ 60 mil. Os vencedores também terão os trabalhos publicados em livro.
A divulgação do resultado está prevista para 30 de outubro. A íntegra do edital já está no site www.premiomercosul.cnpq.br
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

