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MCTI participa de agendas sobre ciência de dados e cooperação internacional para a inovação

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A diretora de Governança e Indicadores de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Verena Hitner Barros, representou a pasta em dois importantes eventos realizados nesta terça-feira (3/6), em Brasília. As agendas, promovidas pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reforçaram o papel dos dados e da cooperação internacional no desenvolvimento científico e tecnológico do país.

Pela manhã, Verena participou da abertura do IV Seminário de Ciência de Dados para a Ciência, promovido pelo Ibict, que contou com uma programação voltada ao uso estratégico de dados para o avanço da ciência, tecnologia e inovação (CT&I). No evento a diretora destacou a importância de discutir uma política nacional de governança de dados científicos e tecnológicos, alinhada à soberania nacional.

“Não há como negar a importância crescente que as universidades têm no sistema internacional na produção de conhecimento. No caso do Brasil, a ciência, o conhecimento, a inovação, são fruto de pesquisa científica que sai de universidade pública no nosso país”, afirmou Verena. “Pensar o desenvolvimento significa pensar a universidade e o papel dos seus dados nesse contexto”, disse.

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Em sua fala, ela destacou que temas como a nova política industrial brasileira e a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial devem ser considerados no debate sobre dados e soberania. “É muito relevante que aconteça esse debate. A discussão dos dados tem que vir vinculada à necessária discussão sobre o sentido de ter soberania sobre os nossos dados”, explicou.

Verena também chamou atenção para a necessidade de revisão e ampliação das métricas e indicadores tradicionalmente utilizados na mensuração da CT&I. “Muitas vezes, os indicadores tradicionais da ciência e da tecnologia não dão conta de expressar a realidade. Começar a consertar os dados significa que a gente pode começar a olhar para a ciência e pensar sobre qual é a função que essa ciência cumpre no processo de desenvolvimento”, disse a diretora.

Brasil-China

À tarde, Verena participou do Fórum de Reitores Brasil–China, realizado pela Capes em parceria com a Associação Educacional da China para Intercâmbio Internacional (CEAIE). O encontro teve como foco o intercâmbio e a cooperação entre universidades brasileiras e chinesas em temas como inovação digital na educação, integração entre academia e indústria e mobilidade acadêmica.

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Durante o painel sobre colaboração entre instituições científicas e empresas, a diretora apresentou indicadores baseados nas pesquisas de inovação nas empresas (PINTEC/IBGE) e nos dados da Lei do Bem. Verena defendeu a importância da cooperação internacional e intersetorial como estratégia para impulsionar o desenvolvimento nacional.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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