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Embrapii apresenta números ao MCTI e mostra o alinhamento com a Nova Indústria Brasil

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A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), reafirmou seu papel no fortalecimento da inovação industrial ao apresentar à ministra Luciana Santos um balanço das atividades da instituição nos últimos anos. O encontro com o presidente da instituição, Álvaro Prata, aconteceu nesta segunda-feira, 2 de junho, em Brasília.

O principal objetivo da Embrapii é promover parcerias entre instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e empresas industriais, oferecendo recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de projetos inovadores.

O presidente da Embrapii começou a apresentação mostrando que a empresa conta com 92 unidades distribuídas por todo o território nacional, sendo 5 na Região Norte, 17 no Nordeste, 6 no Centro-Oeste, 46 no Sudeste e 18 no Sul.

“Para se tornar uma unidade Embrapii, as instituições precisam atender a quatro requisitos: foco, especialistas, infraestrutura e experiência de interagir com a indústria”, explicou Álvaro Prata. 

Entre os anos de 2014 e 2025, foram apoiados 3.279 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), totalizando mais de R$ 6 bilhões em investimentos. Apenas no período de 2023 a 2025, foram investidos R$ 2,42 bilhões em 1.344 projetos que envolveram 1.118 empresas.

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Álvaro Prata ressaltou que, nos últimos dois anos, na gestão da ministra Luciana Santos, os projetos apoiados estão completamente alinhados às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB). Entre os destaques, está a Missão 4, voltada à transformação digital, que contemplou 364 projetos de PD&I e Centros de Competência, com um investimento de R$ 845,4 milhões.

Rede de Unidades Embrapii

A Rede de Unidades Embrapii é composta por ICTs públicas e privadas credenciadas, capacitadas para atender às demandas de inovação do setor produtivo. Essas unidades funcionam como centros de excelência, disponibilizando infraestrutura e conhecimento técnico-científico para impulsionar a competitividade industrial.  “Credenciamos as unidades, confiamos e damos independência a elas”,  pontuou Prata.

A ministra Luciana Santos destacou a capacidade de convergência e interação da Embrapii. “Vejo que vocês estão com esta sinergia, essa excelência de apoiar o desenvolvimento e inovação do país”, disse.

Luciana Santos ainda frisou que o sistema Embrapii conversa com programas da pasta como a Lei de TICs e a Lei de Inovação. “Temos que aproveitar a pontencialidade da produção científica brasileira e aumentar a sinergia para apresentar os resultados do projeto como nação. Precisamos ter domínio tecnológico”, finalizou.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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