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MCTI participa do NVIDIA GTC 2025 e fortalece presença no setor de IA

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O Brasil reforçou sua presença no cenário global de Inteligência Artificial (IA) com a participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no NVIDIA GTC 2025, realizado de 17 a 21 de março, em San Jose, Califórnia. Considerado o principal evento para desenvolvedores, voltado à IA e à computação acelerada, o GTC reúne especialistas, pesquisadores e líderes do setor para discutir aplicações avançadas e inovações que impactam diversas indústrias.

O diretor de Incentivos às Tecnologias Digitais da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, Hamilton Mendes, um dos representantes do MCTI no evento, ressaltou o impacto para o Brasil. “O NVIDIA GTC 2025 apresentou avanços significativos no uso de IA. A participação brasileira permitiu o contato direto com especialistas e empresas que estão na vanguarda dessas tecnologias, abrindo caminho para novas colaborações e projetos estratégicos”, afirmou.

Além de participar do evento, a delegação brasileira realizou visitas estratégicas a centros de inovação e empresas do setor. Entre os compromissos estavam reuniões com pesquisadores da Oracle, incluindo especialistas brasileiros que trabalham no desenvolvimento de IA para bases de dados. O grupo também visitou o Solution Center da Oracle e sua sede em Redwood, California.

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Em reunião com a Intel foram discutidas possibilidades de apoio a ações previstas no Programa Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), especialmente na formação de recursos humanos. “A colaboração com empresas de tecnologia é essencial para fortalecer nossas iniciativas em IA e capacitação profissional”, afirmou o coordenador-geral de Tecnologias Digitais, Guilherme Correa. O grupo também se reuniu com representantes da empresa Ventana, uma das líderes na arquitetura RISC-V, tecnologia que pode abrir novas perspectivas para o Brasil no segmento de design de processadores para servidores de alto desempenho.

A delegação brasileira contou, ainda, com a participação de Alessandro Campos, coordenador-geral de Semicondutores do MCTI; Fábio Borges, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC); Anderson Soares, diretor do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) e sua equipe; Sandro Rigo, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); Arthur Lorenzon, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e pesquisadores do Instituto Eldorado, Cibele Coscione, especialista em inteligência artificial, e José Bertuzzo, especialista em microeletrônica.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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