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Oficina discute reformulação da PINTEC e retorno da Pesquisa de Inovação

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A Pesquisa de Inovação Brasileira (PINTEC), realizada pelo IBGE, será reformulada para a sua oitava edição. Em um esforço para modernizar e aprimorar a metodologia da pesquisa, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o IBGE e outras instituições, promoveu uma oficina que discutiu a metodologia e o acordo de cooperação entre o MCTI e o IBGE para realizar o levantamento.

A última edição da PINTEC, que reúne informações sobre a inovação nas empresas brasileiras, bem como estratégias, obstáculos e resultados, foi publicada em 2017. Com a nova pesquisa, o MCTI pretende utilizar os dados em iniciativas como a avaliação de projetos da Lei do Bem. A principal meta da reformulação da PINTEC é garantir a atualização e a confiabilidade dos dados, com base nas mudanças da realidade brasileira e nas diretrizes internacionais.

O secretário-executivo do MCTI, Luis Fernandes, destacou a importância da pesquisa. “Desde que não foi renovada a PINTEC, nós ficamos no escuro em relação a prazos e informações mais completas. Não estamos completamente sem dados, mas a ausência de informações mais detalhadas sobre investimento, pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil é trágica para a política pública. Sem dados confiáveis, revistos criticamente, ficamos sem referências para orientar e avaliar as políticas que promovemos para apoiar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação”, afirmou.

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O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida Filho, disse que a retomada da PINTEC faz parte do compromisso do governo federal com a inovação.

“A principal pesquisa de inovação do Brasil parou em 2017, e agora estamos retomando a política como um compromisso deste governo com a inovação. A gente está fazendo a renovação da PINTEC tendo como base o novo Manual de Oslo de 2018 e alinhados com as informações internacionais. A gente vai ter um grupo de trabalho entre o MCTI e o IBGE para que a gente tenha um cronograma exequível nos próximos anos”, explicou.

Relevância para o desenvolvimento do país

A diretora de Governança e Indicadores de C&T do MCTI, Verena Barros, reforçou que a construção de indicadores setoriais e nacionais sobre as atividades de inovação é essencial para o avanço do Brasil nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

“A PINTEC é um instrumento fundamental no processo de tomada de decisão. Trabalhar sobre ela não é um mero detalhe”, pontuou.

A PINTEC 2025 cobrirá os anos de 2023, 2024 e 2025, com os dados concentrados no último ano. A previsão é que o protótipo do questionário da pesquisa seja enviado para validação no dia 13 de agosto. O lançamento da pesquisa está previsto para abril de 2026.

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Além disso, a próxima reunião do Comitê Diretivo da pesquisa, marcada para o dia 30 de julho, será uma oportunidade para apresentar as novas diretrizes sobre o quantitativo de pesquisadores no Brasil, um dado crucial que esteve ausente nos últimos anos.

O papel das oficinas na modernização

A oficina de discussão sobre a reformulação da PINTEC é um passo importante para entender as necessidades de atualização da pesquisa e para envolver os principais stakeholders no processo segundo o IBGE.

“O objetivo de hoje é trabalhar principalmente o questionário. Vamos apresentar um cronograma para explicar em que ponto estamos no processo de retomada da PINTEC”, afirmou Fernanda Vilhena, gerente de Análise Estrutural e Temática do instituto.

PINTEC

A PINTEC fornece informações para a construção de indicadores setoriais, regionais e nacionais das atividades de inovação das empresas brasileiras com 10 ou mais pessoas ocupadas, tendo como universo de investigação as atividades das Indústrias extrativas e de transformação, bem como dos setores de Eletricidade e gás e Serviços selecionados. A periodicidade da pesquisa é trienal com abrangência nacional.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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