TECNOLOGIA
MCTI investe mais de R$ 11 milhões em projetos de tecnologia assistiva em Uberlândia
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Uberlândia (MG) vai abrigar o Polo de Inovação e Manufatura Avançada de Produtos Assistivos (Polo.TA) e atrair pesquisadores, empresas, centro tecnológicos e instituições de todo o País. O objetivo é acelerar o desenvolvimento, a produção e a disseminação de inovações que facilitarão a vida de pessoas e animais com deficiência ou necessidades especiais. O empreendimento é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
A pedra fundamental do polo foi lançada durante o Sisconec.TA, em 20 e 21 de março, na cidade mineira. “Nós temos capacidade, competência e ciência qualificada para atender à demanda de inclusão das pessoas com deficiência. O central da vida não é a deficiência, mas a pessoa em si. E cabe a nós, com a ciência, tecnologia e inovação, garantir isso”, disse o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Inácio Arruda, durante o evento.
O polo funcionará na UFU e terá como parceira toda a rede dos Centro de Acesso, Pesquisa e Inovação em Tecnologia Assistiva (Capta) e o ecossistema de inovação em tecnologia assistiva do País. O investimento será de R$ 11 milhões, via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Também durante o Sisconec.TA, foi lançada a pedra fundamental da Praça da Ciência Socioeducativa Parque Sabiá, um espaço que aproximará ciência, tecnologia assistiva e sociedade. A ideia é promover experiências acessíveis, educativas e interativas, em especial para as crianças. O projeto receberá o investimento inicial de R$ 300 mil, via FNDCT.
“Quando pensaríamos que a pessoa com deficiência estaria no protagonismo da sua própria história? A tecnologia assistiva permite a inclusão e a transformação de pessoas com deficiência em pessoas. É por meio dela que nós temos autonomia, dignidade e participação efetiva na sociedade”, afirmou o coordenador-geral de Tecnologia Assistiva do MCTI, Milton de Carvalho.
Sisconec.TA
Um marco da consolidação da Rede SisAssistiva, o evento Sisconec.TA apresenta produtos e projetos de tecnologia assistiva e painéis de conversa com a sociedade. “Esse é um evento de pesquisa, mas também um evento social, de conexões, e, claro, de reafirmação da dignidade pela qual lutamos”, afirmou a diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI, Sônia da Costa.
Para o reitor da UFU, Carlos Henrique de Carvalho, o encontro foi um passo dado em direção à inclusão e equidade para pessoas com deficiência. “Hoje é um marco para a tecnologia assistiva, que inclui e dá dignidade por meio da inovação”, finalizou o representante.
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

