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Governo Federal promove reunião com reitores de institutos e universidades federais
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Nesta terça-feira (27), reitores e reitoras dos institutos e das universidades federais estiveram reunidos no Palácio do Planalto, em Brasília, com os ministros da Educação, Camilo Santana; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; da Fazenda, Fernando Haddad e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, que apresentaram as principais iniciativas da gestão voltadas às instituições de ensino.
Em sua fala aos reitores, a ministra Luciana Santos destacou programas como o Pró-Infra, voltado à recuperação e ampliação da infraestrutura de pesquisa; Pró-Amazônia, que visa ao desenvolvimento sustentável da região; Conhecimento Brasil, para repatriação de talentos científicos; e Identidade Brasil, com foco na preservação de acervos científicos e culturais. Todos receberam recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
“Para a gente ter uma ideia, o Pró-Infra é tão importante, que nós incluímos ele no PAC. E, até 2025, já são R$ 4,3 bilhões nesse programa, no maior montante de todo o FNDCT. Desses, mais de R$1,3 bilhão foi destinado aos Institutos e Universidades Federais. Nós sabemos que existia uma demanda represada – de anos de falta de investimento na infraestrutura de nossas instituições de ensino e pesquisa – e estamos tentando dar conta dessa demanda”, destacou a ministra.
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O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou a recomposição orçamentária e regularização dos repasses para custeio de janeiro a maio. “Nós vamos garantir a recomposição orçamentária no valor de R$ 400 milhões, acima do que foi cortado do orçamento. Nós também vamos regularizar a questão do financeiro até o mês de maio, quando se deixou de repassar para universidades e institutos federais algo em torno de R$ 300 milhões”, disse.
Camilo também falou sobre o limite anual de orçamento dos institutos e universidades federais que, a partir de junho, voltará a ser de um doze avos (1/12), ao invés da medida adotada em março, que restringia o uso do orçamento a 1/18 do total previsto para o ano na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.
Fortalecimento do ensino superior
Desde o início da atual gestão, em 2023, o governo federal trabalha pelo fortalecimento das instituições federais, com investimentos para expansão e melhoria da infraestrutura de institutos e universidades federais, bem como de hospitais universitários. Além disso, o governo tem realizado suplementação orçamentária, reajuste no salário de docentes e técnicos e no valor das bolsas de estudos. Também retomou o diálogo com as instituições e fortaleceu a democracia, empossando e nomeando reitores e reitoras eleitos.
Em 2023, universidades e institutos federais receberam suplementação de R$ 1,7 bilhão. Já em 2024, esse complemento foi de R$ 747,3 milhões repassados com o intuito de recompor os cortes no orçamento da Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovado pelo Congresso Nacional, e corrigir a inflação. Além disso, o governo federal tem trabalhado pela reestruturação das carreiras de docentes e técnicos das universidades e institutos federais, com reajuste salarial e ampliação do banco de servidores, que permitiu a retomada de concursos públicos. De 2023 a 2025, também reajustou as bolsas de pós-graduação, de formação de professores, e as bolsas permanência e de iniciação científica.
Outro avanço do atual governo foi a inclusão da educação no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com previsão de investimento de até R$ 9,5 bilhões para consolidação e expansão das universidades e institutos federais e hospitais universitários.
Investimentos em C,T&I
Além dos investimentos do Pro-Infra, é importante destacar iniciativas como o Conhecimento Brasil, que busca enfrentar o problema da fuga de cérebros. “Ele é executado pelo CNPq, com o objetivo de atrair e fixar aqui pesquisadores brasileiros que hoje estão no exterior, além fomentar redes de cooperação científica entre instituições nacionais e estrangeiras”, disse a ministra.
Além de repatriar pesquisadores, o programa também permite que os brasileiros com carreira estruturada fora do país possam cooperar com profissionais de instituições situadas no Brasil, permitindo a troca de conhecimentos, fortalecendo a ciência nacional e contribuindo para sua internacionalização. Mais de 2.500 pesquisadores demonstraram interesse no programa já nesse primeiro edital. E o total de investimentos até aqui é de R$559 milhões.
A ministra ressaltou que a pasta também tem uma grande preocupação com a redução de assimetrias regionais na ciência. “Temos feito aportes robustos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e apostado em políticas públicas que minimizem esse problema. E um programa que vai nessa direção é o Pró-Amazônia, dentro do qual já executamos R$426 milhões”, completou.
Por fim, o Programa Identidade Brasil, em que foram investidos R$ 500 milhões, para apoiar ações de recuperação, conservação, digitalização e divulgação de acervos em todo o país.
“Encerro reiterando que, nesse governo, ciência e educação andam de mãos dadas. E é, com eles, que podemos construir um futuro de desenvolvimento para todos em nosso país”, finalizou a ministra.
Com informações do Ministério da Educação
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

