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Conferência internacional sobre óptica e fotônica fortalece colaboração entre MCTI, academia e indústria

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A 7ª edição da Conferência Internacional de Óptica e Fotônica vai reunir cerca de 200 pesquisadores do Brics, estudantes e professores em São Pedro (SP), de 21 a 24 de setembro. Com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o encontro é organizado pela Sociedade Brasileira de Óptica e Fotônica (SBFoton) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Instrumentação). Para participar, é preciso fazer inscrição no site do evento.  

A conferência terá agendas paralelas (sessões técnicas) e compartilhadas (plenárias e eventos sociais). Entre as paralelas, está o 5º Encontro do Grupo de Trabalho dos Brics em Fotônica, sob organização e gestão da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) e da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (Assin), com apoio da SBFoton. 

MCTI reforça presença 

O MCTI trabalha para criar e nutrir um ambiente de colaboração entre indústria e academia, aliando competências em ciência, tecnologia e inovação, centrado na ética e na promoção do desenvolvimento sustentável. Em 2021, o MCTI instituiu a Iniciativa Brasileira de Fotônica (IBFoton) como principal programa estratégico para incentivo da fotônica no Brasil. O objetivo é criar, integrar e fortalecer as ações governamentais na área, com foco na promoção da inovação na indústria brasileira e no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social. 

Segundo o diretor de Programas de Inovação Setec, Osório Coelho, o evento representa uma posição estratégica para que o MCTI promova e difunda conhecimento científico. “A conferência constitui um espaço estratégico para o MCTI ao promover a convergência entre academia, setor produtivo e governo, em consonância com a lógica da hélice tripla. Esse arranjo estimula sua transformação em inovações de impacto econômico e social e orienta a formulação de políticas públicas em fotônica, considerada tecnologia habilitadora essencial para o avanço científico e tecnológico do País”. 

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Entre as principais ações e programas, estão o Sistema Nacional de Laboratórios de Fotônica (Sisfóton-MCTI), formado por um conjunto de laboratórios ou redes de laboratórios voltados à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à prestação de serviços, ao fomento ao empreendedorismo e à inovação. O Sisfóton-MCTI terá com um estande no evento, com materiais de exposição dos laboratórios vinculados. Além disso, representantes do sistema de laboratórios participarão do 4º Workshop de Fotônica e Empreendedorismo, no encerramento da conferência. 

Outro parceiro estratégico presente será a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. A Embrapii é uma organização social qualificada ligada ao MCTI que trabalha no apoio a instituições de pesquisa tecnológica e no fomento à inovação na indústria brasileira por meio de suas unidades credenciadas. Três unidades da empresa, baseadas na região de São Carlos (SP), participarão do evento, mostrando como a iniciativa ajuda a promover o desenvolvimento tecnológico.  

Eventos paralelos 

Além do 4º Workshop de Indústria e Empreendedorismo em Fotônica, a conferência contará com dois eventos paralelos estratégicos: o 5º Encontro do Grupo de Trabalho dos Brics em Fotônica e a Escola de Bioespectroscopia: Explorando Técnicas Espectroscópicas Avançadas para Diagnóstico. 

Ainda conforme o diretor, o encontro reforma a dimensão internacional da Conferência e da discussão científica. “A reunião amplia as possibilidades de cooperação em ciência, tecnologia e inovação entre países que compartilham desafios comuns. Para o MCTI, trata-se de uma oportunidade singular de consolidar parcerias intersetoriais, alinhar prioridades estratégicas e fomentar iniciativas capazes de gerar benefícios concretos à sociedade brasileira, ao mesmo tempo, em que projeta o protagonismo do Brasil no cenário global da fotônica e internacionaliza a pesquisa científica nacional”, finaliza Coelho. 

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O encontro pretende incentivar e apoiar iniciativas nessa área, promovendo o desenvolvimento e a implementação de programas conjuntos entre os países que formam o Brics. Esses projetos devem abordar desafios socioeconômicos globais e regionais comuns, com base na ciência, tecnologia e inovação. Além disso, vai planejar os próximos passos do grupo de trabalho. 

Já a Escola de Bioespectroscopia fornecerá uma visão abrangente dos últimos avanços em espectroscopia, com ênfase especial na análise de fluidos biológicos, como saliva, plasma e sangue. A iniciativa reúne especialistas de classe mundial, treinamento prático e percepções profundas sobre como as técnicas espectroscópicas estão revolucionando as análises na área.  

Mercado aquecido e aplicações amplas 

A fotônica, que consiste no estudo da luz e suas aplicações, abordando sua geração, emissão, detecção, transmissão, processamento, modulagem e amplificação, fornece tecnologias a um mercado aquecido.  

As tecnologias empregadas pela área da fotônica abordam desde produtos do dia a dia, como impressoras, televisores, controles remotos, displays e LEDs, até aplicações industriais e de pesquisa, como lasers, painéis fotovoltaicos, componentes ópticos, sensores, câmeras em geral, escâneres e impressoras 3D e diversos outros. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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CTI Renato Archer amplia rede de laboratórios abertos com nova estrutura de pesquisa

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Referência nacional em áreas como inteligência artificial, microeletrônica, nanotecnologia e inovação industrial, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou, nesta segunda-feira (18), o seu Laboratório Aberto de Caracterização de Materiais (LAmat). A apresentação do novo espaço que fortalece a infraestrutura científica e tecnológica do país contou com a presença da ministra do MCTI, Luciana Santos.

O LAmat passa a integrar o conjunto de laboratórios abertos do CTI Renato Archer e foi criado para apoiar pesquisas em materiais avançados, nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. A iniciativa recebeu cerca de R$ 5,2 milhões em investimentos da Finep e do MCTI para aquisição de equipamentos e adequação da infraestrutura. 

O laboratório permitirá análises químicas, ópticas, térmicas e eletrônicas de materiais e apoiará pesquisas em áreas estratégicas, como saúde avançada, tecnologias quânticas, convergência tecnológica e energia. Entre as aplicações previstas, estão estudos sobre células solares de alto rendimento, biossensores para doenças tropicais negligenciadas, dispositivos implantáveis e sensores para a agroindústria.  

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Durante a visita, a ministra destacou o papel do centro na conexão entre ciência, indústria e desenvolvimento nacional. “O Renato Archer nunca foi apenas um centro de pesquisa. Ele é uma ponte entre ciência e indústria, entre universidade e setor produtivo, entre conhecimento e desenvolvimento nacional”, afirmou. 

Luciana Santos também ressaltou os investimentos realizados pelo governo federal na unidade. Desde 2023, já foram assinados R$ 36,8 milhões em contratos com o CTI Renato Archer, além de uma nova encomenda tecnológica de R$ 10,1 milhões ainda em análise, por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).  

Laboratório aberto

 A diretora institucional do CTI Renato Archer, Juliana Kelmy Macário Barboza Daguano, destacou que o novo laboratório fortalece o modelo colaborativo adotado pela instituição.

“Os laboratórios abertos contribuem para o avanço científico e tecnológico por meio do acesso a recursos especializados, promovendo a colaboração entre academia, empresas e instituições públicas”, afirmou. 

Além do LAmat, o CTI Renato Archer mantém outros laboratórios abertos voltados à micro e nanofabricação, impressão 3D, integração de sistemas e imageamento em micro-nanoeletrônica, ampliando o acesso compartilhado à infraestrutura científica de alta complexidade. 

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Com mais de quatro décadas de atuação, o CTI Renato Archer tem papel importante no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil. A instituição participou de iniciativas como a construção da ICP-Brasil, sistema que sustenta a certificação digital no país, e contribuiu para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital. Além disso, atua em pesquisas voltadas à segurança cibernética, impressão 3D aplicada à saúde, biofabricação, robótica e inteligência artificial. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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