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MCTI/SEDES investirá R$ 7,5 milhões no programa Mais Ciência na Escola em PE

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participa, entre os dias 13 e 19 de julho, da 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife. Em 2025, a pasta investirá R$ 7,5 milhões no programa Mais Ciência na Escola no estado.

A secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES) é responsável por programas como Pop Ciência, de popularização da ciência. Dentro deste, há o Mais Ciência na Escola, que visa promover o letramento digital e a educação científica, e o apoio a feiras, olimpíadas e mostras científicas.

Segundo a SEDES, em 2025, o número de escolas aderentes ao programa Mais Ciência na Escola vai dobrar, indo de 75 para 150 unidades. Cada escola terá 10 alunos e um professor capacitado. A ministra do MCTI Luciana Santos realizou o anúncio nessa sexta-feira (11), em Petrolina (PE).

Lançado em 2024, o programa promove o letramento digital e a educação científica através da implantação de laboratórios maker, que são espaços montados dentro de escolas públicas do país onde os estudantes podem colocar em prática ideias e criações inovadoras, transformando a teoria em prática. Os espaços são acompanhados de planos de atividades, formação de professores e bolsas para professores e estudantes.

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No total, desde 2023, a pasta investiu mais de R$ 48 milhões em popularização da ciência no estado. Entre as iniciativas, está o apoio a clubes de astronomia e projeto de robótica, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) regional e o próprio Mais Ciência na Escola.

Tecnologia Assistiva

 Além dos projetos relacionados a popularização da ciência, a SEDES  ainda é responsável pelos programas de Tecnologia Assistiva. Durante o evento, cinco iniciativas desenvolvidas pelo Sistema Nacional de Laboratórios de Tecnologia Assistiva (SisAssistiva-MCTI) receberão destaque.

Com um investimento total de mais de R$ 73,4 milhões oriundos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), os projetos são desenvolvidos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

As iniciativas abordam o diagnóstico e o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a inclusão de crianças com severas deficiências motoras na robótica, o uso de Psilocibina para o desenvolvimento de pessoas com TEA, o desenvolvimento da autonomia de pessoas com deficiências e a aprendizagem de estudantes com deficiência.

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O SisAssistiva se institui como instrumento de governança e visa integrar projetos de tecnologia assistiva a nível nacional, impulsionando o desenvolvimento e a implementação de iniciativas voltadas às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

SEDES na SBCP

O secretário da SEDES, Inácio Arruda, estará presente na SBPC, com destaque para a sessão especial em homenagem aos 40 anos do MCTI no dia 14. Neste mesmo dia, Arruda, a diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva (DEPTS), Sônia da Costa, e o coordenador-geral de Tecnologia Assistiva (CGTA), Milton Carvalho, falarão na mesa redonda “Tecnologia Social que cuida, inclui e transforma: A consolidação de uma nova estratégia de desenvolvimento solidário e cooperado” às 14h30, no Auditório da ExpoT&C. 

 No dia 15, o secretário será palestrante na mesa redonda “Tecnologia Social e Solidariedade” às 16h, na UFRPE. Também estarão presentes Renato Peixoto Dagnino (UNICAMP), Ricardo Toledo Neder (UnB) e Regina Oliveira da Silva (INPA).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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