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Finep sedia reunião estratégica dos BRICS para fortalecer a inovação conjunta

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A Finep sediou, nos dias 10 e 11 de junho, no Rio de Janeiro, o encontro do Grupo de Trabalho da Parceria em Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo dos BRICS. A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a própria Finep. Veja aqui fotos do encontro.

Durante o evento, representantes dos países do bloco (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos) discutiram e avançaram na construção do Plano de Ação para Cooperação em Inovação dos BRICS 2025–2030. O documento vai orientar projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo inovador nos próximos anos.

Um dos destaques foi a possibilidade de lançar uma chamada pública específica para propostas colaborativas entre instituições dos países-membros, com financiamento direcionado a organizações inovadoras. A programação incluiu ainda atividades das redes iBRICS e BRICS Tech Transfer, voltadas à articulação de ecossistemas de inovação e à transferência internacional de tecnologia.

“Definimos três documentos estratégicos: o Plano de Ação para Inovação (STIEP), um documento integrador sobre ciência, tecnologia e parcerias, e os planos de ação dos comitês dos BRICS — um focado em ambientes de inovação, como parques tecnológicos e incubadoras, e outro na transferência internacional de tecnologia e propriedade intelectual”, afirmou Daniel Almeida, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI.

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O Plano de Inovação é o documento mais abrangente do Grupo de Trabalho, que prevê duas Iniciativas: o iBRICS, voltado a incentivar o empreendedorismo e inovação, e o BRICS Tech Transfer, para a Transferência de Tecnologia entre as nações. 

O Plano será submetido à reunião dos ministros de Ciência e Tecnologia dos BRICS, marcada para o dia 25 de junho, em Brasília. Depois de validados pelos representantes, os planos de ação começarão a ser implementados até 2030.

O Brasil exerce em 2025 a presidência de turno dos BRICS. As prioridades brasileiras são reforçar a cooperação do Sul Global e parcerias para o desenvolvimento social,, econômico e ambiental.

Com informações da Finep

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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