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Imersão em física experimental reúne estudantes do Brasil e da América Latina na 9ª Escola Avançada de Física Experimental

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Aproximar os estudantes da rotina de pesquisa e motivar a construção coletiva da ciência, especialmente das áreas experimentais da física. Esses são os objetivos da Escola Avançada de Física Experimental, iniciativa do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Em sua 9ª edição, 70 alunos do Brasil e da América Latina participaram da imersão.

A estudante da Universidade Federal do Tocantins (UFT) Rálita Murila Souza viu seu interesse pela física de partículas se consolidar graças ao programa. “Foi um desafio maior do que eu imaginava, mas também uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida”, conta. Como aluna de licenciatura em uma universidade do interior do Tocantins, ela ainda não havia tido uma vivência laboratorial avançada. “Aqui, nós tivemos acesso a equipamentos de ponta e únicos no País e pudemos participar desde a aquisição e interpretação de dados até da organização do conhecimento científico de forma prática”, descreve.

Ao longo de duas semanas, os participantes frequentaram os laboratórios do CBPF e enfrentaram desafios reais da física experimental, como formulação de problema científico e análise e interpretação de dados. As atividades foram ministradas e acompanhadas por pesquisadores do centro e instituições parceiras, como o Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), organização social também vinculada ao MCTI, Petrobras, Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP Portugal) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Já atuando como estagiário do CBPF, o chileno Daniel Muñoz acredita que a escola terá um impacto positivo em sua carreira. “A execução do projeto me permitiu integrar fundamentos teóricos com uma implementação prática completa, abrangendo áreas críticas como a eletrônica, a aquisição e a análise de dados aplicados a problemas reais. Como estudante de mestrado em Automação, essa visão interdisciplinar é fundamental, pois me forneceu algumas ferramentas necessárias para liderar projetos futuros em que a física e a engenharia convergem em soluções inovadoras”, disse.

No curso, os estudantes precisam escolher entre 14 módulos experimentais, que abordaram temas da física contemporânea, como física de partículas, materiais quânticos, spintrônica e tecnologias emergentes. Ao fim do programa, os alunos devem apresentar seus resultados e conclusões dos projetos desenvolvidos em uma sessão de seminários.

De acordo com o coordenador desta edição da escola, André Linhares Rossi, o programa vai além de um curso tradicional, já que foi pensado para colocar os estudantes dentro do laboratório, lidando com os problemas reais da experimentação científica. “É uma formação intensa, que exige autonomia, trabalho em grupo e capacidade de tomar decisões a partir dos dados.”

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Como se inscrever

Como um programa anual, a Escola Avançada de Física Experimental abre inscrições normalmente nos últimos meses do ano e as aulas ocorrem em janeiro e fevereiro.

Para se inscrever, é necessário preencher um formulário no site do programa (https://eafexp.cbpf.br/) e enviar uma carta motivacional. “Podem se candidatar estudantes de graduação e de pós-graduação em Física ou áreas correlatas. A seleção normalmente considera: histórico acadêmico; carta de motivação e currículo”, explica o pesquisador e coordenador da Pós-Graduação, Roberto Sarthour.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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