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Cuba quer ampliar a cooperação com o Brasil na área de CT&I

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Estreitar a cooperação entre Brasil e Cuba. Este foi o objetivo da visita da comitiva cubana, liderada pela vice-presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado de Cuba, deputada Ana Maria Mari Machado, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), nesta segunda-feira, 02 de junho.

A ministra Luciana Santos recebeu a deputada cubana e destacou a parceria na área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e recordou a visita que fez junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em agenda oficial a Cuba, durante a Cúpula do G77+ China, em 2023.

“Na ocasião, anunciei com a então ministra Elba Rosa Pérez, a reativação do Comitê Gestor de Ciência, Tecnologia e Inovação, que aprovou um plano de ação nos temas de biotecnologia, biorrefinarias e energias renováveis, saúde e agricultura”, disse a ministra.

Luciana Santos também ressaltou que há muitos desafios na execução de ações conjuntas e sugeriu o lançamento de chamadas públicas conjuntas para selecionar projetos de pesquisa e desenvolvimento.

“Uma das frentes que podemos trabalhar conjuntamente é o lançamento de chamadas para seleção de projetos de pesquisa e desenvolvimento, que podem prever intercâmbio de pesquisadores brasileiros e cubanos”, pontuou a ministra. 

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A representante do MCTI ainda acrescentou que o país reconhece a excelência da ciência e tecnologia cubana e que muitos programas são referência, como é o caso da expertise na área de medicina familiar e da cooperação com o país no programa Mais Médicos.

A vice-presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado de Cuba, deputada Ana Maria Mari Machado, disse que a parceria com o Brasil é muito importante para o desenvolvimento de Cuba.

“Essa relação entre os países é fundamental para nós, cubanos. Também queria agradecer o Brasil pela relação bilateral e por nos convidar para o BRICS”, disse a vice-presidente.

Ana Maria Machado também se colocou à disposição para apresentar os projetos da BioCubaFarma, responsável por produzir medicamentos e equipamentos médicos que podem ser de interesse para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Participaram ainda da reunião o deputado Alberto Eduardo Nuñez Betancourt, membro da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Nacional e do Conselho de Estado; Jesús Rafael Mora Gonzáles, diretor-geral de Relações Internacionais; Adolfo Curbelo Castellanos, embaixador cubano no Brasil; e Idalmys Brooks Beltrán, conselheira da Embaixada de Cuba.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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