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Região Nordeste representa quase um terço dos estudantes do Impa Tech

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Estudantes da região Nordeste representam quase um terço das matrículas do Impa Tech, no Rio de Janeiro (RJ). O programa de graduação em matemática do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), conta hoje com 282 estudantes. Desse total, 79 vieram dos nove estados da região. 

O número só é menor que os 113 estudantes da região Sudeste. Os 41 alunos do Sul, 20 do Centro-Oeste e nove do Norte completam a lista. A gerente acadêmica da instituição, Nara Bobko, explica que o Impa Tech tem como objetivo buscar e manter talentos de todo o País. 

“Em nossos três processos seletivos, conseguimos aprovar alunos das cinco regiões do Brasil. No último processo, 29% dos estudantes aprovados são do Nordeste, ficando atrás apenas do Sudeste. Esses dados indicam que nossos esforços para atrair jovens talentosos estão surtindo efeito”, afirma.

O Impa Tech também mantém programas de apoio aos estudantes que vêm de fora do Rio de Janeiro. Os aprovados recebem alojamento estudantil, bolsa alimentação e auxílio financeiro. A viagem até a capital do estado também é custeada pelo Impa.

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 “O Impa Tech busca atrair jovens talentos de todo o Brasil. Além disso, custeamos o deslocamento dos estudantes de suas cidades de origem até o Rio de Janeiro e oferecemos auxílios que viabilizam sua permanência na cidade, como moradia e alimentação”, destaca Bobko.

A partir desta segunda-feira (16), o Impa Tech inicia as aulas da terceira turma do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação. A instituição foi inaugurada em 2024 e oferece a graduação de forma 100% gratuita. A seleção dos estudantes é feita a partir do desempenho em olimpíadas do conhecimento, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A graduação do Impa Tech dura quatro anos e oferece quatro ênfases: Matemática, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Física. O currículo multidisciplinar forma profissionais altamente capacitados para fazer avançar o conhecimento na área e resolver problemas concretos da sociedade por meio de ferramentas matemáticas.

O Impa Tech tem sede no Porto Maravalley, hub tecnológico da cidade do Rio de Janeiro que abriga empresas e startups. Conheça mais no site https://impatech.edu.br/ 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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