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MCTI, MMA e MCid promovem 1º Encontro Cidades Verdes Resilientes, na Câmara dos Deputados

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Em um contexto de intensas mudanças climáticas, os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e das Cidades (MCid) promovem, nesta quinta e sexta-feira (27 e 28 de março), o 1º Encontro Cidades Verdes Resilientes, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Nesta quinta-feira, cerca de 300 pessoas participaram do encontro de forma presencial ou virtual.

O objetivo é incentivar a adesão dos municípios a estratégias de adaptação climática, promover diálogos com agências de financiamento e compartilhar resultados de projetos em andamento. O momento representa uma oportunidade estratégica para engajar os prefeitos eleitos para o ciclo 2025-2028, fortalecer políticas públicas ambientais e preparar as cidades para a COP30, dentro de uma abordagem de federalismo climático. Além disso, o encontro busca capacitar os governos locais para captar recursos e liderar ações climáticas eficazes.

O secretário de Políticas e Programas Estratégicos substituto e diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do MCTI, Osvaldo Moraes, ressaltou a importância das ações conjuntas para mitigar os impactos dos desastres naturais. “A frequência crescente de desastres que afetam os municípios e atingem populações vulneráveis exige uma abordagem integrada, com a participação de múltiplos atores para implementar ações eficazes e fornecer informações cruciais aos ministérios”, afirmou.

De acordo com o diretor, o papel do MCTI no Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) é fornecer evidências científicas que ajudem os municípios a se prepararem para os efeitos das mudanças climáticas.

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Destaques do 1º Encontro Cidades Verdes Resilientes:

  1. Apresentação do plano de implementação do PCVR e das perspectivas para o período 2025-2028, alinhado às prioridades das novas administrações municipais;
  2. Apresentação do projeto Cidades Modelo Verde Resiliente, parte da estratégia nacional para a agenda climática subnacional;
  3. Anúncio de 45 cidades que continuarão no projeto Cidades Modelos Verdes Resilientes;
  4. Promoção de capacitação avançada com agências de financiamento para viabilizar projetos e ações do PCVR;
  5. Compartilhamento de resultados concretos de projetos em andamento, em parceria com instituições-chave do programa;
  6. Anúncio do lançamento de fundos nacionais relacionados ao PCVR (Fundo Clima, Pró-Cidades, Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Edital de Chamamento Público Periferias Verdes Resilientes.

O encontro também reforçou a mobilização para a Iniciativa AdaptaCidades, lançada em fevereiro de 2025, no âmbito do PCVR, que busca apoiar estados e municípios com recursos técnicos e financeiros no desenvolvimento de planos locais e regionais de adaptação às mudanças climáticas.

Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR)

Instituído pelo Decreto nº 12.041, de 5 de junho de 2024, o PCVR prepara as cidades brasileiras para enfrentar os impactos das mudanças climáticas por meio da integração de políticas urbanas, ambientais e climáticas, estimulando práticas sustentáveis e valorizando os serviços ecossistêmicos do verde urbano.

As cidades enfrentam desafios graves, como a perda de vegetação, a urbanização acelerada e a emergência climática. Entre os problemas estão altas temperaturas, ilhas de calor, estiagens, tempestades, inundações, poluição do ar, sonora e visual, e a perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Todos comprometem nossa saúde física e mental e bem-estar. O PCVR foi criado para enfrentar esses desafios.

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O programa é uma resposta a dados do MCTI que apontam que, em 2023, o Brasil registrou um número recorde de desastres naturais hidrológicos e geológicos, com mais de 1.000 ocorrências, afetando mais de 500 mil pessoas.

O PCVR adota um conjunto de medidas organizadas em seis áreas-chave: uso e ocupação sustentável do solo; áreas verdes e arborização urbana; soluções baseadas na natureza; tecnologias de baixo carbono; mobilidade urbana sustentável; e gestão de resíduos urbanos.

Coordenado pelo MCTI, MMA e MCid, com apoio do Projeto ANDUS, uma parceria entre o governo brasileiro e o governo alemão para o desenvolvimento urbano sustentável, o PCVR também é uma ação alinhada à Coalizão CHAMP, uma iniciativa global para envolver mais as cidades no combate às mudanças climáticas, da qual o Brasil é signatário desde seu lançamento, em 2023. Além disso, o programa conta com a colaboração do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM) e do C40 Cities Climate Leadership Group, com financiamento da Bloomberg Philanthropies.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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